Cartão contactless: a clonagem é um risco real?

Pergunta-se se a clonagem de um cartão contactless é um risco real? Descubra porque é que a encriptação e os códigos de segurança dinâmicos tornam esta operação quase impossível, garantindo a segurança dos seus pagamentos.

Publicado em 07 de Jan de 2026
Atualizado em 07 de Jan de 2026
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

A clonagem de um cartão contactless para efetuar pagamentos fraudulentos é um risco quase inexistente, graças a sistemas de encriptação avançados e códigos de segurança que mudam a cada transação.

Isto porque cada transação gera um código de segurança único e irrepetível, tornando a clonagem para pagamentos fraudulentos uma tarefa tecnicamente quase impossível.

Graças à encriptação avançada e aos códigos de segurança dinâmicos, que mudam a cada transação, os dados eventualmente intercetados seriam inutilizáveis para efetuar novos pagamentos.

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Na era digital, onde um simples gesto aproxima mundos, os pagamentos contactless tornaram-se a norma. Em Itália, tal como no resto da Europa, a comodidade do “tap & go” conquistou consumidores de todas as idades, transformando a forma como gerimos as transações diárias. No entanto, esta fusão entre inovação e tradição levanta uma questão crucial: a clonagem de um cartão contactless é um risco concreto? A resposta, enraizada na tecnologia que permite estes pagamentos, é mais complexa do que um simples sim ou não. Embora a clonagem seja tecnicamente possível, as modernas medidas de segurança tornam extremamente difícil para os criminosos levar a cabo uma fraude com sucesso.

A crescente confiança nos pagamentos sem contacto é apoiada por dados concretos. Segundo o Observatório Innovative Payments do Politécnico de Milão, em 2023, em Itália, cerca de oito em cada dez compras foram realizadas em modo contactless, num valor total de 240 mil milhões de euros. Este dado não só evidencia a ampla adoção da tecnologia, mas também a perceção generalizada de segurança e praticidade. Contudo, é precisamente esta popularidade que torna fundamental compreender os mecanismos de proteção em jogo e os potenciais, embora remotos, cenários de risco, para utilizar estas ferramentas com plena consciência e serenidade.

Dispositivo skimmer que interceta a curta distância os dados de um cartão de crédito contactless durante uma transação.
A tecnologia contactless é cómoda mas não isenta de riscos. [4] Existem métodos para clonar os cartões à distância, mas também soluções para se defender. [11] Descubra como proteger os seus dados.

Como funciona a tecnologia contactless

Na base dos pagamentos contactless estão duas tecnologias de comunicação sem fios de curto alcance: a NFC (Near Field Communication) e a RFID (Radio Frequency Identification). A tecnologia NFC, uma evolução da RFID, permite que dois dispositivos, como um cartão e um terminal de pagamento (TPA/POS), troquem dados quando se encontram a poucos centímetros de distância. Durante uma transação, o chip EMV (acrónimo de Europay, MasterCard e Visa) integrado no cartão gera um código único e temporário para autorizar essa operação específica. Este código, conhecido como criptograma, é a chave da segurança: mesmo que um criminoso conseguisse intercetá-lo, seria inútil para transações futuras, tornando a clonagem tradicional quase impossível.

Esta arquitetura de segurança foi concebida para ser robusta e fiável. Ao contrário dos antigos cartões de banda magnética, cujos dados eram estáticos e fáceis de copiar, o chip EMV introduz um elemento dinâmico. Cada vez que se efetua um pagamento, os dados sensíveis são encriptados, transformando-os num formato ilegível para qualquer pessoa que não possua a chave de descodificação correta. Este processo de tokenização e encriptação é o pilar que protege as informações financeiras, garantindo que, mesmo em caso de interceção dos dados, estes não possam ser reutilizados para fins fraudulentos.

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Os riscos teóricos da clonagem

Cartão contactless: a clonagem é um risco real? - Infografia de resumo
Infografia de resumo do artigo "Cartão contactless: a clonagem é um risco real?"

