Pontos Fracos do Multibanco: Descubra as Vulnerabilidades Ocultas dos ATMs

Multibancos inseguros? ⚠️ Descubra os pontos fracos dos ATMs. Proteja o seu dinheiro de skimming, assaltos e burlas. Guia e conselhos úteis!

Publicado em 08 de Jan de 2026
Atualizado em 08 de Jan de 2026
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Em suma, a segurança dos ATMs é um equilíbrio delicado entre a proteção do sistema e o comportamento responsável do utilizador.

As vulnerabilidades existem, mas as contramedidas são eficazes se implementadas corretamente e se todos, gestores e utilizadores, fizerem a sua parte.

A consciência dos riscos e a adoção de boas práticas são as chaves para utilizar os ATMs de forma segura e proteger as nossas poupanças.

O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.

Bem-vindos à era digital, onde a tecnologia permeia todos os aspetos da nossa vida quotidiana. Entre as comodidades mais apreciadas, destacam-se sem dúvida os Caixas Automáticos (ATMs), fiéis aliados para levantar numerário, consultar o saldo ou efetuar carregamentos a qualquer momento. Mas por trás da fachada tranquilizadora destas máquinas, escondem-se zonas de sombra, pontos fracos que, se não forem compreendidos e geridos corretamente, podem transformar-se em sérias ameaças para a nossa segurança financeira.

Neste artigo do TuttoSemplice.com, mergulharemos no coração pulsante da segurança dos ATMs e Multibancos, analisando as suas vulnerabilidades tanto do ponto de vista do sistema como do utilizador. O nosso objetivo é fornecer-lhe um guia completo e aprofundado, capaz de revelar os riscos ocultos e oferecer-lhe ferramentas práticas para proteger as suas suadas poupanças.

Prepare-se para descobrir:

  • As falhas de segurança intrínsecas ao sistema ATM, muitas vezes invisíveis ao olhar inexperiente.
  • Os comportamentos de risco dos utilizadores que, involuntariamente, escancaram as portas aos cibercriminosos.
  • As técnicas de defesa mais eficazes, tanto para os gestores dos ATMs como para os clientes, para navegar no mundo dos Multibancos com maior consciência e tranquilidade.

Não receie, não o vamos sobrecarregar com tecnicismos incompreensíveis. O nosso estilo, como é tradição no TuttoSemplice.com, será claro, direto e acessível a todos. Usaremos uma linguagem simples, exemplos concretos e conselhos práticos para colocar imediatamente em ação.

Está pronto para proteger o seu dinheiro e tornar-se um utilizador de Multibanco mais consciente e seguro? Então, continue a ler e descubra os pontos fracos dos ATMs que ninguém nunca lhe contou!

Pontos fracos Multibanco: vulnerabilidades e segurança dos ATMs
Descubra as vulnerabilidades ocultas dos ATMs e aprenda a proteger as suas poupanças das ameaças informáticas e físicas.

Pontos Fracos do Sistema ATM: Quando a Tecnologia Não Basta

Os ATMs são sistemas complexos, um verdadeiro concentrado de tecnologia que inclui hardware, software e redes de comunicação. Como qualquer sistema tecnológico, também os ATMs apresentam vulnerabilidades intrínsecas, pontos fracos que podem ser explorados por mal-intencionados para comprometer a sua segurança. Neste capítulo, analisaremos em detalhe estas falhas de segurança, concentrando-nos nas três principais frentes: software, hardware e rede.

Software Obsoleto e Patches de Segurança em Falta: Um Convite para os Hackers

O software que anima os ATMs é o verdadeiro cérebro da máquina, o maestro que coordena todas as operações. Um software obsoleto, não atualizado com os últimos patches de segurança, torna-se uma porta de entrada privilegiada para os cibercriminosos. Imagine um castelo com muralhas sólidas, mas com uma porta secundária velha e enferrujada, fácil de forçar: é exatamente isso que um software não atualizado representa.

