Pagamentos contactless: a história de uma revolução quotidiana

Descubra a fascinante história dos pagamentos contactless: desde os primeiros cartões pioneiros até à revolução dos smartphones e wearables. Uma viagem pela evolução tecnológica que transformou para sempre a nossa forma de comprar.

Publicado em 08 de Jan de 2026
Atualizado em 08 de Jan de 2026
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Em Resumo (TL;DR)

Uma viagem pela evolução da tecnologia contactless: desde os primeiros cartões de crédito pioneiros até à sua integração nos smartphones e dispositivos wearable de hoje.

Percorremos as etapas desta revolução: desde as primeiras experiências com a tecnologia RFID até à afirmação do padrão NFC, que trouxe o "tap and go" para cartões, smartphones e smartwatches.

Até à integração nos smartphones e nos dispositivos vestíveis, que transformaram os pagamentos digitais num gesto quotidiano simples e seguro.

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Um gesto simples e rápido, que se tornou parte do nosso dia a dia: aproximar um cartão, um smartphone ou um relógio de um terminal para pagar um café, o bilhete de autocarro ou as compras no supermercado. Os pagamentos contactless transformaram os nossos hábitos, tornando as transações mais rápidas e imediatas. Mas como chegámos a esta revolução silenciosa? O percurso dos pagamentos sem contacto é uma viagem fascinante que entrelaça inovação tecnológica, mudanças culturais e novas exigências de mercado, com uma evolução particularmente interessante no contexto italiano e europeu.

Esta tecnologia, que hoje tomamos por garantida, tem as suas raízes em décadas de investigação e desenvolvimento. A ideia de trocar informações sem um contacto físico direto não é nova, mas a sua aplicação aos pagamentos em massa exigiu tempo, padronização e, acima de tudo, a confiança de consumidores e comerciantes. Uma mudança que em Itália, país historicamente ligado ao numerário, assume contornos ainda mais significativos, marcando um ponto de encontro entre tradição e inovação digital.

Grande plano de uma transação contactless com smartphone num terminal pos, a simbolizar a evolução dos métodos de pagamento
Do ruído dos primeiros cartões ao ‘tap’ instantâneo de hoje. Uma viagem pela evolução tecnológica que tornou os pagamentos mais rápidos e seguros. Descubra as etapas fundamentais desta revolução.

As origens tecnológicas: do RFID ao NFC

A história dos pagamentos contactless começa muito antes dos cartões de crédito que conhecemos hoje. A tecnologia fundamental é a RFID (Radio-Frequency Identification), um sistema de identificação por radiofrequência cujas origens remontam à Segunda Guerra Mundial. Os primeiros verdadeiros transponders RFID, dispositivos capazes de transmitir e responder a sinais de rádio, foram desenvolvidos nos anos 60 e encontraram aplicação, por exemplo, no reconhecimento de veículos em portagens de autoestradas. No entanto, é apenas nos anos 2000 que a miniaturização permite inserir chips RFID passivos, ou seja, sem bateria, dentro de objetos como cartões. Este passo foi crucial para o nascimento dos primeiros cartões de pagamento “sem contacto”.

A verdadeira viragem chega com a evolução do RFID para a tecnologia NFC (Near Field Communication). O NFC é uma forma de comunicação sem fios de curto alcance, que opera a uma distância máxima de poucos centímetros, tornando-a ideal para transações seguras. Ao contrário do RFID, que é frequentemente unidirecional, o NFC permite uma troca de dados bidirecional entre dois dispositivos. Esta característica abriu as portas à integração da tecnologia nos smartphones, transformando-os em verdadeiras carteiras digitais a partir das primeiras experiências por volta de 2006-2007 com serviços como o Google Wallet.