Apesar das sofisticadas medidas de segurança, a possibilidade de clonar um cartão contactless, embora remota, existe em teoria. A principal técnica de ataque é conhecida como skimming, que consiste em captar os dados do cartão à distância utilizando um leitor RFID/NFC ilegal, chamado skimmer. Um burlão poderia, por exemplo, esconder um dispositivo num local movimentado e tentar ler os cartões que se encontram nas proximidades. No entanto, este tipo de ataque apresenta notáveis dificuldades práticas. A distância de leitura é limitada a poucos centímetros e, mesmo que os dados base do cartão (número e data de validade) fossem adquiridos, faltaria o elemento fundamental: o código de segurança dinâmico gerado pelo chip EMV para cada transação individual.

Sem este código, os dados roubados são insuficientes para autorizar um pagamento num terminal físico. Os criminosos poderiam tentar utilizar as informações para compras online, onde em alguns casos não é exigida a Autenticação Forte do Cliente (SCA). Contudo, mesmo neste cenário, a maioria das transações requer o código CVV (Card Verification Value), que não é transmitido durante uma leitura NFC. Consequentemente, a clonagem contactless para efetuar pagamentos fraudulentos é uma tarefa complexa e com uma baixa taxa de sucesso, muito diferente da clonagem dos antigos cartões de banda magnética.

O cenário do skimming à distância

O imaginário coletivo, por vezes alimentado por notícias alarmistas, pinta cenários em que um mal-intencionado pode esvaziar uma conta simplesmente roçando uma mala ou uma carteira com um TPA móvel. Embora seja tecnicamente possível que um terminal fraudulento inicie uma transação de valor muito baixo (abaixo do limite que exige o PIN), este tipo de fraude é extremamente raro e facilmente rastreável. Cada terminal de pagamento está registado e associado a uma conta bancária, tornando o autor da burla facilmente identificável. Além disso, a presença de vários cartões contactless na mesma carteira pode criar interferências, impedindo o leitor de completar a transação.

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As barreiras de segurança para proteção dos consumidores

Cartão contactless: a clonagem é um risco real?
Pergunta-se se a clonagem de um cartão contactless é um risco real? Descubra porque é que a encriptação e os códigos de segurança dinâmicos tornam esta operação quase impossível, garantindo a segurança dos seus pagamentos.

O sistema de pagamentos digitais europeu está protegido por múltiplos níveis de segurança, concebidos para tutelar os consumidores. O primeiro e mais importante é o padrão EMV, que, como vimos, utiliza códigos de transação únicos para prevenir fraudes por clonagem. A isto junta-se a diretiva europeia PSD2 (Payment Services Directive 2), que introduziu requisitos de segurança mais rigorosos, como a Strong Customer Authentication (SCA). A SCA exige pelo menos dois fatores de autenticação (algo que se sabe, como uma palavra-passe; algo que se possui, como o smartphone; ou algo que se é, como a impressão digital) para a maioria das transações eletrónicas, aumentando consideravelmente a proteção.

O papel do CVV Dinâmico

Uma inovação adicional que está a reforçar a segurança, especialmente para as compras online, é o CVV dinâmico. Ao contrário do CVV estático impresso no verso do cartão, o dinâmico é gerado através da aplicação do banco e tem uma validade de poucos minutos. Esta tecnologia torna, de facto, inúteis os dados do cartão eventualmente roubados, uma vez que o código de segurança necessário para completar a compra muda continuamente. Bancos como o BBVA já implementaram esta solução, oferecendo um nível de proteção superior contra fraudes online. A adoção em larga escala destas tecnologias representa um passo fundamental para tornar os pagamentos digitais ainda mais seguros.

O que fazer em caso de transações suspeitas

A vigilância é o primeiro instrumento de defesa. É fundamental verificar regularmente o extrato bancário e ativar as notificações via SMS ou app para cada transação. Em caso de débitos não reconhecidos, é essencial contactar imediatamente o seu banco para bloquear o cartão e contestar as operações fraudulentas. As normativas europeias e nacionais oferecem uma elevada proteção aos consumidores, prevendo o direito ao reembolso para operações não autorizadas, desde que não tenha havido negligência grave por parte do titular do cartão. Denunciar atempadamente o sucedido às autoridades competentes é outro passo crucial para combater o fenómeno e contribuir para a segurança coletiva.

