Em Resumo (TL;DR)
Representam o lucro que o banco obtém.
São indicados no plano de amortização.
É o produto entre o capital em dívida e a taxa de juro.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
Os juros passivos do crédito habitação representam o custo que o mutuário deve suportar pelo empréstimo recebido do banco. Na prática, são o lucro que o banco obtém por ter emprestado o dinheiro. O seu montante é calculado aplicando uma taxa de juro, que pode ser fixa ou variável, ao montante residual do capital a ser reembolsado.

Os juros passivos
Os juros passivos do crédito habitação são, portanto, uma componente essencial do custo total de um empréstimo. São calculados com base no capital em dívida e na taxa de juro aplicada, que, como mencionado, pode ser fixa ou variável.
Representam uma espécie de “aluguer” que o banco cobra pelo uso temporário do seu dinheiro. A gestão atenta e consciente destes juros pode fazer uma diferença significativa no custo total do crédito habitação.
Cálculo dos juros no crédito habitação com sistema de amortização francês
O cálculo dos juros no sistema de amortização francês ocorre de forma progressiva. Inicialmente, a parcela de juros que pagará será mais alta, enquanto a parcela de capital será menor.
À medida que o tempo passa e avança com o reembolso do empréstimo, a parcela de capital aumentará enquanto a de juros diminuirá. Isto acontece porque os juros são calculados sobre o montante em dívida do empréstimo, que diminui a cada prestação paga.
Para calcular o montante a reembolsar mensalmente, utiliza-se a fórmula matemática do sistema de amortização francês, que considera a taxa de juro, o capital emprestado e o número de prestações.
Fórmula para o cálculo dos juros de um plano de amortização francês
A fórmula para o cálculo da prestação de um crédito habitação com plano de amortização francês é a seguinte:
R = C * (i/(1 – (1 + i) ^ -n))
Onde:
- R é a prestação do crédito habitação
- C é o capital emprestado
- i é a taxa de juro periódica (anual a dividir pelo número de prestações por ano)
- n é o número total de prestações
Esta fórmula permite calcular a prestação constante (parcela de capital mais parcela de juros) que o devedor terá de pagar em cada período. Lembre-se, no entanto, que a componente de juros diminuirá com o passar do tempo, enquanto a parcela de capital aumentará.
Os requisitos para solicitar a dedução dos juros passivos do crédito habitação
Para poder beneficiar da dedução dos juros passivos do crédito habitação, são necessários alguns requisitos específicos:
- O crédito habitação deve ter sido contratado para a compra ou construção da primeira habitação, ou para obras de remodelação importantes;
- O imóvel não deve ser de luxo, segundo as categorias identificadas pelo Registo Predial;
- O imóvel deve ser destinado a habitação própria e permanente do requerente ou da sua família.
É importante sublinhar que a dedução é aplicável também aos créditos habitação contratados para a compra de garagens ou lugares de estacionamento pertencentes ao imóvel, desde que não distem mais de um quilómetro da habitação principal.
Lembre-se, a dedução é um direito, mas é necessário cumprir estas condições para poder usufruir dela.
Limite à dedução dos juros passivos
No que diz respeito ao limite à dedução dos juros passivos, o montante máximo das despesas dedutíveis está fixado em 4.000 euros por ano.
Isto significa que se pode deduzir 19% dos juros passivos, até um máximo de 760 euros por ano. É fundamental lembrar que, se não se atingir o limite de 4.000 euros de juros pagos num ano, a diferença não pode ser transferida para os anos seguintes.
Em qualquer caso, recomendamos sempre que consulte um profissional ou um consultor fiscal para uma correta aplicação das normas em matéria de dedução dos juros passivos.
A documentação a guardar para deduzir os juros passivos
Para usufruir da dedução dos juros passivos, é fundamental guardar uma série de documentos. Entre estes, é necessário ter:
- O contrato de crédito habitação, que comprova a celebração do crédito e as suas condições.
- Os recibos das prestações pagas, que demonstram o pagamento dos juros.
- A declaração dos juros passivos emitida pelo banco, que indica o montante dos juros pagos no ano fiscal.
Lembre-se, a conservação destes documentos é essencial para comprovar o direito à dedução em caso de eventuais fiscalizações por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira. É sempre aconselhável consultar um consultor fiscal para garantir o cumprimento de todas as normas relativas à dedução dos juros passivos.
Conclusões

Em resumo, a dedutibilidade dos juros passivos do crédito habitação pode ter um impacto significativo na sua situação fiscal. No entanto, existem múltiplos fatores a considerar, como o tipo de propriedade adquirida com o crédito, o seu rendimento e eventuais alterações na sua situação fiscal.
Lembre-se que os juros passivos podem ser perdidos em diversas circunstâncias, por exemplo, no caso de reembolso antecipado do crédito habitação ou de venda do imóvel. Portanto, é sempre aconselhável consultar um profissional fiscal para obter aconselhamento personalizado e para compreender plenamente as potenciais implicações das suas decisões financeiras.
Perguntas frequentes