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A difusão na Europa e o caso italiano

Pagamentos contactless: a história de uma revolução quotidiana - Infografia resumida
Infografia resumida do artigo "Pagamentos contactless: a história de uma revolução quotidiana"

A adoção dos pagamentos eletrónicos na Europa apresenta um quadro variado, fortemente influenciado por fatores culturais, educação financeira e políticas governamentais. Os países do Norte da Europa, como a Dinamarca, Suécia e Finlândia, são há anos líderes na utilização de ferramentas digitais, com um número de transações per capita muito elevado. Pelo contrário, as nações da Europa do Sul, incluindo a Itália, mostram taxas de adoção historicamente mais baixas, embora registem um crescimento mais rápido nos últimos anos. Apesar de uma posição ainda recuada na classificação europeia por número de transações per capita, a Itália está a viver uma fase de forte aceleração.

Segundo dados recentes, a Itália posiciona-se em quarto lugar na Europa no crescimento dos pagamentos sem numerário, com um aumento de 23,2% em relação ao ano anterior. Um sinal importante é a diminuição do valor médio pago com cartão, o que indica um uso cada vez mais frequente da ferramenta também para pequenas despesas diárias, outrora domínio exclusivo do dinheiro vivo. A pandemia acelerou certamente esta transição, empurrando consumidores e comerciantes para soluções consideradas mais higiénicas e seguras. Hoje, a quase totalidade dos terminais POS em Itália está habilitada para contactless e a difusão de cartões equipados com esta tecnologia é generalizada.

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Dos cartões aos smartphones: a era do “Tap & Go”

Pagamento contactless com smartphone em terminal POS
A tecnologia contactless torna os pagamentos diários rápidos e imediatos.

A evolução não parou nos cartões de plástico. A integração da tecnologia NFC nos smartphones deu início a uma segunda onda de inovação, levando ao nascimento das wallets digitais como Apple Pay e Google Pay. Estas “carteiras eletrónicas” não contêm diretamente os dados do cartão, mas sim “tokens”, ou seja, versões substitutas e seguras das informações de pagamento, que são trocadas com o POS no momento da transação. Isto tornou os pagamentos contactless ainda mais simples e acessíveis, aproveitando um dispositivo que temos sempre connosco.

O sucesso foi avassalador. Em Itália, em 2024, quase 9 em cada 10 pagamentos efetuados com cartão em loja ocorreram na modalidade “tap & go”, num valor total de 291 mil milhões de euros. Destes, uma fatia cada vez mais consistente é representada por pagamentos efetuados através de smartphones e dispositivos vestíveis (wearable), que atingiram um volume de transações de 56,7 mil milhões de euros, com um crescimento de 53% em relação ao ano anterior. Este boom demonstra como os italianos estão a abraçar com entusiasmo a comodidade e a velocidade destas novas soluções.

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A ultrapassagem histórica e o futuro dos pagamentos

Um dado histórico marca a profundidade da mudança em curso: pela primeira vez em Itália, em 2024, o valor dos pagamentos digitais superou o das transações em numerário. As ferramentas eletrónicas representaram 43% dos consumos, contra 41% de notas e moedas. Esta ultrapassagem não é apenas um dado estatístico, mas o símbolo de uma transformação cultural que vê a Itália mover-se em direção a uma sociedade cada vez mais cashless, em linha com o resto da Europa. O impulso decisivo veio precisamente das soluções inovadoras, em particular do mundo contactless.

O futuro parece traçado e aponta para uma experiência de pagamento ainda mais integrada e invisível. As novas fronteiras incluem os dispositivos wearable, como anéis e pulseiras inteligentes, que tornam o pagamento um gesto ainda mais natural. Tecnologias como a biometria, que substitui o PIN pela impressão digital, prometem aumentar ainda mais a segurança. Também a Internet das Coisas (IoT) desempenhará um papel, com objetos de uso comum que poderão tornar-se instrumentos de pagamento. Neste cenário em contínua evolução, a tecnologia NFC como funciona permanece o motor de uma inovação que não dá sinais de parar, simplificando a nossa vida quotidiana, um “tap” de cada vez.

