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Imagine poder transformar a sua paixão por videojogos numa fonte de rendimento. Não se trata de ficção científica, mas sim da realidade do Play-to-Earn (P2E), um modelo que está a revolucionar a indústria do gaming. Ao contrário dos jogos tradicionais, onde o tempo e o dinheiro gastos ficam confinados ao mundo virtual, o P2E permite que os jogadores ganhem ativos digitais com valor real. Estes ativos, como criptomoedas e NFTs (Non-Fungible Tokens), podem ser trocados, vendidos e convertidos em moeda corrente. Este artigo explora o crescimento exponencial do mercado P2E, analisando os números a nível global, as tendências na Europa e o contexto particular italiano, onde inovação e tradição se encontram.
O conceito não é totalmente novo, mas a tecnologia blockchain deu-lhe uma nova vida. Antes, os mercados de itens virtuais existiam, mas eram frequentemente não oficiais e inseguros. Hoje, graças à blockchain, a propriedade dos ativos de jogo é garantida, transparente e imutável. Esta mudança de paradigma deu origem a um setor económico vibrante, conhecido como GameFi (Gaming Finance), que funde entretenimento e finanças. O interesse cresceu exponencialmente, atraindo não só jogadores, mas também investidores e programadores, prontos para explorar a nova fronteira do divertimento monetizável.
O modelo Play-to-Earn baseia-se num princípio simples: jogar para ganhar. Os jogadores participam num videojogo e, através das suas habilidades e do tempo investido, acumulam recompensas. Estas recompensas não são simples pontos ou emblemas virtuais, mas verdadeiros ativos digitais. A magia acontece graças à tecnologia blockchain, um registo digital distribuído e seguro que certifica a propriedade de cada item. Na prática, cada espada, armadura ou personagem rara que obtém no jogo é um NFT, um certificado de propriedade único que reside na sua carteira digital.
Para tornar a ideia mais concreta, pensemos nos antigos jogos de cartas colecionáveis. Possuir uma carta rara significava ter um objeto de valor, trocável com outros entusiastas. O Play-to-Earn digitaliza este conceito à escala global. Um “Axie” no jogo Axie Infinity ou um lote de terreno virtual em The Sandbox são NFTs que os jogadores realmente possuem. Podem vendê-los em mercados especializados ou usá-los para obter mais recompensas em criptomoeda, a moeda nativa do jogo. Este modelo transforma o jogador de um simples consumidor num verdadeiro participante ativo da economia do jogo.
O mercado do Play-to-Earn está a viver uma fase de crescimento impressionante. Avaliado em 4,58 mil milhões de dólares em 2024, prevê-se que atinja os 23,81 mil milhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 17,93%. Paralelamente, o mercado específico de NFTs ligados ao gaming foi avaliado em 4,8 mil milhões de dólares em 2024 e estima-se que possa chegar aos 44,1 mil milhões até 2034. Estes números testemunham um interesse que vai além da simples curiosidade, indicando uma mudança estrutural na forma como percebemos o valor no gaming.
A impulsionar esta expansão estão vários fatores. Em primeiro lugar, a crescente procura por propriedade digital real: mais de 60% dos utilizadores desejam possuir os ativos pelos quais jogam. Em segundo lugar, a disseminação dos smartphones tornou os jogos P2E acessíveis a um público vastíssimo, com a Ásia-Pacífico a deter 38% do mercado graças a uma base de utilizadores predominantemente “mobile-first”. Por fim, a promessa de incentivos financeiros motiva mais de 55% dos jogadores. Empresas pioneiras como a Sky Mavis (criadora de Axie Infinity), a Gala Games e a Animoca Brands estão a liderar a inovação, definindo as regras de um setor em contínua evolução.
A Europa representa uma fatia importante do mercado P2E, cobrindo 21% da quota global, impulsionada por uma forte consciencialização sobre os NFTs e por uma alta adoção de criptomoedas. No entanto, o continente move-se com cautela, procurando um equilíbrio entre inovação e regulamentação. A introdução do regulamento MiCA (Markets in Crypto-Assets) pela União Europeia visa criar um quadro normativo claro para proteger os investidores e garantir a estabilidade financeira, sem sufocar o desenvolvimento tecnológico. A Itália, ao transpor estas diretivas, aprovou um decreto-lei para adaptar a legislação nacional, lançando as bases para um desenvolvimento mais seguro do setor.
