Ganhar Dinheiro a Jogar Sendo Menor de Idade: É Possível e Legal?

É possível ganhar dinheiro a jogar sendo menor de idade? Descubra se é legal, quais são os limites de idade das principais aplicações e o que diz a lei sobre o resgate dos prémios.

Publicado em 28 de Nov de 2025
Atualizado em 28 de Nov de 2025
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Em Resumo (TL;DR)

Descubra se é possível e legal para menores de idade ganhar dinheiro a jogar online, analisando as políticas das aplicações e as normativas em vigor.

No entanto, é fundamental conhecer as políticas sobre a idade mínima das diferentes aplicações e as implicações legais para os menores.

Analisaremos as políticas sobre a idade mínima das principais aplicações e as implicações legais para o resgate dos prémios.

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A ideia de transformar uma paixão por videojogos numa fonte de rendimento fascina muitos jovens. Num mundo digital onde as oportunidades parecem infinitas, adolescentes e crianças perguntam-se se é realmente possível ganhar dinheiro a jogar. Esta aspiração, que une a tradição do jogo com a inovação das novas tecnologias, levanta, no entanto, questões importantes. É legal para um menor de idade em Itália receber rendimentos de atividades de gaming online? A resposta é complexa e move-se entre normativas sobre a capacidade de agir, responsabilidade parental e regras impostas pelas próprias plataformas de jogo.

Este artigo explora o panorama italiano e europeu, analisando as condições legais, fiscais e práticas que regulam os ganhos online para menores. O objetivo é oferecer um guia claro a jovens e pais, para navegarem com segurança num setor em contínua evolução. Desde as implicações contratuais à gestão dos ganhos, serão examinados todos os aspetos para entender como um hobby pode, sob certas condições, tornar-se uma pequena e regulamentada atividade económica, sempre no respeito pela lei e pela proteção dos mais jovens.

Adolescente com auscultadores profissionais concentra-se a jogar um videojogo competitivo num computador de gaming.
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O Contexto Normativo: O Que Diz a Lei Italiana

Em Itália, a lei estabelece que a plena capacidade de agir se adquire ao completar 18 anos. Antes desta idade, um indivíduo é considerado legalmente incapaz de celebrar contratos válidos autonomamente. Um contrato assinado por um menor é, por norma, anulável. Isto significa que os pais podem solicitar a sua anulação e obter a restituição de eventuais quantias pagas. Existe uma exceção para os “atos da vida quotidiana”, ou seja, pequenas compras proporcionais à idade e à disponibilidade económica do jovem, como comprar uma revista ou um carregamento. No entanto, ganhar dinheiro online de forma contínua dificilmente se enquadra nesta categoria.

A legislação sobre o trabalho fixa em 16 anos a idade mínima para aceder a um emprego, desde que se tenha concluído o percurso de escolaridade obrigatória. Existem exceções para setores específicos como o cultural, artístico, desportivo e publicitário, onde é possível começar mais cedo, mas apenas com a autorização escrita dos pais e a aprovação da Direção Territorial do Trabalho. Estas regras aplicam-se também às atividades online, que, se realizadas com profissionalismo e continuidade, podem ser equiparadas a um verdadeiro trabalho. Portanto, uma atividade de gaming com o objetivo de ganho sistemático requer uma estrutura legal bem definida.

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O Papel Crucial dos Pais e o Consentimento

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Quando se fala de menores e ganhos online, a figura dos pais é central e insubstituível. Qualquer atividade económica empreendida por um menor requer o seu consentimento e, muitas vezes, a sua intervenção direta. As plataformas que permitem monetizar conteúdos ou habilidades, como o YouTube através do Google AdSense ou os sistemas de pagamento das aplicações, exigem que o titular da conta para a receção dos pagamentos seja maior de idade. Consequentemente, é um dos pais que deve criar e gerir a conta, tornando-se, de facto, o representante legal do filho para as transações financeiras.