As vulnerabilidades de software podem ser de vários tipos, desde bugs de programação a erros de configuração, até às backdoors ocultas, verdadeiras portas secretas deixadas abertas, voluntária ou involuntariamente, pelos criadores do software. Estas vulnerabilidades podem ser exploradas para instalar malware nos ATMs, intercetar os dados dos cartões, manipular as transações ou até mesmo assumir o controlo total da máquina, transformando-a num distribuidor automático de dinheiro gratuito para os criminosos.

Um exemplo concreto? O malware Ploutus, um dos mais famosos no mundo dos ATMs, explora precisamente as vulnerabilidades do sistema operativo Windows, frequentemente presente nos ATMs, para esvaziar os distribuidores de dinheiro. Estes ataques, infelizmente, não são ficção científica, mas realidade documentada, como demonstram os numerosos relatórios de empresas de segurança informática e as notícias que periodicamente relatam casos de ATMs hackeados em todo o mundo.

Manter o software dos ATMs atualizado é, portanto, fundamental, uma verdadeira prioridade para os gestores das redes Multibanco. A instalação atempada dos patches de segurança lançados pelos produtores de software é um passo crucial para fechar as falhas e proteger os ATMs dos ataques informáticos. Mas, como veremos, o software não é a única frente em que nos devemos concentrar.

Hardware Vulnerável: Quando a Segurança é Física

A segurança dos ATMs não é apenas uma questão de código e algoritmos, mas também de proteção física. O hardware dos ATMs, a estrutura física da máquina, representa outro ponto fraco potencialmente explorável. Um ATM posicionado num local isolado, pouco iluminado ou não adequadamente protegido, torna-se um alvo fácil para ataques físicos de vários géneros.

Entre as vulnerabilidades de hardware mais comuns, encontramos:

  • Violação da ranhura/porta: Os criminosos podem forçar a porta do ATM para aceder ao cofre que contém o dinheiro. Técnicas como o crowbarring (utilização de um pé-de-cabra) ou explosivos (embora mais raro e arriscado) podem ser utilizadas para este fim.
  • Instalação de dispositivos de skimming: O skimming, como veremos em detalhe no próximo capítulo, é uma técnica que visa roubar os dados dos cartões dos utilizadores. Para efetuar o skimming, os criminosos instalam dispositivos de hardware (skimmers) na ranhura de inserção do cartão ou no teclado do ATM. Estes dispositivos, muitas vezes difíceis de detetar a olho nu, registam os dados da banda magnética ou do chip do cartão, permitindo aos criminosos clonar os cartões e esvaziar as contas bancárias das vítimas.
  • Roubo do ATM inteiro: Em alguns casos, os criminosos não se limitam a manipular o ATM, mas roubam-no completamente, carregando-o numa carrinha ou camião. Esta técnica, mais audaciosa e complexa, requer uma certa organização e meios, mas permite aos criminosos levar todo o espólio, tanto o dinheiro contido no ATM como, potencialmente, os dados armazenados no seu interior.

Para proteger o hardware dos ATMs, é fundamental adotar medidas de segurança física adequadas. Estas medidas incluem:

  • Posicionamento estratégico: Instalar os ATMs em locais movimentados, bem iluminados e videovigiados, reduzindo as oportunidades para ataques físicos.
  • Sistemas de alarme: Dotar os ATMs de sensores de movimento, alarmes sonoros e sistemas de videovigilância ligados a centrais operativas de segurança, capazes de dar o alerta em caso de manipulação ou tentativa de roubo.
  • Blindagem e reforço estrutural: Utilizar materiais resistentes para a construção dos ATMs, como aço blindado, e reforçar a estrutura da porta e do cofre, tornando mais difícil o acesso físico aos componentes internos e ao dinheiro.

A segurança física e a segurança lógica (software) devem andar de mãos dadas, como duas faces da mesma moeda. Negligenciar um dos dois aspetos significa expor todo o sistema ATM a riscos concretos.

Redes de Comunicação Não Seguras: O Risco de Interceções

Os ATMs não são ilhas isoladas, mas estão ligados a redes de comunicação que lhes permitem interagir com os bancos, autorizar as transações e transmitir os dados. Estas redes, se não forem adequadamente protegidas, podem tornar-se outro ponto fraco explorável para intercetar as comunicações e roubar informações sensíveis.