Mitos a desfazer e boas práticas

Existem muitos falsos mitos sobre a clonagem contactless. Um dos mais difundidos é que basta passar perto de alguém com um TPA para roubar grandes quantias. Na realidade, para montantes superiores a 50 euros, é quase sempre solicitada a inserção do PIN, mesmo para pagamentos contactless. Outro mito diz respeito à eficácia absoluta das carteiras com proteção (blocking wallets). Embora possam oferecer um nível adicional de proteção, a verdadeira segurança reside na tecnologia criptográfica do próprio cartão. A melhor defesa é uma combinação de consciência e bons hábitos: nunca perder o cartão de vista durante os pagamentos, verificar sempre o valor no visor do terminal e utilizar carteiras digitais (wallets) no smartphone, que adicionam um nível extra de segurança biométrica.

Conclusões

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Em conclusão, a clonagem de um cartão contactless, no sentido tradicional do termo, é uma eventualidade altamente improvável graças a tecnologias avançadas como o chip EMV e a encriptação com códigos dinâmicos. Embora existam técnicas de skimming teoricamente capazes de capturar alguns dados, estas são insuficientes para completar transações fraudulentas na maioria dos casos. O contexto normativo europeu, com a diretiva PSD2, elevou ainda mais as barreiras de segurança, tornando os pagamentos digitais em Itália e na Europa dos mais seguros do mundo. Mais do que temer a clonagem “em movimento”, o verdadeiro risco reside em práticas mais tradicionais como o phishing ou o skimming físico em caixas multibanco (ATM) adulteradas. Adotando precauções simples, como a ativação de notificações e o controlo periódico dos movimentos, e aproveitando inovações como as wallets seguras, é possível desfrutar da comodidade dos pagamentos contactless com a máxima tranquilidade, num equilíbrio perfeito entre tradição e inovação.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
É realmente possível clonar um cartão de crédito contactless?

A clonagem de um cartão contactless é extremamente difícil, quase impossível com as tecnologias atuais. Cada transação gera um código de segurança único e válido apenas para essa operação. Mesmo que um mal-intencionado conseguisse intercetar os dados de uma transação, estes seriam inutilizáveis para futuros pagamentos, tornando a clonagem ineficaz na prática.

Podem roubar-me dinheiro simplesmente aproximando um TPA da minha mala?

Este cenário, conhecido como skimming à distância, é muito improvável. A tecnologia NFC (Near Field Communication) dos cartões contactless funciona apenas a uma distância mínima, geralmente inferior a 4 centímetros. Além disso, as normativas europeias (PSD2) impõem limites de despesa (geralmente 50 euros por operação única) e um número máximo de pagamentos consecutivos sem PIN. Ultrapassados estes limites, é necessária uma autenticação forte, como a inserção do PIN, bloqueando de facto as tentativas de roubo em série.

O que torna seguro um cartão contactless?

A segurança baseia-se em vários níveis. O principal é o padrão EMV, um microchip que cria um código encriptado único para cada compra. A isto junta-se a tokenização, que substitui o número real do cartão por um código «descartável» (token). Por fim, muitos bancos oferecem CVV dinâmicos, códigos de segurança que mudam a cada operação e são visíveis apenas através da app do banco, adicionando uma camada extra de proteção.

Os pagamentos com o smartphone (Apple Pay, Google Pay) são mais seguros do que o cartão físico?

Sim, os pagamentos através de smartphone são geralmente considerados ainda mais seguros. Utilizam a mesma tecnologia do cartão (NFC, tokenização) mas adicionam um nível de segurança biométrico: para autorizar o pagamento é necessário o reconhecimento facial ou a impressão digital. Isto significa que, mesmo que alguém roubasse o seu telefone, não poderia efetuar pagamentos sem a sua autenticação.

O que devo fazer se perder o meu cartão ou suspeitar de uma fraude?

É fundamental agir com rapidez. A primeira coisa a fazer é bloquear imediatamente o cartão. Pode fazê-lo através da app de homebanking, do site do seu banco ou ligando para o número de apoio dedicado, ativo 24 horas por dia. Posteriormente, contacte o seu banco para denunciar eventuais operações não autorizadas e iniciar o processo de reembolso, conforme previsto pelas normativas de proteção ao consumidor.

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