Conclusões

disegno di un ragazzo seduto a gambe incrociate con un laptop sulle gambe che trae le conclusioni di tutto quello che si è scritto finora

A história dos pagamentos contactless é um exemplo claro de como a inovação tecnológica pode gradual, mas inexoravelmente, modificar hábitos profundamente enraizados. Partindo de tecnologias de nicho como o RFID, chegámos a um ecossistema de pagamentos digitais integrado, rápido e seguro, que está a redesenhar a relação com o dinheiro. Em Itália, este percurso teve as características de uma verdadeira revolução cultural, uma ponte entre a tradição do numerário e um futuro digital. A ultrapassagem histórica dos pagamentos eletrónicos sobre o numerário não é um ponto de chegada, mas uma etapa fundamental de uma viagem que continuará a surpreender-nos com novas soluções, como os cartões virtuais descartáveis, tornando as nossas interações económicas cada vez mais simples e seguras.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ

Como funcionam os pagamentos contactless?

Os pagamentos contactless baseiam-se na tecnologia NFC (Near Field Communication), uma evolução do RFID, que permite a dois dispositivos trocar dados em modo sem fios a uma distância muito curta (geralmente menos de 4-5 centímetros). Um cartão contactless ou um dispositivo como um smartphone contêm um chip NFC. Quando são aproximados de um terminal de pagamento (POS) habilitado, o POS emite um sinal de radiofrequência que “ativa” o chip do cartão ou do dispositivo, iniciando uma troca de dados encriptados para autorizar a transação em poucos instantes. Este processo elimina a necessidade de inserir fisicamente o cartão ou de passar a banda magnética.

Os pagamentos contactless são seguros?

Sim, os pagamentos contactless são considerados muito seguros por várias razões. Em primeiro lugar, a comunicação NFC ocorre apenas a uma distância extremamente curta, tornando muito difícil a interceção dos dados por mal-intencionados. Em segundo lugar, as informações transmitidas são encriptadas e utilizam frequentemente um sistema de “tokenização”, onde os dados reais do cartão nunca são partilhados com o comerciante, mas substituídos por um código único para essa transação específica. Além disso, a normativa europeia PSD2 impõe limites de segurança, como a solicitação do PIN após um certo número de operações consecutivas (geralmente 5) ou ao atingir um montante acumulado (em Itália 150 euros), para verificar a identidade do titular.

Qual é a diferença entre RFID e NFC?

RFID (Radio-Frequency Identification) é a tecnologia mãe da qual deriva o NFC (Near Field Communication). A diferença principal reside na modalidade e no alcance da comunicação. O RFID pode operar a distâncias maiores e frequentemente a comunicação é unidirecional: um leitor interroga uma etiqueta passiva que responde com as suas informações. O NFC, por outro lado, opera apenas a curtíssimo alcance (poucos centímetros) e permite uma comunicação bidirecional, o que significa que dois dispositivos podem tanto ler como escrever informações, dialogando entre si. Esta capacidade bidirecional é o que torna o NFC ideal para aplicações complexas e seguras como os pagamentos móveis.

Porque é que a Itália ficou para trás na adoção dos pagamentos digitais em comparação com o Norte da Europa?

O atraso da Itália e de outros países do Sul da Europa na adoção dos pagamentos digitais está ligado a um conjunto de fatores culturais, estruturais e económicos. Historicamente, em Itália sempre houve uma forte preferência pelo numerário, percebido como mais imediato e fácil de controlar. A isto juntam-se uma menor educação financeira digital em comparação com os países nórdicos e uma certa desconfiança inicial em relação à segurança das transações eletrónicas. Além disso, a estrutura do comércio, com uma forte presença de pequenas empresas, atrasou no passado a difusão capilar dos terminais POS. Embora o crescimento recente tenha sido rapidíssimo, colmatando parte do fosso, estas raízes culturais explicam o arranque mais lento em comparação com nações com uma cultura cashless mais consolidada.

Qual é o futuro dos pagamentos contactless?

