Asus Eee PC: Vale a Pena Mudar para a 2.ª Geração? Análise

Publicado em 24 de Dez de 2025
Atualizado em 09 de Jan de 2026
de leitura

Asus eee pc segunda geração ao lado do modelo primeira geração para comparação design e dimensões

O lançamento do Asus Eee PC 701 marcou um momento de rutura no mundo da tecnologia, inaugurando a era dos netbooks. Estes pequenos dispositivos prometiam internet em qualquer lugar, a um preço acessível. Em Itália, onde a cultura do café e da mobilidade está enraizada, a ideia de um computador de mala foi acolhida com entusiasmo. No entanto, a primeira geração tinha limites evidentes que a segunda geração tentou colmatar.

Muitos utilizadores viram-se confrontados com um dilema: permanecer fiéis ao pioneiro 701 ou passar para os modelos seguintes como o 900, 901 ou 1000? A resposta não é óbvia e depende do uso real que se faz do dispositivo. Analisaremos as diferenças técnicas, ergonómicas e práticas para perceber se a evolução justifica o investimento, tanto para quem o usava na altura como para os colecionadores de hoje.

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A inovação nem sempre é sinónimo de melhoria imediata, mas no caso dos netbooks, cada polegada de ecrã ganha mudou radicalmente a experiência de utilização.

O Ecrã: A Batalha das Polegadas e da Resolução

O maior defeito da primeira geração (Gen 1) era o ecrã. O painel de 7 polegadas com resolução de 800×480 píxeis obrigava a um contínuo deslocamento horizontal. Muitos sites e janelas de diálogo do sistema não eram visualizados na íntegra. Isto tornava a navegação frustrante e pouco produtiva para quem não fosse um utilizador extremamente paciente.

A segunda geração (Gen 2), representada principalmente pelos modelos 900 e 901, introduziu painéis de 8,9 polegadas com resolução de 1024×600. Esta mudança parece numericamente pequena, mas na prática é enorme. A largura de 1024 píxeis é o padrão mínimo para visualizar corretamente a maioria das páginas web sem scroll horizontal. As cores resultam frequentemente mais vivas e a legibilidade dos textos melhora sensivelmente, cansando menos a vista durante as sessões prolongadas.

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Desempenho de Hardware: Celeron M contra Intel Atom

Sob a carcaça, a diferença entre as duas gerações é marcada pela arquitetura do processador. A Gen 1 montava um Celeron M ULV a 900 MHz, frequentemente com underclock para 630 MHz para poupar bateria. Era um chip fiável mas datado, que aquecia e oferecia um desempenho apenas suficiente para tarefas básicas. Se o seu objetivo é acelerar um PC lento desta categoria, as opções no Celeron são limitadas.

Com a chegada da Gen 2, em particular a partir do modelo 901, a Asus introduziu o Intel Atom N270. Este processador foi concebido especificamente para netbooks. Oferece uma gestão térmica superior e suporta Hyper-Threading, fazendo com que o sistema operativo veja dois núcleos lógicos. Isto garante uma maior fluidez na multitarefa ligeira, tornando o sistema muito mais reativo em comparação com o antecessor.

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Armazenamento e o Caso dos SSD Lentos

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Netbook Asus Eee PC 701 ao lado do modelo 900 para comparação de dimensões do ecrã
A evolução técnica dos netbooks Asus Eee PC redefiniu o conceito de mobilidade digital.

Um aspeto controverso da transição diz respeito ao armazenamento. O 701 (Gen 1) utilizava memórias flash SLC (Single-Level Cell) rápidas e fiáveis, embora de apenas 4GB. Isto garantia um arranque rápido do sistema operativo. Na Gen 2, para aumentar a capacidade a custos contidos, a Asus utilizou frequentemente memórias MLC (Multi-Level Cell) mais lentas, especialmente no modelo 900.

Isto causou, em alguns modelos da segunda geração, “congelamentos” temporários durante a escrita de dados. Só com os modelos posteriores (como o 901 e o 1000) é que a situação estabilizou. Para quem gere muitos ficheiros, uma correta gestão do disco rígido e dos dados torna-se crucial nestes dispositivos com espaço limitado e velocidades de escrita variáveis.

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Ergonomia: Teclado e Trackpad

O teclado do 701 tornou-se lendário pelas suas dimensões minúsculas. Escrever um email longo exigia dedos de pianista ou muita prática. As teclas estavam demasiado próximas e provocavam erros de digitação frequentes. Para um uso profissional ou escolar, representava um limite físico notável que desencorajava a produtividade.

A Gen 2 melhorou ligeiramente a situação, mas a verdadeira viragem ocorreu com os modelos da série 1000. No entanto, também o 901 oferecia um layout ligeiramente mais espaçoso. Outra grande inovação da Gen 2 foi a introdução do trackpad multitouch. Poder percorrer as páginas com dois dedos ou fazer zoom era uma funcionalidade avançada para a época, que faltava totalmente no pequeno touchpad do 701.

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Autonomia: O Verdadeiro Ponto de Viragem

A duração da bateria é talvez o fator decisivo para a atualização. O Celeron M da primeira geração não estava otimizado para a poupança energética extrema. A autonomia rondava as 2-3 horas reais, obrigando o utilizador a levar sempre consigo o carregador. Frequentemente, nestes modelos datados, ocorrem problemas em que a bateria não carrega corretamente devido ao desgaste das células.

