Apólices Tech: Obrigatoriedade para Trotinetes, Drones e Smartphones

Publicado em 30 de Nov de 2025
Atualizado em 30 de Nov de 2025
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Trotinete elétrica, drone e smartphone representados juntos sob um símbolo de escudo de seguro

A imagem das cidades italianas está a mudar rapidamente. Onde outrora reinava a Vespa, hoje circulam trotinetes elétricas silenciosas, enquanto nos parques e nas praias os drones captam perspetivas aéreas deslumbrantes. Esta evolução tecnológica traz consigo novas responsabilidades e, inevitavelmente, novos riscos.

O mercado segurador está a adaptar-se a esta “nova mobilidade” e à digitalização generalizada, propondo soluções que até há poucos anos pareciam futuristas. Já não se trata apenas de proteger o carro ou a casa, mas de salvaguardar o estilo de vida digital e os novos meios de transporte pessoais.

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Neste cenário, a legislação italiana está a sofrer uma transformação radical, alinhando-se com os padrões europeus mais rigorosos. Compreender estas dinâmicas é fundamental para evitar sanções pesadas e proteger o seu património de imprevistos cada vez mais frequentes.

O seguro já não é uma simples obrigação burocrática, mas torna-se um instrumento indispensável para navegar na complexidade da vida moderna sem receios.

A revolução normativa das trotinetes elétricas

O Código da Estrada italiano sofreu recentes e profundas alterações para regulamentar o uso de trotinetes elétricas. A era do “faroeste” urbano terminou. O legislador introduziu a obrigatoriedade de cobertura de seguro de responsabilidade civil (RC) para todas as trotinetes, equiparando-as, na prática, aos ciclomotores em termos de deveres do proprietário.

Esta decisão surge do aumento exponencial de acidentes nas áreas urbanas. As novas apólices específicas para a micromobilidade cobrem os danos causados a terceiros, sejam eles peões, outros veículos ou propriedade pública. Sem esta cobertura, o condutor responde com o seu património pessoal por indemnizações que podem atingir valores muito elevados em caso de lesões graves.

Além do seguro, as novas normas preveem a obrigatoriedade do capacete (progressivamente alargada) e a identificação por matrícula. É uma mudança cultural que impele o utilizador a uma maior consciencialização: a trotinete é um veículo para todos os efeitos, não um brinquedo.

Drones: entre o hobby e os regulamentos da EASA

O céu sobre as nossas cabeças está cada vez mais movimentado. O uso de drones, tecnicamente definidos como UAS (Unmanned Aircraft Systems), é regulado a nível europeu pela EASA (European Union Aviation Safety Agency). Muitos utilizadores amadores ignoram que o seguro é obrigatório para a quase totalidade dos drones, mesmo aqueles utilizados por simples lazer.

A regulamentação prevê que qualquer drone equipado com câmara ou sensor capaz de recolher dados pessoais, independentemente do peso, deve estar coberto por uma apólice de responsabilidade civil. Mesmo para os drones “brinquedo” com menos de 250 gramas, se estiverem equipados com câmara, aplica-se a obrigação de registo no portal D-Flight e a necessidade de uma cobertura de seguro.

As sanções para quem voa sem seguro são comparáveis às previstas para a aviação civil e podem ascender a milhares de euros. Uma apólice para drones protege o operador caso a aeronave perca o controlo e danifique bens ou fira pessoas, um risco real mesmo para os pilotos mais experientes.

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O smartphone tornou-se o centro nevrálgico da nossa vida profissional e social. Com preços que para os modelos de topo ultrapassam largamente os mil euros, o dano acidental representa um risco económico significativo. A garantia legal cobre os defeitos de fabrico, mas é ineficaz perante quedas, líquidos ou roubos.

As novas apólices para smartphones e tablets oferecem uma proteção “Kasko” que intervém precisamente onde a garantia termina. Isto é particularmente relevante para quem utiliza o telemóvel para trabalhar. Para aprofundar o conceito de gestão de risco, é útil compreender o significado e a utilidade do seguro em sentido lato.

Além disso, o valor do dispositivo não está apenas no hardware, mas nos dados que contém. Algumas apólices avançadas começam a incluir coberturas para a recuperação de dados ou assistência em caso de ataque informático, um tema cada vez mais atual. Para quem trabalha online, considerar uma proteção mais ampla como o seguro de ciber-risco é um passo estratégico fundamental.

O contexto cultural italiano: tradição e inovação

A Itália vive uma dicotomia interessante. Por um lado, somos um povo tradicionalista, ligado ao conceito de propriedade da casa e do carro, bens para os quais o seguro é visto como uma taxa necessária. Por outro, estamos entre os mais rápidos na Europa a adotar novas tecnologias, como demonstra a difusão capilar de smartphones e a rápida ascensão da mobilidade elétrica.

Historicamente, a cultura de seguros no Mediterrâneo é inferior à dos países anglo-saxónicos ou do Norte da Europa. No entanto, a introdução de obrigações legais para trotinetes e drones está a forçar uma mudança de mentalidade. Os italianos estão a aprender a proteger não só os bens “estáticos”, mas também as suas ações e o seu movimento.

A prevenção está a tornar-se parte integrante do estilo de vida moderno, superando a antiga superstição.