O futuro dos pagamentos contactless move-se em direção a uma experiência ainda mais integrada e “invisível”. As tendências principais incluem a expansão dos dispositivos vestíveis (wearable), como anéis, pulseiras e até vestuário inteligente, que permitirão pagar sem ter sequer de tirar o smartphone. Outra fronteira é a dos pagamentos biométricos, onde a autenticação ocorrerá através de impressão digital ou reconhecimento facial, eliminando totalmente a necessidade de PIN e palavras-passe. Por fim, está a explorar-se a integração com a Internet das Coisas (IoT), que poderá permitir a objetos conectados, como um automóvel ou um frigorífico, efetuar pagamentos de forma autónoma.

Perguntas frequentes

Como funciona exatamente um pagamento contactless?

Um pagamento contactless funciona graças à tecnologia NFC (Near Field Communication), uma comunicação sem fios de curto alcance. Dentro do cartão, do smartphone ou do smartwatch existe um pequeno chip com uma antena. Quando aproxima o dispositivo de um terminal de pagamento (POS) habilitado, os dois comunicam entre si trocando de forma segura e encriptada os dados necessários para completar a transação em poucos segundos, sem necessidade de inserir fisicamente o cartão.

Os pagamentos contactless são seguros ou corro o risco de me roubarem o dinheiro?

Os pagamentos contactless são concebidos para serem muito seguros. A comunicação entre o cartão e o POS ocorre apenas a uma distância muito reduzida (poucos centímetros), tornando quase impossíveis os roubos de dados à distância. Além disso, as informações transmitidas são encriptadas. Para pequenas despesas, em Itália até 50 euros, não é solicitado o PIN para maior rapidez, mas para montantes superiores é sempre necessária uma autenticação. Existem também limites de segurança adicionais, como um montante acumulado (geralmente 150 euros) ou um número máximo de transações consecutivas (habitualmente 5) sem PIN, após os quais é obrigatório inseri-lo para verificar a identidade do titular.

Porque existe um limite de 50 euros para pagar contactless sem PIN?

O limite de 50 euros para os pagamentos contactless sem PIN é uma medida de segurança estabelecida a nível europeu para equilibrar comodidade e proteção. Este limite serve para reduzir o risco em caso de roubo ou perda do cartão: um mal-intencionado poderia efetuar apenas pequenas despesas antes que o cartão fosse bloqueado. Para qualquer montante superior a 50 euros, o sistema exige obrigatoriamente a inserção do código PIN ou outra forma de autenticação (como o reconhecimento facial ou a impressão digital no smartphone), garantindo assim um nível de segurança mais elevado para as transações mais importantes.

Quando chegaram os pagamentos contactless a Itália e quão difundidos estão?

Os pagamentos contactless começaram a difundir-se em Itália de forma significativa na última década, mas viram uma aceleração excecional nos últimos anos. Em 2024, a Itália posicionou-se no quarto lugar na Europa no crescimento das transações sem numerário. Inclusivamente, pela primeira vez, o valor total dos pagamentos digitais superou o do numerário. Hoje, quase 9 em cada 10 transações efetuadas com cartão nas lojas ocorrem na modalidade contactless, demonstrando como esta tecnologia se tornou um hábito diário para a maioria dos italianos.

Posso pagar com o smartphone em qualquer lugar que aceite cartões contactless?

Sim, na quase totalidade dos casos. Se uma loja exibe o símbolo contactless (as quatro ondas), o seu terminal POS é capaz de aceitar pagamentos não só de cartões físicos, mas também de smartphones e smartwatches equipados com tecnologia NFC e aplicações de pagamento como Apple Pay ou Google Pay. Pagar com o telemóvel oferece um nível adicional de segurança, porque cada transação deve ser autorizada através de reconhecimento facial, impressão digital ou código de desbloqueio do dispositivo, eliminando de facto o limite dos 50 euros sem autenticação previsto para os cartões.

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