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Chamadas de prefixos estranhos? Guia anti-fraude para se defender

Autore: Francesco Zinghinì | Data: 3 Gennaio 2026

O smartphone toca, mas o número no ecrã é desconhecido. Pior ainda, começa com um prefixo que não reconhecemos, talvez de um país distante. Nesse momento, assalta-nos uma dúvida hamletiana: atender ou ignorar? Esta hesitação é mais do que justificada. Por trás de uma simples chamada não atendida pode esconder-se uma burla bem planeada, pensada para explorar a nossa curiosidade e esgotar o saldo telefónico. O fenómeno das chamadas fraudulentas de prefixos estrangeiros está em constante evolução, e conhecer os seus mecanismos é o primeiro e fundamental passo para se proteger de forma eficaz.

No nosso mundo interligado, receber uma chamada do estrangeiro não é um evento raro. Pode ser um familiar, uma oportunidade de trabalho ou um simples erro. No entanto, os burlões aproveitam precisamente esta normalidade para agir sem serem perturbados. As suas técnicas apuraram-se, passando de simples toques a estratégias complexas de engenharia social. Compreender como operam, que prefixos usam com mais frequência e que contramedidas adotar é essencial para não cair na sua rede e transformar o nosso smartphone de instrumento de comunicação em potencial fonte de stress e perdas económicas.

O fenómeno das chamadas fraudulentas de prefixos estrangeiros

As burlas telefónicas internacionais não são novidade, mas a sua difusão cresceu exponencialmente com a tecnologia. Os mal-intencionados utilizam sistemas automatizados, conhecidos como robocalls, para efetuar milhares de chamadas de baixo custo para números gerados aleatoriamente. O objetivo não é falar com a vítima, mas levá-la a realizar uma ação específica, quase sempre devolver a chamada. Esta estratégia apela a um instinto muito humano: a curiosidade. Ver uma chamada não atendida, especialmente de um número estrangeiro, pode gerar preocupação ou interesse, levando-nos a ligar de volta para perceber quem era e o que queria.

O contexto cultural mediterrânico pode, involuntariamente, tornar-nos mais vulneráveis. A importância dada aos laços familiares e sociais traduz-se frequentemente numa maior disponibilidade para atender números desconhecidos, com receio de perder uma comunicação importante. Os burlões sabem disso e muitas vezes programam as suas chamadas em horários estratégicos, como à noite ou durante o horário de trabalho, para aumentar a probabilidade de a chamada ficar sem resposta e a curiosidade fazer o resto. Esta mistura de tecnologia impessoal e exploração da psicologia humana torna o fenómeno particularmente insidioso.

Como funciona a burla do “Wangiri” (ou Ping Call)

A forma mais comum de burla ligada aos prefixos estrangeiros é conhecida pelo termo japonês “Wangiri”, que significa “um toque e desliga”. O mecanismo é tão simples quanto eficaz: um sistema automático efetua uma chamada muito breve, muitas vezes um único toque, para depois interromper a comunicação antes que o utilizador possa atender. No telefone da vítima aparece uma notificação de chamada não atendida. Nesta altura, movida pela curiosidade ou preocupação, a pessoa é induzida a devolver a chamada. E é precisamente aqui que a armadilha é ativada.

O número para o qual se liga, de facto, não é um número padrão, mas uma linha de valor acrescentado com custos elevadíssimos, que podem chegar a várias dezenas de euros por minuto. Uma vez iniciada a chamada, os burlões tentam manter a vítima em linha o máximo de tempo possível, utilizando músicas de espera, mensagens gravadas ou falsos operadores que falam línguas incompreensíveis. O débito, que pode esgotar rapidamente o saldo ou inflacionar a fatura, vai diretamente para os bolsos dos criminosos. Esta técnica, também conhecida como ping call, é uma das fraudes telefónicas mais difundidas no mundo.