As redes de comunicação dos ATMs podem ser de vários tipos, desde as linhas telefónicas tradicionais às redes dedicadas, até às redes de internet. Cada tipo de rede apresenta vulnerabilidades específicas. Por exemplo, as linhas telefónicas podem ser intercetadas fisicamente, enquanto as redes de internet podem ser atacadas através de ciberataques como o man-in-the-middle, em que um atacante se interpõe entre o ATM e o banco, intercetando e modificando os dados em trânsito.

Outro risco ligado às redes de comunicação é a utilização de protocolos de comunicação não seguros ou encriptação fraca. Se os dados transmitidos entre o ATM e o banco não forem adequadamente encriptados, um atacante que consiga intercetar a comunicação pode ler os dados em claro, obtendo informações sensíveis como os números de cartão, os PINs e os detalhes das transações.

Para proteger as redes de comunicação dos ATMs, é essencial adotar protocolos de comunicação seguros e encriptação robusta. A utilização de redes privadas virtuais (VPN) pode adicionar um nível extra de segurança, encriptando todo o tráfego de rede e protegendo-o de interceções. Além disso, é importante monitorizar constantemente as redes para detetar eventuais atividades suspeitas ou intrusões e responder atempadamente a eventuais incidentes de segurança.

Em suma, os pontos fracos do sistema ATM são múltiplos e dizem respeito tanto ao software, como ao hardware e às redes de comunicação. Apenas uma abordagem holística à segurança, que tenha em conta todos estes aspetos, pode garantir uma proteção eficaz dos ATMs e dos fundos dos clientes. Mas, como antecipado, a segurança dos ATMs não depende apenas do sistema, mas também do comportamento dos utilizadores. No próximo capítulo, analisaremos os pontos fracos ligados ao utilizador e veremos como também nós, à nossa escala, podemos fazer a nossa parte para nos protegermos de burlas e roubos nos ATMs.

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Pontos Fracos do Utilizador ATM: Quando o Risco Somos Nós

Pontos Fracos do Multibanco: Descubra as Vulnerabilidades Ocultas dos ATMs - Infografia de resumo
Infografia de resumo do artigo "Pontos Fracos do Multibanco: Descubra as Vulnerabilidades Ocultas dos ATMs"

Também o utilizador, infelizmente, pode representar um ponto fraco na cadeia de segurança dos ATMs. Comportamentos pouco cautelosos, distrações ou simples ingenuidade podem escancarar as portas aos criminosos, tornando-nos vítimas fáceis de burlas e roubos. Neste capítulo, analisaremos os principais pontos fracos ligados ao utilizador, concentrando-nos em três ameaças em particular: o skimming e shimming, o shoulder surfing e os ataques físicos e assaltos.

Skimming e Shimming: A Armadilha Invisível na Ranhura

O skimming e o shimming são duas técnicas subtis utilizadas pelos criminosos para roubar os dados dos cartões dos utilizadores nos ATMs. Ambas as técnicas baseiam-se na instalação de dispositivos de hardware no ATM, mas diferenciam-se pelo tipo de dispositivo utilizado e pela forma como os dados são roubados.

O skimming é a técnica mais tradicional e consiste em instalar um skimmer, um dispositivo fino e camuflado, na ranhura de inserção do cartão. O skimmer lê a banda magnética do cartão enquanto este é inserido no ATM, registando os dados contidos na banda. Simultaneamente, os criminosos podem instalar uma microcâmara escondida para gravar o PIN digitado pelo utilizador no teclado. Uma vez obtidos os dados do cartão e o PIN, os criminosos podem clonar o cartão e levantar dinheiro ou efetuar compras online à custa da vítima.

O shimming, por outro lado, é uma técnica mais recente e sofisticada, que visa os cartões com chip EMV, que são agora o padrão na Europa e em muitos outros países. O shimmer é um dispositivo ainda mais fino que o skimmer, inserido dentro da ranhura, em correspondência com o leitor de chip. O shimmer interceta os dados do chip durante a transação, contornando as proteções teoricamente mais avançadas dos cartões EMV. Também neste caso, pode ser utilizada uma microcâmara para gravar o PIN.