Como escolher a apólice certa

Orientar-se entre as novas ofertas de seguros exige atenção. Muitas seguradoras tradicionais oferecem extensões da apólice “Chefe de Família” que podem incluir a responsabilidade civil pelo uso de bicicletas e trotinetes, e por vezes também pelo uso recreativo de drones. Esta é frequentemente a solução mais económica.

É essencial verificar se o seu seguro multirriscos habitação já inclui estas coberturas ou se é necessário adquirir um pacote adicional. Para os dispositivos eletrónicos, por outro lado, as apólices autónomas ou as oferecidas no momento da compra são muitas vezes mais completas, mas atenção aos custos recorrentes.

Um elemento crucial a avaliar são as franquias. Compreender bem o que são franquia e descoberto evitará surpresas desagradáveis no momento do reembolso. Uma apólice com um prémio mensal muito baixo pode esconder franquias elevadas que tornam o seguro inútil para pequenos danos.

Vantagens das apólices “On Demand”

A inovação tecnológica contagiou também as modalidades de subscrição. Para a mobilidade inteligente e os drones, estão a surgir as chamadas “instant insurance” ou apólices on demand. Estas permitem ativar a cobertura apenas quando se utiliza efetivamente o meio de transporte, diretamente a partir de uma aplicação no smartphone.

Esta flexibilidade é ideal para o utilizador ocasional. Se usa a trotinete apenas ao fim de semana ou o drone apenas nas férias, pagar um prémio anual pode não ser conveniente. As micro-apólices oferecem uma cobertura temporária a custos reduzidos, adaptando-se perfeitamente aos ritmos da gig economy e da vida moderna.

No entanto, para quem faz um uso diário do meio de transporte, como os que se deslocam para o trabalho, a apólice anual continua a ser a escolha mais sólida e, muitas vezes, mais económica a longo prazo. É um princípio semelhante ao que acontece com o Seguro Automóvel e as classes de mérito: a continuidade e o historial de seguros podem premiar o utilizador virtuoso.

Em Resumo (TL;DR)

Exploramos a importância de segurar os novos bens tecnológicos e a mobilidade inteligente, garantindo uma cobertura completa para trotinetes, drones e smartphones.

Descubra a importância de proteger a sua mobilidade inteligente e os seus dispositivos tecnológicos com as coberturas certas.

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Conclusões

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A introdução de novas apólices para trotinetes, drones e smartphones marca uma transição fundamental na nossa sociedade. Não se trata apenas de cumprir novas obrigações legais, mas de adquirir uma maior consciência dos riscos associados à modernidade. Proteger os seus bens tecnológicos e a sua responsabilidade civil durante as deslocações é um investimento na sua tranquilidade pessoal.

O mercado oferece hoje soluções flexíveis e adaptadas a cada necessidade, desde coberturas anuais completas a micro-seguros de utilização. A chave está em informar-se corretamente e em ler com atenção as condições contratuais, superando a desconfiança cultural em relação ao instrumento segurador para o abraçar como um aliado na vida de todos os dias.

Perguntas frequentes

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Tornou-se obrigatório segurar a trotinete elétrica em Itália?

Sim, com a reforma do Código da Estrada 2024/2025, o seguro de responsabilidade civil (RC) tornou-se obrigatório para todas as trotinetes elétricas, independentemente do uso privado ou em partilha. Além da apólice, é necessário usar capacete e o respetivo dístico de identificação (matrícula).

Devo segurar o meu drone se pesar menos de 250 gramas?

Depende das características técnicas. Mesmo que o drone pese menos de 250g (categoria Open A1), o seguro é obrigatório se o dispositivo estiver equipado com uma câmara ou sensores capazes de recolher dados pessoais, uma vez que já não é considerado um simples brinquedo segundo a normativa da EASA.

O seguro de habitação também cobre o roubo ou a quebra do smartphone?

Geralmente não. As apólices de habitação padrão protegem os bens apenas dentro das paredes de casa. Para estar protegido contra roubo, furto por esticão ou danos acidentais ocorridos no exterior, é necessário ativar uma extensão específica para a mobilidade digital ou subscrever uma apólice dedicada (muitas vezes chamada Kasko).

O que cobre exatamente uma apólice Kasko para smartphone?

Uma apólice Kasko completa cobre geralmente os danos acidentais não cobertos pela garantia legal, como a quebra do ecrã por queda, danos por líquidos e oxidação. Muitas variantes incluem também a proteção em caso de roubo, mas é fundamental verificar a existência de franquias ou descobertos no contrato.

Quanto custam, em média, estas novas apólices para mobilidade e dispositivos?

Os custos são acessíveis: segurar uma trotinete custa cerca de 40-80 euros por ano; para um drone de hobby, começa em cerca de 30 euros anuais. Para os smartphones, o prémio varia com base no valor do telemóvel, oscilando geralmente entre 5 e 15 euros por mês.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico especialista em sistemas Fintech. Fundador do MutuiperlaCasa.com e desenvolvedor de sistemas CRM para gestão de crédito. No TuttoSemplice, aplica sua experiência técnica para analisar mercados financeiros, hipotecas e seguros, ajudando os usuários a encontrar as soluções mais vantajosas com transparência matemática.

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