Esta supervisão não é apenas uma formalidade técnica, mas uma responsabilidade legal precisa. Os pais são responsáveis pelos atos praticados pelos filhos menores, incluindo os online. Devem, portanto, autorizar a atividade, vigiar a sua correta execução e gerir os proventos. Por exemplo, para vender artigos em plataformas como a Vinted, um menor de 18 anos necessita da permissão dos pais, e a conta de pagamento associada (como o PayPal) deve estar em nome de um adulto. Ignorar estas regras pode tornar os contratos inválidos e criar complicações legais.

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Plataformas de Jogo e Aplicações: A Idade Mínima Conta

Cada plataforma digital, seja uma loja de aplicações, uma rede social ou um jogo online, estabelece as suas próprias regras de acesso através dos “Termos de Serviço”. A maioria delas fixa uma idade mínima para a criação de uma conta, geralmente 13 anos, mas exige a maioridade (18 anos) para gerir transações financeiras. Por exemplo, para utilizar o PayPal, uma ferramenta frequentemente usada para receber pagamentos das aplicações para ganhar dinheiro a jogar, é necessário ter 18 anos. Isto significa que um menor pode usar a aplicação, mas o prémio deve ser resgatado por um dos pais.

É importante não confundir a idade mínima para a utilização de uma aplicação com a classificação PEGI (Pan European Game Information). O sistema PEGI (com etiquetas como 3, 7, 12, 16, 18) indica a idade recomendada com base nos conteúdos do videojogo, como violência ou linguagem imprópria, para proteger os menores de material não apropriado. Não tem qualquer valor legal ou contratual relativamente à possibilidade de ganhar dinheiro. Portanto, mesmo um jogo classificado como PEGI 3 pode ter nos seus termos de serviço uma idade mínima de 13 anos para a inscrição e de 18 para a monetização.

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Ganhos e Impostos: Como Lidar com as Finanças

Um aspeto frequentemente negligenciado é que qualquer ganho, mesmo que gerado por um menor através de uma atividade de jogo, está potencialmente sujeito a tributação. A lei italiana não prevê isenções baseadas na idade. Se os ganhos se tornarem regulares e ultrapassarem os limiares de irrelevância fiscal, devem ser declarados. Neste cenário, são os pais, na qualidade de representantes fiscais do filho, que devem incluir tais rendimentos na sua própria declaração de impostos. Os proventos enquadram-se geralmente na categoria de “rendimentos diversos”.

É fundamental distinguir a proveniência dos ganhos. Os prémios obtidos em plataformas de apostas e jogo a dinheiro legais em Itália (com licença ADM) estão sujeitos a uma retenção na fonte a título de imposto, pelo que a quantia recebida já está líquida de impostos. Pelo contrário, os ganhos derivados de modelos Play-to-Earn, torneios e plataformas estrangeiras não autorizadas devem ser inseridos manualmente na declaração. Uma gestão transparente, utilizando métodos de pagamento rastreáveis como cartões pré-pagos em nome do menor mas geridos pelos pais, é essencial para evitar problemas com as finanças. Para uma compreensão completa das obrigações, é útil consultar um guia fiscal sobre ganhos de aplicações.

Oportunidades Concretas e Riscos a Conhecer

Os caminhos para ganhar dinheiro a jogar são diversos. O mais conhecido é o do Pro-Gaming, onde os jogadores competem em torneios de eSports com prémios monetários por vezes milionários. Esta carreira, no entanto, exige talento, dedicação e uma estrutura de apoio (equipa e família). Outra via é tornar-se criador de conteúdo em plataformas como o YouTube ou a Twitch, ganhando com publicidade, patrocínios e doações do público. Também neste caso, o sucesso requer constância e o apoio de um adulto para a gestão dos aspetos burocráticos.

Existem também as aplicações “Play-to-Earn” que prometem recompensas pelo tempo passado a jogar. Embora existam aplicações legítimas, os ganhos são muitas vezes reduzidos. É fundamental estar ciente dos riscos: muitas plataformas escondem mecanismos semelhantes ao jogo a dinheiro, uma fronteira que a lei italiana vigia com atenção. Além disso, o mundo online expõe os menores a perigos como fraudes, contacto com pessoas mal-intencionadas e pressão psicológica. Um estudo da Save the Children revelou que 5,7% dos menores em Itália realizam atividades laborais online, por vezes sem supervisão adequada, expondo-se a riscos significativos.