Como defender-se do skimming e shimming? A prevenção é a melhor arma. Eis alguns conselhos práticos:

  • Observe atentamente o ATM antes de o utilizar. Verifique se existem sinais de manipulação na ranhura de inserção do cartão, no teclado ou na zona circundante. Se notar algo suspeito, não utilize o ATM e comunique a situação ao banco ou às autoridades competentes.
  • Verifique se existem dispositivos adicionais sobrepostos à ranhura ou ao teclado. Tente mexer ligeiramente a ranhura e o teclado: se se moverem ou parecerem instáveis, podem ter sido manipulados.
  • Proteja sempre o teclado com a mão enquanto digita o PIN, impedindo que eventuais microcâmaras o registem. Esta simples precaução, muitas vezes subestimada, pode fazer a diferença.
  • Se possível, utilize ATMs internos, situados dentro das agências bancárias, que são geralmente mais seguros do que os ATMs externos, expostos a maiores riscos.
  • Ative os serviços de notificação via SMS ou email do seu banco, para ser avisado em tempo real de cada transação efetuada com o seu cartão. Em caso de transações suspeitas, poderá bloquear imediatamente o cartão e limitar os danos.
  • Verifique regularmente o extrato bancário e os movimentos do seu cartão, comunicando atempadamente ao banco eventuais transações não autorizadas.

O skimming e o shimming são ameaças reais e concretas, mas com um pouco de atenção e prevenção podemos reduzir significativamente o risco de cairmos vítimas destas fraudes.

Shoulder Surfing: Olhos Indiscretos Prontos a Roubar o Seu PIN

O shoulder surfing, literalmente “surfar sobre os ombros”, é uma técnica tão simples quanto eficaz utilizada pelos criminosos para roubar o PIN dos utilizadores nos ATMs. Consiste simplesmente em observar às escondidas o utilizador enquanto digita o PIN no teclado do ATM, memorizando-o para depois o utilizar para levantar dinheiro ou efetuar transações fraudulentas com o cartão roubado ou clonado.

Os shoulder surfers podem agir de várias formas:

  • Posicionando-se nas proximidades do ATM, fingindo ser clientes à espera ou transeuntes distraídos, mas na realidade observando atentamente o teclado enquanto o utilizador digita o PIN.
  • Utilizando binóculos ou câmaras escondidas para observar o teclado à distância, talvez a partir de um carro estacionado nas proximidades ou de um edifício em frente ao ATM.
  • Colaborando com cúmplices, um dos quais distrai a vítima enquanto o outro observa o PIN.

Como defender-se do shoulder surfing? Também neste caso, a prevenção é fundamental. Eis alguns conselhos úteis:

  • Escolha ATMs posicionados em locais seguros e frequentados, evitando ATMs isolados ou pouco iluminados, onde os criminosos podem agir sem serem incomodados.
  • Preste atenção às pessoas que o rodeiam enquanto utiliza o ATM. Se notar pessoas suspeitas a observá-lo de forma insistente, não utilize o ATM e afaste-se.
  • Proteja sempre o teclado com a mão enquanto digita o PIN, criando uma barreira física entre o teclado e os olhos indiscretos. Utilize a outra mão ou a carteira para cobrir o teclado, tornando impossível a visualização do PIN.
  • Verifique se não existem espelhos ou câmaras suspeitas apontadas para o teclado do ATM. Os criminosos podem utilizar espelhos ou microcâmaras escondidas para contornar as proteções e observar o PIN de ângulos diferentes.
  • Se se sentir observado ou desconfortável enquanto utiliza o ATM, interrompa a operação e afaste-se. Não hesite em confiar no seu instinto.

O shoulder surfing é uma ameaça simples mas eficaz, que explora a distração e a falta de atenção dos utilizadores. Com um pouco de vigilância e precaução, podemos proteger o nosso PIN e prevenir roubos e fraudes.