Os juros passivos do crédito habitação representam o lucro que o banco obtém em troca do empréstimo concedido. São calculados com base no capital em dívida do crédito e na taxa de juro aplicada. Trata-se, portanto, da parte da prestação do crédito que não contribui para reduzir a dívida remanescente, mas que é paga ao banco como custo do empréstimo.
Os juros passivos funcionam como uma espécie de “custo” pelo empréstimo recebido do banco. Quando se paga uma prestação do crédito, reduz-se a dívida remanescente e paga-se o custo do empréstimo. O cálculo dos juros passivos baseia-se no capital em dívida e na taxa de juro aplicada ao empréstimo. Geralmente, no início do plano de amortização, a parte dos juros passivos é mais alta e diminui ao longo do tempo, enquanto a parcela de capital aumenta.
Os juros passivos do crédito habitação calculam-se multiplicando o capital em dívida do crédito pela taxa de juro. Por exemplo, se o capital em dívida do crédito for de 100.000 € e a taxa de juro for de 3%, os juros passivos para esse ano serão de 3.000 €. Este cálculo é simplificado e não tem em conta as prestações mensais que são pagas e que reduzem o capital em dívida. Portanto, para ter um cálculo preciso dos juros passivos, é aconselhável utilizar um simulador de plano de amortização de crédito ou consultar um consultor financeiro.
Os juros passivos podem ser visualizados no plano de amortização do crédito habitação que é fornecido pelo banco no momento da celebração do contrato de crédito. Neste documento, cada prestação do crédito é dividida em capital e juros. Pode-se ver quanto é pago para cobrir o custo do empréstimo (juros passivos) e quanto reduz o capital em dívida. Além disso, os juros passivos são frequentemente indicados nos documentos de resumo anual do crédito que o banco envia ao cliente. É sempre aconselhável verificar estes documentos ou contactar o seu banco para esclarecimentos.
Para inserir os juros passivos do crédito habitação no modelo 730 pré-preenchido, é necessário seguir alguns passos. Antes de mais, é fundamental ter à disposição a certificação dos juros passivos enviada pelo banco, pois este documento fornece as informações necessárias. Depois de abrir o 730 pré-preenchido, deve-se escolher a secção “Juros passivos” e inserir os montantes relativos aos juros passivos. Uma vez inseridos, é essencial verificar se os valores correspondem aos indicados no certificado do banco. Por fim, confirma-se a declaração e procede-se ao envio do 730 pré-preenchido. Lembramos que é sempre aconselhável solicitar a assistência de um profissional ou de um centro autorizado em caso de dúvidas ou dificuldades.
A recuperação fiscal para os juros passivos sobre créditos habitação depende do rendimento global do contribuinte e do tipo de imóvel. Para a primeira habitação, é possível deduzir os juros passivos do crédito até um máximo de 4.000 euros por ano. Por exemplo, se pagou 1.000 euros de juros passivos num ano, poderá deduzir o montante total. Se, por outro lado, pagou 5.000 euros, poderá deduzir apenas 4.000 euros. Lembre-se, é uma dedução ao rendimento, não uma dedução à coleta. Não recebe dinheiro, mas reduz o rendimento tributável, pagando potencialmente menos impostos. É sempre aconselhável consultar um profissional para obter uma estimativa mais precisa e personalizada.
Não é possível deduzir os juros passivos do crédito habitação em alguns casos específicos. Por exemplo, se o crédito foi contratado para a compra de uma segunda habitação ou de uma propriedade arrendada, os juros passivos não são dedutíveis. Se o crédito foi utilizado para fins diferentes da compra ou remodelação de uma casa, não é possível deduzir os juros. Por exemplo, se foi usado para a compra de um carro ou para pagar despesas pessoais. Por fim, se o rendimento do contribuinte exceder um certo limite, estabelecido por lei, a dedução dos juros passivos pode ser limitada ou eliminada. Em qualquer caso, é aconselhável consultar um profissional para um conselho personalizado com base na sua própria situação fiscal.
Os juros passivos do crédito habitação podem ser perdidos em diversas circunstâncias. Se pagar o crédito antecipadamente ou vender a propriedade para a qual foi contraído, já não pode deduzir os juros passivos. Se o imóvel para o qual contraiu o crédito não for a sua habitação principal ou se o arrendar, já não pode deduzir os juros passivos. Por fim, se a situação fiscal do contribuinte mudar e o rendimento exceder o limite imposto por lei para a dedutibilidade dos juros passivos, estes deixarão de ser dedutíveis. Lembre-se sempre de consultar um profissional fiscal para compreender plenamente as implicações das suas decisões financeiras.

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