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No café, no supermercado para as compras semanais ou numa loja para uma compra por impulso: a forma como pagamos diz muito sobre nós e sobre o tempo em que vivemos. Por um lado, existe a solidez tranquilizadora do Chip e PIN, um método que requer um gesto deliberado e um código secreto. Por outro, a rapidez quase mágica do contactless, que com um simples toque conclui a transação. Esta dualidade não é apenas uma questão tecnológica, mas reflete um diálogo cultural mais amplo, especialmente num contexto como o de Itália, suspenso entre um forte apego à tradição e um impulso constante para a inovação. Compreender as diferenças entre estes dois sistemas de pagamento significa explorar como a velocidade, a segurança e os hábitos se entrelaçam na nossa vida quotidiana.
O advento dos pagamentos digitais transformou os nossos hábitos, levando cada vez mais consumidores a abandonar o dinheiro físico. Em Itália, esta transição é evidente: em 2023, o valor dos pagamentos digitais atingiu os 444 mil milhões de euros, marcando um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Esta mudança é impulsionada em grande parte pela crescente popularidade dos cartões, que hoje representam o método de pagamento preferido de muitos, delineando um futuro cada vez mais cashless também no mercado europeu e na cultura mediterrânica.
O método Chip e PIN representa há anos o padrão para pagamentos eletrónicos seguros. O seu funcionamento baseia-se na interação entre dois elementos-chave: o microchip integrado no cartão e o Número de Identificação Pessoal (PIN). Quando o cartão é inserido num terminal POS, o chip gera um código encriptado único para essa transação específica, tornando a clonagem extremamente difícil. A introdução do PIN serve como um nível adicional de autenticação, confirmando que quem está a usar o cartão é o legítimo proprietário. Este processo, embora mais lento em comparação com o contactless, é percebido por muitos como mais seguro e fiável, um gesto consolidado que oferece uma sensação de controlo sobre a transação.
Esta perceção de segurança tem raízes profundas, especialmente numa cultura como a italiana, onde a prudência nas questões financeiras é um valor importante. O sistema Chip e PIN encarna uma abordagem metódica e deliberada ao pagamento, em contraste com a quase instantaneidade das novas tecnologias. Embora a inovação avance, a familiaridade e a robustez deste método continuam a torná-lo uma referência fundamental para consumidores e comerciantes, um pilar da transição do dinheiro físico para o digital.
O pagamento contactless introduziu uma verdadeira revolução na vida quotidiana, baseando-se na tecnologia NFC (Near Field Communication). Este sistema permite finalizar uma compra simplesmente aproximando o cartão, o smartphone ou um smartwatch do terminal POS, sem qualquer contacto físico. A velocidade é a sua vantagem mais evidente: as transações são concluídas em poucos segundos, eliminando a necessidade de inserir o cartão ou digitar códigos para pequenos montantes. Em Itália, tal como no resto da Europa, é possível pagar sem inserir o PIN para despesas até 50 euros. Isto tornou o contactless a escolha ideal para as pequenas despesas diárias, do café ao bilhete de autocarro.
A difusão desta tecnologia foi exponencial. Em Itália, quase 8 em cada 10 transações digitais em loja ocorrem no modo «tap & go», num valor que atingiu os 240 mil milhões de euros. Este sucesso não é apenas italiano, mas europeu: em muitos países, mais de 80% dos pagamentos com cartão são efetuados em modo contactless. A adoção massiva foi também acelerada por novos hábitos sociais, onde a redução dos contactos físicos se tornou uma prioridade, consolidando o contactless como o novo padrão de praticidade.
Quando se comparam Chip e PIN e contactless, surgem diferenças nítidas que respondem a necessidades diferentes. A escolha entre os dois métodos depende frequentemente de um compromisso entre rapidez, perceção de segurança e contexto de utilização.
O contactless ganha de longe na frente da velocidade. Um simples toque de poucos segundos é tudo o que é necessário para completar um pagamento, tornando-o ideal em situações onde a fila deve fluir rapidamente, como no café, nos transportes públicos ou em restaurantes de fast food. O Chip e PIN, exigindo a inserção do cartão e a digitação do código, é um processo intrinsecamente mais lento. No entanto, este ritmo mais compassado é preferido por alguns utilizadores para compras de montante mais elevado, onde a confirmação através do PIN oferece uma sensação de maior segurança e controlo deliberado sobre a despesa.
Ambos os métodos são concebidos para serem seguros, mas com abordagens diferentes. O Chip e PIN baseia a sua segurança num processo de autenticação de dois fatores: a posse do cartão (algo que se tem) e o conhecimento do PIN (algo que se sabe). Isto torna-o muito robusto contra fraudes em caso de perda ou roubo do cartão. O contactless, por outro lado, utiliza a tokenização, especialmente quando se paga com smartphone: os dados reais do cartão não são transmitidos, mas substituídos por um código «descartável» (token). Além disso, a normativa europeia PSD2 impõe limites para os pagamentos sem PIN, como um teto cumulativo de 150 euros ou um máximo de 5 transações consecutivas, após os quais é exigida a autenticação forte. Isto cria um sistema de proteção a vários níveis que minimiza os riscos.