Ataques Físicos e Assaltos: Quando o ATM se Torna um Espólio

Os ataques físicos e os assaltos aos ATMs representam a ameaça mais direta e violenta para a segurança dos utilizadores. Nestes casos, os criminosos não se limitam a roubar os dados dos cartões ou os PINs, mas visam diretamente o dinheiro vivo contido no ATM ou na carteira do utilizador.

Os ataques físicos podem ser de vários tipos:

  • Forçar a porta: Como já mencionado no capítulo anterior, os criminosos podem forçar a porta do ATM para aceder ao cofre que contém o dinheiro. Esta técnica pode ser utilizada também enquanto o utilizador está a utilizar o ATM, interrompendo a operação e ameaçando o utilizador para que lhe entregue o dinheiro levantado ou o cartão.
  • Explosões: Em casos mais extremos, os criminosos podem utilizar explosivos para fazer explodir o ATM e recuperar o dinheiro. Esta técnica é perigosa e destrutiva, mas pode ser utilizada em locais isolados ou durante as horas noturnas.
  • Assaltos à mão armada: Os criminosos podem assaltar os utilizadores enquanto utilizam o ATM, ameaçando-os com armas para que lhes entreguem o dinheiro levantado ou o cartão. Estes assaltos podem ocorrer tanto de dia como de noite, sobretudo em locais isolados ou pouco frequentados.

Como defender-se de ataques físicos e assaltos? Nestes casos, a reação deve ser pronta e lúcida. Eis alguns conselhos de comportamento:

  • Escolha ATMs posicionados em locais seguros e frequentados, evitando ATMs isolados ou pouco iluminados, sobretudo durante as horas noturnas.
  • Preste atenção ao ambiente circundante antes de utilizar o ATM. Se notar pessoas suspeitas ou situações anómalas, não utilize o ATM e afaste-se.
  • Se for abordado por pessoas suspeitas enquanto utiliza o ATM, interrompa imediatamente a operação, retire o cartão (se possível) e afaste-se rapidamente.
  • Em caso de assalto, não reaja e não ofereça resistência. A sua integridade física é a prioridade absoluta. Entregue o dinheiro ou o cartão aos assaltantes e não coloque a sua vida em risco para defender bens materiais.
  • Após o assalto, ligue imediatamente para o 112 (Número Europeu de Emergência) e denuncie o ocorrido às autoridades competentes, fornecendo todos os detalhes úteis para a investigação.
  • Cancele imediatamente o cartão Multibanco e contacte o seu banco para comunicar o assalto e prevenir utilizações fraudulentas do seu cartão.

Os ataques físicos e os assaltos aos ATMs são eventos raros, mas potencialmente perigosos. A prevenção, a consciência e a reação pronta são as melhores armas para proteger a nossa segurança pessoal e limitar os danos em caso de agressão.

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Contramedidas e Boas Práticas: Proteger os ATMs e os Utilizadores

Pessoa a levantar dinheiro no Multibanco protegendo o código PIN no teclado.
A segurança dos Multibancos apresenta falhas críticas que colocam em risco as contas bancárias dos utilizadores.

Depois de termos analisado os pontos fracos dos ATMs, tanto do ponto de vista do sistema como do utilizador, chegou o momento de nos concentrarmos nas soluções, nas contramedidas e nas boas práticas a adotar para reforçar a segurança dos ATMs e proteger os utilizadores das ameaças. Neste capítulo, exploraremos as estratégias de defesa em duas frentes: as medidas de segurança do lado do sistema, implementadas pelos gestores dos ATMs, e as medidas de segurança do lado do utilizador, que nós próprios podemos adotar na nossa utilização diária dos Multibancos.

Medidas de Segurança do Lado do Sistema: Tecnologia e Vigilância para Proteger os ATMs

Os gestores das redes ATM têm a responsabilidade primária de garantir a segurança das máquinas e dos fundos dos clientes. Para tal, devem implementar uma série de medidas de segurança do lado do sistema, que vão desde a proteção de software e hardware à vigilância constante e à resposta atempada aos incidentes.