Em Itália, o fenómeno de ganhar a jogar insere-se num contexto cultural único. Se, por um lado, existe uma sólida comunidade de jogadores de videojogos e um interesse crescente pelas novas tecnologias, por outro, persiste uma abordagem mais tradicional às finanças. O ceticismo em relação à volatilidade das criptomoedas é um fator a não subestimar. Apesar disso, os dados mostram um mercado ativo: no segundo trimestre de 2025, aplicações como a Richie Games registaram picos de downloads semanais de cerca de 16.500 unidades, com um número de utilizadores ativos em crescimento. Isto indica uma curiosidade e uma vontade de experimentar, ainda que com a devida prudência.
A cultura mediterrânica, e em particular a italiana, está impregnada de paixão, sociabilidade e uma forte ligação às tradições. A ideia de “jogar” está frequentemente associada à convivialidade, como um jogo de cartas no café da aldeia. O Play-to-Earn, com a sua natureza digital e individualista, pode parecer um conceito distante. No entanto, é precisamente na união entre estes dois mundos que se escondem as oportunidades mais interessantes. O P2E pode ser visto como a evolução digital do torneio de bairro, onde a habilidade é recompensada não só com prestígio, mas com um valor tangível e utilizável.
A inovação do P2E encontra a tradição italiana na ideia de unir a paixão a uma oportunidade de ganho. Histórias de jovens que conseguem monetizar o tempo que passam a jogar podem criar uma ponte geracional, explicando um conceito complexo através de uma analogia simples. O potencial é enorme: poderiam ser desenvolvidos jogos que se inspiram no riquíssimo património cultural, artístico e histórico italiano, criando experiências imersivas que são, ao mesmo tempo, divertidas e educativas. A ideia de ganhar com o smartphone torna-se assim não só uma forma de complementar o rendimento, mas também um veículo para valorizar e redescobrir a própria identidade cultural numa perspetiva moderna.
Nenhum jogo personifica melhor a ascensão e os desafios do Play-to-Earn do que o Axie Infinity. Lançado em 2018, este jogo inspirado no Pokémon permitiu que milhares de jogadores, especialmente em países em desenvolvimento, ganhassem um rendimento significativo ao criar e lutar com criaturas digitais chamadas Axies. O seu sucesso demonstrou a validade do modelo, mas também expôs as suas fragilidades: uma economia de jogo inflacionária e a vulnerabilidade a ataques massivos de hackers minaram a sua sustentabilidade a longo prazo.
Outros projetos exploraram direções diferentes. The Sandbox e Decentraland focaram-se na criação de metaversos, mundos virtuais onde os utilizadores podem comprar terrenos digitais (NFTs) e construir as suas próprias experiências, monetizando-as. Estas plataformas deslocaram o foco da simples competição para a criatividade e a interação social. Outro exemplo interessante é o STEPN, uma aplicação “Move-to-Earn” que recompensa os utilizadores pela atividade física, como caminhar ou correr, unindo bem-estar e ganho. Estes exemplos, para o bem e para o mal, ensinaram uma lição fundamental: a sustentabilidade económica e a diversão devem andar de mãos dadas.
Apesar do entusiasmo, o setor do Play-to-Earn enfrenta desafios significativos. A sustentabilidade económica é a maior incógnita: muitos dos primeiros modelos revelaram-se esquemas de pirâmide disfarçados, onde o ganho dependia da entrada constante de novos jogadores. Outro desafio é a qualidade do jogo; muitas vezes, a atenção à monetização colocou a diversão em segundo plano, transformando o jogo num trabalho (um “click-to-earn” aborrecido). Por fim, as barreiras à entrada, como o custo elevado dos NFTs iniciais, e a incerteza regulatória continuam a ser obstáculos importantes para a adoção em massa.
O futuro do setor parece orientar-se para um modelo mais equilibrado, definido como “Play-and-Earn”. A ideia é criar, antes de mais, jogos divertidos e envolventes, onde a possibilidade de ganhar e possuir ativos é um valor acrescentado, não o único propósito. Prevê-se uma maior integração com a indústria do gaming tradicional, a ascensão de jogos P2E em dispositivos móveis e uma maior clareza normativa que favorecerá a confiança dos investidores. O objetivo é passar de uma economia baseada na especulação para uma baseada na utilidade real e na diversão, onde o staking de cripto ganhas se torna uma escolha estratégica dentro de um ecossistema de jogo saudável e duradouro.