A introdução do processador Atom N270 permitiu duplicar, e em alguns casos triplicar, a autonomia operativa, libertando o utilizador da escravidão da tomada elétrica.

Com a Gen 2, em particular o modelo 901 com a sua bateria de 6 células e a gestão energética do Atom, podiam-se atingir facilmente as 5-7 horas de utilização. Isto transformou o netbook de um gadget divertido num verdadeiro instrumento de trabalho para pendulares e estudantes, capaz de cobrir um dia inteiro fora de casa.

Software e Longevidade: Linux vs Windows

Originalmente, o 701 era vendido com uma versão personalizada do Xandros Linux. Era simples, rápido e à prova de principiantes. A Gen 2 viu uma maior difusão do Windows XP. Hoje, ambos os sistemas estão obsoletos e inseguros para a navegação web. A segunda geração, graças ao processador Atom e a 1GB de RAM (frequentemente expansível para 2GB), gere muito melhor as distribuições Linux modernas e leves.

Se possui um destes dispositivos, aprender a usar o terminal é quase obrigatório para os manter eficientes. Conhecer os melhores atalhos para o terminal Linux permitir-lhe-á atualizar o sistema e instalar software sem sobrecarregar a interface gráfica. A Gen 1 tem enormes dificuldades com qualquer browser moderno, enquanto a Gen 2 ainda consegue gerir tarefas básicas de rede e processamento de texto.

Em Resumo (TL;DR)

Analisamos em detalhe se compensa passar para a segunda geração do Asus Eee PC comparando autonomia, ergonomia e ecrã com o modelo anterior.

Examinamos em detalhe a autonomia, ergonomia e ecrã para perceber se a relação preço/desempenho justifica a passagem para a nova geração.

Examinamos a relação preço/desempenho para estabelecer se as melhorias técnicas justificam a compra do novo modelo.

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Conclusões

disegno di un ragazzo seduto a gambe incrociate con un laptop sulle gambe che trae le conclusioni di tutto quello che si è scritto finora

À luz da análise, a passagem da primeira para a segunda geração do Asus Eee PC representa um salto qualitativo nítido, não apenas uma atualização incremental. Embora o 701 permaneça um ícone de design e uma peça de coleção fundamental para a história da informática, os seus limites funcionais tornam-no hoje quase inutilizável para tarefas reais.

A Gen 2, especialmente nos modelos 901 e 1000, oferece um equilíbrio muito mais maduro entre portabilidade e usabilidade. O ecrã com maior resolução, a autonomia duplicada e o processador mais eficiente justificam plenamente a atualização para quem deseja utilizar o dispositivo e não apenas expô-lo numa prateleira. Se procura uma experiência de retro-computing agradável ou um pequeno terminal Linux portátil, a segunda geração é sem dúvida a escolha vencedora.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
Vale a pena atualizar do Asus Eee PC 701 para a segunda geração?

Sim, a atualização é altamente recomendada para quem pretende utilizar o dispositivo no dia a dia. Enquanto o modelo 701 é hoje considerado uma peça de coleção com limitações severas, a segunda geração, especialmente os modelos 901 e 1000, oferece um ecrã com resolução padrão para a web e uma autonomia de bateria muito superior, tornando o netbook funcional para tarefas básicas e retro-computing.

Quais são as principais diferenças entre o Eee PC Gen 1 e Gen 2?

As diferenças mais significativas residem no ecrã e no processador. A segunda geração introduziu painéis de 8,9 polegadas com resolução de 1024×600, eliminando a necessidade de scroll horizontal constante na navegação. Além disso, a substituição do processador Celeron M pelo Intel Atom N270 melhorou drasticamente a gestão térmica e permitiu uma maior fluidez em multitarefa ligeira.

Qual é a duração da bateria dos netbooks Asus Eee PC?

A autonomia varia consideravelmente entre os modelos. A primeira geração oferece apenas cerca de 2 a 3 horas de uso devido ao consumo do processador Celeron. Em contrapartida, a segunda geração equipada com o chip Intel Atom, nomeadamente o modelo 901, consegue atingir entre 5 a 7 horas de utilização real, libertando o utilizador da dependência constante de tomadas elétricas.

É possível instalar sistemas operativos modernos nestes netbooks?

A instalação é possível mas requer escolhas criteriosas. A segunda geração, com processador Atom e suporte para até 2GB de RAM, consegue gerir distribuições Linux leves e modernas de forma aceitável. Já a primeira geração enfrenta dificuldades enormes com qualquer browser atual, sendo mais adequada para sistemas operativos originais ou uso exclusivo via terminal de comando.

O armazenamento SSD da segunda geração é mais lento?

Em alguns modelos específicos, sim. Durante a transição para a segunda geração, nomeadamente no modelo 900, a Asus utilizou memórias flash MLC para aumentar a capacidade a baixo custo. Estas memórias são mais lentas que as SLC do modelo original e podem causar pausas temporários no sistema durante a escrita de dados, problema que foi estabilizado nos modelos posteriores como o 901 e 1000.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico com a missão de simplificar o digital. Graças à sua formação técnica em Teoria de Sistemas, analisa software, hardware e infraestruturas de rede para oferecer guias práticos sobre informática e telecomunicações. Transforma a complexidade tecnológica em soluções acessíveis a todos.

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