Entre as medidas de segurança do lado do sistema mais importantes, encontramos:

  • Atualizações de software e patches de segurança: Manter o software dos ATMs sempre atualizado é fundamental para corrigir as vulnerabilidades e proteger as máquinas dos ataques informáticos. A instalação atempada dos patches de segurança lançados pelos produtores de software é um processo contínuo e indispensável.
  • Antivírus e sistemas de deteção de intrusões (IDS): Dotar os ATMs de software antivírus e sistemas de deteção de intrusões permite detetar e bloquear eventual malware ou tentativas de intrusão no sistema. Estes sistemas devem ser constantemente atualizados e monitorizados para garantir a sua eficácia.
  • Encriptação dos dados: Encriptar os dados sensíveis transmitidos entre o ATM e o banco, bem como os dados armazenados dentro do ATM, é essencial para protegê-los de interceções e acessos não autorizados. A utilização de algoritmos de encriptação robustos e protocolos de comunicação seguros é uma best practice imprescindível.
  • Segurança física avançada: Implementar medidas de segurança física avançadas, como blindagem, alarmes, videovigilância, sensores de movimento e sistemas de tintagem das notas (que mancham as notas em caso de manipulação ou roubo), torna os ATMs menos apetecíveis para os ataques físicos e facilita a identificação dos criminosos em caso de roubo.
  • Monitorização constante e resposta a incidentes: As redes ATM devem ser monitorizadas constantemente por centrais operativas de segurança, capazes de detetar atempadamente eventuais anomalias, atividades suspeitas ou incidentes de segurança. Em caso de incidente, é fundamental ter um plano de resposta eficaz para limitar os danos, restaurar a funcionalidade do ATM e investigar o ocorrido para prevenir futuros ataques.
  • Autenticação forte e controlo de acessos: Implementar sistemas de autenticação forte para o acesso aos sistemas ATM, tanto a nível físico (por exemplo, com cartões de identificação e chaves eletrónicas para o pessoal técnico) como lógico (por exemplo, com palavras-passe complexas e autenticação de dois fatores para o acesso remoto). O controlo de acessos deve ser rigoroso e baseado no princípio do privilégio mínimo, concedendo apenas os acessos estritamente necessários para o desempenho das funções.
  • Testes de penetração e avaliação de vulnerabilidades: Efetuar testes de penetração regulares e avaliação de vulnerabilidades nos ATMs permite detetar preventivamente as vulnerabilidades do sistema e verificar a sua resistência aos ataques informáticos. Estes testes devem ser conduzidos por especialistas de segurança externos e independentes, capazes de simular ataques reais e fornecer recomendações concretas para melhorar a segurança.
  • Formação e sensibilização do pessoal: A formação e a sensibilização do pessoal técnico e de segurança que gere os ATMs são fundamentais para garantir a eficácia de todas as medidas de segurança. O pessoal deve ser adequadamente formado sobre as ameaças existentes, sobre os procedimentos de segurança a seguir e sobre as modalidades de resposta aos incidentes.

As medidas de segurança do lado do sistema são complexas e dispendiosas, mas representam um investimento indispensável para proteger os ATMs e manter a confiança dos clientes no sistema bancário.

Medidas de Segurança do Lado do Utilizador: Consciência e Prudência no Multibanco

Também nós utilizadores, como vimos, podemos fazer a nossa parte para melhorar a segurança dos ATMs e proteger o nosso dinheiro. Adotar comportamentos prudentes e prestar atenção ao que nos rodeia são ações simples, mas eficazes para reduzir os riscos e prevenir burlas e roubos.