Os prefixos suspeitos: quais são e de onde vêm

Embora os burlões utilizem software para variar continuamente os números, alguns prefixos internacionais são usados com uma frequência alarmante e foram sinalizados por várias autoridades. Reconhecê-los é um primeiro e importante escudo. Entre os mais comuns encontramos o +216 (Tunísia), o +373 (Moldávia) e o +383 (Kosovo). Estes três prefixos estão historicamente ligados a ondas de burlas Wangiri que atingiram a Itália e a Europa.

A lista, porém, é muito mais longa e está em constante atualização. Outros prefixos aos quais se deve prestar a máxima atenção incluem: +44 (Reino Unido), frequentemente usado para spoofing ou falsos suportes técnicos, +33 (França), +53 (Cuba) e vários outros de áreas geográficas díspares como a Bielorrússia (+375), a Letónia (+371) e a Tanzânia (+255). É fundamental sublinhar que nem todas as chamadas destes países são burlas. No entanto, se não espera telefonemas destas nações, a prudência é obrigatória. A regra de ouro é simples: na dúvida, não devolva a chamada.

As novas fronteiras da burla: entre tradição e inovação

Se o Wangiri representa a “tradição” das burlas telefónicas, a inovação criminosa não para. Os burlões hoje combinam as chamadas com outras técnicas para tornar o engano mais credível. Uma destas é o vishing (voice phishing), em que o criminoso não se limita a um toque, mas fala diretamente com a vítima, fazendo-se passar por um operador bancário, um técnico informático ou até um representante das forças da ordem para extorquir dados pessoais e financeiros.

Outra técnica cada vez mais difundida é o spoofing do Caller ID, que permite mascarar o número real de onde parte a chamada, fazendo-o aparecer como um número local ou de uma entidade conhecida. Isto baixa as nossas defesas, porque vemos um prefixo familiar e atendemos com mais confiança. Além disso, as burlas mudaram-se também para as apps de mensagens como WhatsApp e Telegram, onde um contacto inicial pode ocorrer através de uma chamada à qual se segue uma mensagem com links maliciosos ou falsas ofertas de trabalho. Esta evolução requer um nível de atenção ainda mais elevado, pois a ameaça pode chegar por vários canais simultaneamente.

Estratégias de defesa: o que fazer (e não fazer)

A defesa mais eficaz contra estas burlas baseia-se em poucas e simples regras de comportamento. A primeira e mais importante é: nunca devolver a chamada a um número desconhecido com prefixo estrangeiro. Se a comunicação for legítima e urgente, quem o procura encontrará outra forma de o contactar, por exemplo, deixando uma mensagem no voicemail ou enviando um e-mail. A curiosidade, nestes casos, pode custar muito caro.

Outra ação fundamental é verificar o número. Uma rápida pesquisa online do número de telefone completo, incluindo termos como “burla” ou “spam”, pode revelar imediatamente se outros utilizadores já o sinalizaram como perigoso. É também possível, e aconselhado, bloquear os números suspeitos diretamente nas definições do seu smartphone. Para uma proteção mais avançada, podem utilizar-se apps de identificação de chamadas, que comparam os números recebidos com uma base de dados de spammers conhecidos, embora seja bom avaliar as implicações para a própria privacidade. Por fim, para uma defesa mais geral contra o telemarketing agressivo, é útil conhecer ferramentas como o Registo Público de Oposições.

O que fazer se caiu na armadilha

Se, por erro, devolveu a chamada a um número suspeito ou pensa ter caído numa armadilha, é importante agir com rapidez para limitar os danos. O primeiro passo é contactar imediatamente o seu operador telefónico. Explique a situação e peça para verificar a presença de débitos anómalos na sua conta ou saldo. Em alguns casos, e à discrição do operador, poderá ser possível obter um reembolso parcial, embora não haja qualquer obrigação nesse sentido. Peça também para bloquear os serviços de valor acrescentado e, se não precisar de ligar para o estrangeiro, avalie a possibilidade de desativar as chamadas internacionais efetuadas.