Conclusões

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Em conclusão, ganhar dinheiro a jogar sendo menor de idade em Itália é um percurso possível, mas não simples. Não é uma atividade que um jovem possa empreender com total autonomia. A lei exige o envolvimento ativo e a responsabilidade dos pais, que devem agir como garantes legais e fiscais. Desde a celebração de contratos com as plataformas até à declaração de impostos, cada passo deve ser dado no respeito pelas normativas vigentes. A distinção entre um hobby e uma atividade económica estruturada é fundamental para perceber quais as obrigações que daí advêm.

Se, por um lado, a inovação digital abre portas a novas formas de rendimento como os jogos NFT, por outro, a tradição jurídica coloca a proteção do menor em primeiro lugar. Para os jovens talentos e as suas famílias, a chave é a informação: conhecer as regras, compreender os riscos e agir com transparência. Só assim a paixão pelos videojogos pode transformar-se numa experiência formativa e, porque não, numa pequena e segura fonte de rendimento, construindo uma ponte equilibrada entre diversão e responsabilidade.

Perguntas frequentes

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É legal um menor de idade ganhar dinheiro a jogar online em Itália?

Sim, é possível, mas com regras precisas. Em Itália, a idade mínima para um trabalho remunerado é geralmente de 16 anos, desde que não interfira com a escolaridade obrigatória. Para atividades online como o streaming de videojogos ou a criação de conteúdos, que podem gerar ganhos, é fundamental o consentimento e a supervisão dos pais. Os pais, de facto, atuam como representantes legais e são responsáveis pela gestão dos contratos e dos aspetos fiscais até o filho atingir os 18 anos.

Com que idade posso começar a ganhar dinheiro com aplicações e jogos online?

A idade mínima depende das políticas de cada plataforma. Muitas redes sociais e plataformas de gaming, como a Twitch ou o YouTube, exigem pelo menos 13 ou 14 anos para criar uma conta, muitas vezes com o consentimento dos pais. No entanto, para receber ganhos diretos através de serviços como o PayPal, é necessário ter 18 anos. Consequentemente, os ganhos de um menor devem ser geridos através de uma conta em nome de um pai ou tutor legal, que assume a responsabilidade pela gestão financeira.

O dinheiro que ganho a jogar tem de ser declarado?

Sim, qualquer rendimento gerado online, mesmo que de valor modesto e recebido por um menor, deve ser declarado às Finanças. Não existem limiares de isenção específicos para menores. A responsabilidade da declaração recai sobre os pais ou sobre quem exerce o poder paternal, os quais devem incluir os ganhos do filho na sua própria declaração de rendimentos. Ignorar esta obrigação pode levar a sanções.

Quais são as plataformas mais usadas por menores para ganhar dinheiro a jogar?

Algumas plataformas populares incluem a criação e venda de conteúdos ou minijogos no Roblox, o streaming na Twitch e a publicação de vídeos no YouTube. Existem também aplicações que prometem recompensas por jogar quizzes ou outros passatempos, mas os ganhos são geralmente muito baixos. Um setor em crescimento é o dos jogos “Play-to-Earn” (P2E) baseados em blockchain, que permitem ganhar criptomoedas e NFTs, embora comportem riscos e muitas vezes exijam um investimento inicial.

Quais são os principais riscos para um menor que tenta ganhar dinheiro online?

Os riscos são múltiplos. Além das fraudes e das aplicações que não pagam o que prometem, os menores estão expostos a perigos como o cyberbullying, o aliciamento online e a divulgação não autorizada de dados pessoais. É crucial que os pais supervisionem ativamente a atividade online dos filhos, estabelecendo limites e mantendo um diálogo aberto sobre os perigos da internet. A gestão financeira, além disso, deve ser transparente e controlada por um adulto para evitar problemas legais e fiscais.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico especialista em sistemas Fintech. Fundador do MutuiperlaCasa.com e desenvolvedor de sistemas CRM para gestão de crédito. No TuttoSemplice, aplica sua experiência técnica para analisar mercados financeiros, hipotecas e seguros, ajudando os usuários a encontrar as soluções mais vantajosas com transparência matemática.

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