Eis um guia prático das medidas de segurança do lado do utilizador a colocar em prática sempre que utilizamos um Multibanco:

  • Escolha ATMs seguros: Privilegie ATMs internos nas agências bancárias ou ATMs posicionados em locais públicos movimentados, bem iluminados e videovigiados. Evite ATMs isolados, pouco iluminados ou situados em zonas periféricas, sobretudo durante as horas noturnas.
  • Observe o ATM com atenção: Antes de inserir o cartão, verifique se existem sinais de manipulação na ranhura, no teclado ou na zona circundante. Verifique se existem dispositivos suspeitos sobrepostos ou anomalias no aspeto do ATM. Em caso de dúvida, não utilize o ATM e comunique a situação ao banco ou às autoridades.
  • Proteja o PIN: Cubra sempre o teclado com a mão enquanto digita o PIN, impedindo que olhos indiscretos ou microcâmaras escondidas o registem. Utilize a outra mão ou a carteira para criar uma barreira eficaz.
  • Não se distraia: Enquanto utiliza o ATM, concentre-se na operação e não se deixe distrair por pessoas que se aproximem ou falem consigo. Os criminosos podem utilizar a distração como técnica para roubar o PIN ou o cartão.
  • Não aceite ajuda de estranhos: Não peça nem aceite ajuda de estranhos para utilizar o ATM. Se tiver dificuldades, dirija-se aos funcionários do banco ou contacte o serviço de apoio ao cliente do seu banco por telefone.
  • Retire sempre o talão: Retire sempre o talão da operação e guarde-o para conferir o extrato bancário e verificar a correção das transações. Não deite o talão no lixo junto ao ATM, mas leve-o consigo e destrua-o de forma segura depois de o conferir.
  • Não conte o dinheiro em público: Depois de levantar o dinheiro, guarde-o imediatamente na carteira ou na mala e não conte o dinheiro em público, atraindo a atenção de eventuais mal-intencionados.
  • Guarde o seu cartão com cuidado: Nunca deixe o cartão sem vigilância e nunca comunique o PIN a ninguém, nem mesmo a familiares ou amigos. Memorize o PIN e destrua o papel onde eventualmente o tenha anotado.
  • Ative as notificações do banco: Ative os serviços de notificação via SMS ou email do seu banco para ser avisado em tempo real de cada transação efetuada com o seu cartão. Isto permite-lhe detetar atempadamente eventuais transações suspeitas e bloquear imediatamente o cartão.
  • Verifique regularmente o extrato bancário: Verifique regularmente o extrato bancário e os movimentos do seu cartão, comunicando atempadamente ao banco eventuais transações não autorizadas ou anomalias.

Adotando estas medidas de segurança simples mas importantes, podemos proteger-nos e contribuir para tornar os ATMs um ambiente mais seguro para todos.

Tabela Comparativa: Pontos Fracos e Contramedidas dos ATMs

Ponto FracoDescriçãoContramedidas Lado SistemaContramedidas Lado Utilizador
Software ObsoletoSoftware não atualizado com patches de segurança, vulnerável a ataques de malware.Atualizações de software atempadas, patches de segurança, antivírus, IDS.Nenhuma ação direta, mas consciência da importância da segurança do sistema.
Hardware VulnerávelATM fisicamente manipulável, porta forçável, dispositivos de skimming instaláveis.Blindagem, alarmes, videovigilância, posicionamento estratégico, sistemas de tintagem.Escolher ATMs seguros, observar atentamente o ATM antes da utilização, comunicar anomalias.
Redes Não SegurasComunicações intercetáveis, protocolos fracos, encriptação insuficiente.Protocolos de comunicação seguros, encriptação robusta, VPN, monitorização constante da rede.Nenhuma ação direta, mas consciência dos riscos ligados às redes não seguras.
Skimming e ShimmingRoubo dos dados do cartão através de dispositivos instalados no ATM.Medidas anti-skimming hardware e software, deteção de anomalias, controlos periódicos dos ATMs.Observar atentamente o ATM, verificar a ranhura e o teclado, proteger a digitação do PIN.
Shoulder SurfingRoubo do PIN através de observação direta durante a digitação.Posicionamento estratégico dos ATMs, ecrãs de privacidade, design que obstrui a visão lateral.Escolher ATMs seguros, prestar atenção às pessoas circundantes, proteger sempre a digitação do PIN.
Ataques Físicos e AssaltosForçar o ATM, explosões, assaltos à mão armada para roubar dinheiro ou cartão.Segurança física avançada, alarmes, videovigilância, resposta rápida das forças de segurança.Escolher ATMs seguros, prestar atenção ao ambiente circundante, não reagir em caso de assalto, ligar para o 112 e cancelar o cartão.