O segundo passo, fundamental, é apresentar queixa junto das autoridades competentes. Fornecer às autoridades todos os detalhes, como o número de onde partiu a chamada e o eventual débito sofrido, contribui para mapear o fenómeno e combater estas organizações criminosas. A sua sinalização, unida à de outras vítimas, pode fazer a diferença. Por fim, monitorize atentamente as faturas telefónicas dos meses seguintes para garantir que não foram ativadas subscrições ocultas.

Conclusões

As chamadas fraudulentas de prefixos estrangeiros representam uma ameaça concreta e em contínua evolução, que mistura tecnologia avançada e alavancas psicológicas para enganar os utilizadores. Truques como o Wangiri exploram a nossa curiosidade natural, enquanto técnicas mais modernas como o vishing e o spoofing visam ludibriar-nos com o engano. O conhecimento é a primeira e mais poderosa forma de defesa: reconhecer os prefixos de risco e compreender os mecanismos destas fraudes permite-nos agir com consciência.

A regra fundamental continua a ser a prudência. Não atender e, sobretudo, nunca devolver chamadas para números desconhecidos provenientes do estrangeiro é um hábito que pode poupar dinheiro e preocupações. Adotar estratégias simples como a verificação online dos números, o bloqueio de contactos suspeitos e a sinalização às autoridades competentes reforça as nossas defesas e contribui para criar um ambiente digital mais seguro para todos. Num mundo onde a tradição da conversa colide com a inovação da burla, a cautela é a escolha mais sensata para proteger a nossa serenidade e a nossa carteira.

Perguntas frequenti

Como posso reconhecer uma chamada fraudulenta de um prefixo estrangeiro?

O sinal principal é receber uma chamada de um prefixo internacional que não conhece, especialmente se não espera telefonemas do estrangeiro. Frequentemente, estas chamadas duram apenas um ou dois toques. Os burlões fazem-no para o deixar curioso e levá-lo a devolver a chamada. Se o número lhe for desconhecido, a prudência é a melhor defesa.

Em que consiste a burla «wangiri» e como funciona?

«Wangiri» é uma palavra japonesa que significa «um toque e desliga». A burla consiste em ligarem-lhe de um número de valor acrescentado, muitas vezes internacional, e desligarem de imediato. O objetivo é fazer com que devolva a chamada por curiosidade. Ao ligar de volta, é ligado a um serviço pago que debita custos muito elevados, esgotando o seu saldo telefónico ou carregando a despesa na fatura.

O que devo fazer logo após ter recebido uma chamada suspeita?

A regra fundamental é não fazer nada. Não atenda e, sobretudo, nunca devolva a chamada. Pode pesquisar o prefixo online para verificar a proveniência. A ação mais segura é bloquear imediatamente o número através das definições do seu smartphone para evitar futuras chamadas desse contacto.

É perigoso atender uma chamada de um número estrangeiro desconhecido?

Em geral, o simples facto de atender uma chamada do estrangeiro enquanto se encontra no seu país não acarreta custos. No entanto, confirma aos burlões que o seu número está ativo, expondo-o a mais chamadas de spam ou tentativas de phishing. O verdadeiro risco económico concretiza-se se for você a devolver a chamada, porque nesse caso a chamada é a seu cargo e pode ser dirigida a uma numeração paga.

Quais são os prefixos internacionais mais usados para as burlas?

Embora os burlões mudem continuamente de números, alguns prefixos são sinalizados com mais frequência. Entre estes estão os da Tunísia (+216), Moldávia (+373), Kosovo (+383), Cuba (+53) e Reino Unido (+44). É, contudo, importante prestar atenção a qualquer prefixo internacional que não reconheça, pois os burlões podem usar também técnicas para mascarar o número de proveniência (spoofing).