O Play-to-Earn representa uma das evoluções mais significativas no mundo do gaming, transformando os jogadores de simples consumidores em proprietários e participantes ativos de economias digitais. Embora o caminho ainda esteja repleto de desafios, como a sustentabilidade económica e a necessidade de regulamentação, o potencial é inegável. O crescimento exponencial do mercado global, com projeções de milhares de milhões, demonstra que não se trata de um fenómeno passageiro.
Para a Europa e para a Itália, o desafio será abraçar esta inovação de forma equilibrada, aproveitando o quadro normativo emergente para construir um ambiente seguro. O encontro entre a tecnologia da blockchain e a rica cultura mediterrânica pode dar vida a projetos únicos, capazes de unir diversão, ganho e valorização do património. O futuro não pertencerá aos jogos que prometem ganhos fáceis, mas àqueles que oferecerão experiências memoráveis, onde a propriedade dos ativos digitais será a cereja no topo do bolo de uma jogabilidade gratificante. A verdadeira revolução não é apenas “jogar para ganhar”, mas “jogar e possuir”.
Os jogos Play-to-Earn (P2E), ou “jogar para ganhar”, são videojogos baseados na tecnologia blockchain que permitem que os jogadores obtenham recompensas com valor económico real. Ao contrário dos jogos tradicionais, onde os itens e as moedas ficam confinados ao mundo do jogo, no P2E os ativos digitais como personagens, itens ou terrenos são frequentemente representados por NFTs (Tokens Não Fungíveis). Isto garante a propriedade única e a possibilidade de os trocar ou vender em mercados apropriados em troca de criptomoedas.
Nos jogos P2E, pode-se ganhar dinheiro principalmente de duas formas. A primeira é obtendo criptomoedas do jogo ao completar missões, vencer batalhas ou realizar atividades específicas. A segunda forma é ganhando ou trocando ativos de jogo sob a forma de NFTs, como personagens, armas ou lotes de terreno virtual. Estes NFTs podem depois ser vendidos em marketplaces externos ao jogo. Os ganhos, tanto em criptomoedas como os derivados da venda de NFTs, podem finalmente ser convertidos em moeda tradicional, como o Euro, através de plataformas de negociação especializadas (exchanges).
Sim, em Itália, os ganhos derivados de criptoativos, incluindo os dos jogos Play-to-Earn, são considerados “outros rendimentos” e estão sujeitos a tributação. A legislação atual prevê um imposto substitutivo de 26% sobre as mais-valias que excedam o limiar de 2.000 euros no ano fiscal. É obrigatório declarar sempre a posse de criptomoedas no quadro RW da declaração de rendimentos (Modello Redditi), independentemente do montante. Dada a complexidade do assunto, é aconselhável consultar um especialista fiscal.
O mundo do Play-to-Earn apresenta vários riscos. A *volatilidade* é um dos principais: o valor das criptomoedas e dos NFTs pode diminuir drasticamente, levando a perdas financeiras. Muitos jogos, além disso, exigem um *investimento inicial* para começar a jogar, que pode não ser recuperado. Existem também *riscos de fraudes* ou projetos com economias insustentáveis, semelhantes a esquemas Ponzi, onde apenas os primeiros a entrar ganham. Por fim, o quadro normativo ainda está em evolução, o que acarreta incertezas legais e fiscais.
O futuro do Play-to-Earn na Europa e em Itália parece ser de crescimento, mas com uma maior atenção à sustentabilidade e à regulamentação. Prevê-se que o mercado global cresça significativamente até 2034. Na Europa, as instituições estão a introduzir novas regras para uma maior transparência e proteção dos consumidores nos jogos, aspetos que influenciarão também o P2E. A tendência para 2025 é para jogos de qualidade superior, onde a diversão é um elemento central tanto quanto o ganho, superando a fase puramente especulativa do passado. A adoção em Itália, embora ainda contida em comparação com outras áreas do mundo, segue a tendência europeia de interesse crescente.