Conclusões

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A segurança dos ATMs é um tema complexo e em contínua evolução, que requer uma abordagem multidisciplinar e um empenho constante por parte de todos os atores envolvidos: gestores das redes ATM, instituições financeiras, forças de segurança e, não menos importante, nós utilizadores.

Vimos como os pontos fracos dos ATMs são múltiplos e variados, indo desde as vulnerabilidades de software e hardware às fragilidades das redes de comunicação, até aos riscos ligados ao comportamento humano. Mas também evidenciámos como existem numerosas contramedidas e boas práticas capazes de reforçar a segurança dos ATMs e proteger os utilizadores das ameaças.

A tecnologia desempenha um papel fundamental na proteção dos ATMs, com atualizações de software, antivírus, encriptação, segurança física avançada e sistemas de monitorização cada vez mais sofisticados. Mas a tecnologia por si só não basta. É necessária uma vigilância constante, controlos periódicos, testes de penetração e uma resposta atempada aos incidentes para garantir um nível de segurança adequado.

E depois estamos nós utilizadores, o elo final da cadeia de segurança. O nosso comportamento, a nossa atenção e a nossa consciência podem fazer a diferença entre ser vítimas ou utilizadores protegidos. Escolher ATMs seguros, observar atentamente o ambiente circundante e a própria máquina, proteger sempre a digitação do PIN, não se distrair e verificar regularmente o extrato bancário são ações simples, mas poderosas para defender o nosso dinheiro e prevenir burlas e roubos.

Num mundo cada vez mais digitalizado e interligado, a segurança dos ATMs permanece uma prioridade absoluta. A colaboração entre todos os atores, a inovação tecnológica e a sensibilização dos utilizadores são os caminhos a percorrer para garantir um futuro mais seguro para o nosso dinheiro e para a nossa tranquilidade financeira. Lembremo-nos sempre que a segurança é uma viagem, não um destino, e requer um empenho constante e uma atenção contínua.

Perguntas frequentes

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Quais são os principais riscos ao utilizar um Multibanco?

Os principais riscos são o skimming e o shimming (roubo dos dados do cartão), o shoulder surfing (roubo do PIN), os ataques físicos e os assaltos.

Como posso proteger o meu cartão Multibanco dos skimmers?

Observe atentamente o ATM, verifique se existem anomalias, proteja o teclado enquanto digita o PIN e utilize ATMs internos se possível.

O que devo fazer se achar que fui vítima de skimming ou shoulder surfing?

Cancele imediatamente o cartão, contacte o seu banco e denuncie o ocorrido às autoridades competentes.

Os ATMs são realmente seguros?

Os ATMs são geralmente seguros, mas apresentam vulnerabilidades. A segurança depende tanto das medidas adotadas pelos gestores como do comportamento dos utilizadores.

O que fazem os bancos para proteger os ATMs?

Os bancos implementam várias medidas de segurança, incluindo atualizações de software, antivírus, encriptação, segurança física avançada e monitorização constante.

O que posso fazer como utilizador para aumentar a segurança quando levanto dinheiro no Multibanco?

Escolha ATMs seguros, observe atentamente o ATM, proteja o PIN, não se distraia e verifique regularmente o extrato bancário.

Existem ATMs mais seguros do que outros?

Sim, os ATMs internos nas agências bancárias são geralmente mais seguros do que os ATMs externos.

O que significa «shimming»?

O shimming é uma técnica de roubo de dados semelhante ao skimming, mas que visa os cartões com chip EMV, intercetando os dados do chip.

O que é o «shoulder surfing»?

O shoulder surfing é a técnica de roubar o PIN observando às escondidas o utilizador enquanto este o digita no teclado do ATM.

O que devo fazer em caso de assalto ao ATM?

Não reaja, não ofereça resistência, entregue o dinheiro e o cartão aos assaltantes, ligue para o 112 e cancele o cartão.

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