Em Itália e em grande parte da Europa, o limite para pagamentos contactless sem PIN está fixado em 50 euros por transação individual. Ultrapassado este limiar, o sistema exige a introdução do código, combinando a comodidade do contactless com a segurança do PIN. Para os pagamentos com smartphone através de carteiras digitais como Apple Pay ou Google Pay, no entanto, não existem limites de montante para o contactless, uma vez que a autenticação ocorre diretamente no dispositivo através de reconhecimento facial ou impressão digital. A diretiva europeia PSD2 (Payment Services Directive 2) reforçou ainda mais a segurança, introduzindo a Autenticação Forte do Cliente (SCA) para proteger os consumidores de fraudes online e nas lojas.
A adoção dos pagamentos digitais na Europa não é uniforme, mas reflete um mosaico de culturas e hábitos diferentes. Enquanto os países do Norte da Europa são há muito pioneiros de uma sociedade quase completamente cashless, a área mediterrânica, e a Itália em particular, mostra um quadro mais matizado. Historicamente, a Itália tem sido um país com uma forte preferência pelo dinheiro físico, mas dados recentes indicam uma aceleração decidida para o digital. Em 2024, a Itália posicionou-se no quarto lugar na Europa em crescimento de pagamentos sem numerário, com um aumento de 23,2%. Esta ultrapassagem, embora mais lenta em comparação com outras nações, sinaliza uma mudança cultural profunda.
Esta transição é impulsionada tanto pela inovação tecnológica, como a difusão capilar dos pagamentos contactless, quanto por uma mudança nos hábitos dos consumidores, que utilizam cada vez mais o cartão também para pequenas despesas. O desafio para a Itália é equilibrar este impulso inovador com a necessidade de inclusão, assegurando que todos, incluindo as faixas da população menos digitalizadas, possam beneficiar das vantagens dos novos sistemas de pagamento. O futuro verá provavelmente uma coexistência de métodos diferentes, onde a escolha entre um toque rápido e um PIN seguro dependerá do contexto e das preferências pessoais, num mercado que evolui para a simplicidade e a segurança.
A contraposição entre pagamentos contactless e Chip e PIN não define um vencedor absoluto, mas sim duas faces da mesma moeda: a evolução das finanças pessoais. Por um lado, o Chip e PIN permanece um símbolo de segurança tangível e de controlo, enraizado em hábitos consolidados. Por outro, o contactless, baseado na tecnologia NFC, encarna a rapidez e a eficiência exigidas pela vida moderna. A experiência italiana e europeia demonstra que não se trata de uma substituição, mas de uma integração. As duas tecnologias coexistem e completam-se mutuamente, oferecendo aos utilizadores a flexibilidade de escolher a ferramenta mais adequada a cada situação.
O futuro dos pagamentos está a mover-se para uma integração ainda mais profunda entre segurança e imediatismo. Enquanto a Itália continua o seu percurso de digitalização, superando gradualmente a dependência do dinheiro físico, a verdadeira inovação residirá na criação de um ecossistema de pagamento inclusivo, simples e seguro para todos. Quer se trate de inserir um PIN ou de aproximar um smartphone, o objetivo final permanece o mesmo: tornar cada transação uma experiência fluida e protegida, num mundo cada vez mais conectado.
Sim, o pagamento contactless é considerado muito seguro. Utiliza a mesma tecnologia base do Chip e PIN e adiciona níveis de proteção como a encriptação e a tokenização, que mascara os dados reais do cartão. Para montantes superiores a 50 euros, é sempre exigida a autenticação através de PIN, unindo a praticidade à segurança. Além disso, a normativa europeia PSD2 impõe controlos periódicos para verificar a identidade do titular, por exemplo, após um certo número de operações ou ao atingir um montante cumulativo.
Em Itália, o limite para uma única transação contactless sem ter de inserir o código PIN é de 50 euros. No entanto, por razões de segurança, os bancos podem solicitar o PIN ao atingir um montante cumulativo de 150 euros ou após 5 pagamentos consecutivos, mesmo que de montante inferior a 50 euros cada.
Se uma compra individual ultrapassar os 50 euros, o terminal POS solicitará simplesmente que insira o cartão e digite o PIN, como numa transação normal de Chip e PIN. Se, por outro lado, tiver atingido o limite cumulativo de despesa (geralmente 150 euros) ou o número máximo de operações consecutivas sem PIN, bastará efetuar um pagamento inserindo o PIN para repor a contagem e poder voltar a usar o contactless para as pequenas despesas.
Ambos os métodos são extremamente seguros, mas pagar com o smartphone oferece um nível de proteção adicional. Quando paga com o telemóvel (através de apps como Apple Pay ou Google Pay), a transação deve ser autorizada através de um método de desbloqueio biométrico (impressão digital ou reconhecimento facial) ou com o código do dispositivo. Isto garante que, mesmo em caso de roubo do telemóvel, ninguém possa efetuar pagamentos sem a sua autorização.
Para verificar se o seu cartão está habilitado para contactless, procure na sua superfície o símbolo com as quatro ondas de rádio, semelhante ao do Wi-Fi. O mesmo símbolo estará exposto no terminal POS ou na montra das lojas que aceitam esta modalidade de pagamento, indicando que pode pagar simplesmente aproximando o seu cartão ou o seu smartphone.