Em Resumo (TL;DR)
Estender a sua apólice de Responsabilidade Civil Profissional para cobrir também os danos causados por colaboradores e funcionários é um passo fundamental para proteger a sua atividade de imprevistos e pedidos de indemnização.
Esta garantia adicional protege-o contra pedidos de indemnização por danos causados a terceiros por erros, negligências ou infidelidade dos seus funcionários e colaboradores.
Descubra como se proteger de forma completa, incluindo na sua apólice também os possíveis erros cometidos pela sua equipa.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
É um profissional liberal ou o proprietário de um escritório e o seu negócio está a crescer? O aumento do trabalho traz frequentemente a necessidade de recorrer a colaboradores, funcionários ou estagiários. Este passo, embora entusiasmante, introduz um novo nível de responsabilidade. Um erro cometido por uma pessoa da sua equipa pode, de facto, recair diretamente sobre si, com consequências patrimoniais que podem ser graves. Felizmente, existe uma ferramenta concebida precisamente para gerir esta eventualidade: a extensão da cobertura de Responsabilidade Civil dos colaboradores na sua apólice de RC Profissional.
Compreender como funciona esta garantia é fundamental para trabalhar com serenidade e proteger o futuro da sua atividade. Não se trata apenas de uma formalidade burocrática, mas de uma escolha estratégica que reflete a consciência dos riscos associados ao mundo do trabalho moderno. Num contexto cada vez mais dinâmico e colaborativo, proteger-se por atos de outrem já não é uma opção, mas uma necessidade.

A Responsabilidade do Profissional: um Conceito a Esclarecer
No sistema jurídico italiano, vigora um princípio muito claro: o profissional é responsável pelos atos das pessoas de quem se serve. O artigo 1228 do Código Civil italiano estabelece que “o devedor que, no cumprimento da obrigação, se vale da obra de terceiros, responde também pelos factos dolosos ou culposos destes”. Isto significa que, perante um cliente ou um terceiro lesado, é você quem tem de responder pelos erros, omissões ou negligências cometidas pelos seus “auxiliares”.
Esta responsabilidade objetiva torna-o semelhante ao capitão de um navio: é responsável por toda a tripulação. Quer se trate de um funcionário a tempo inteiro, um estagiário inexperiente, um consultor externo ou um colaborador a recibos verdes, a lei considera-o o garante final da prestação do serviço. Ignorar este princípio pode expor o seu património pessoal a pedidos de indemnização avultados, pondo em risco tudo o que construiu.
Porque é que a sua RC Profissional pode não ser suficiente
Muitos profissionais acreditam que a sua apólice de Responsabilidade Civil Profissional padrão os protege automaticamente de qualquer eventualidade. Infelizmente, nem sempre é assim. Uma apólice base, de facto, é tipicamente contratada para cobrir exclusivamente os danos causados pessoalmente pelo titular da mesma. Consequentemente, um sinistro gerado pelo erro de um colaborador pode não estar abrangido pela cobertura, deixando-o desprotegido precisamente no momento em que mais precisa.
O erro de um colaborador não é uma eventualidade remota, mas um risco concreto. Uma apólice padrão pode não cobrir os danos causados por funcionários, estagiários ou consultores, expondo o profissional a graves consequências económicas.
Esta “lacuna” na cobertura representa um perigo significativo. Imagine um escritório de contabilidade onde um jovem estagiário comete um erro no preenchimento de uma declaração fiscal, causando uma pesada coima a um cliente. Se a apólice do titular não previr uma extensão específica, a companhia de seguros pode legitimamente recusar-se a pagar a indemnização. É por isso que é crucial analisar atentamente o seu contrato e considerar uma extensão adequada da garantia.
A Extensão para Colaboradores: Como Funciona
A extensão da RC Profissional aos colaboradores é uma cláusula adicional que amplia o objeto do seguro. Na prática, a apólice deixa de se limitar a cobrir apenas o “facto próprio” do profissional segurado, passando a incluir também o “facto de terceiros” de quem ele se serve. Este alinhamento entre a cobertura do seguro e a responsabilidade legal é a chave para uma proteção completa e uma verdadeira tranquilidade operacional.
O que Cobre a Extensão RC Colaboradores
Uma vez ativada, esta garantia protege o património do profissional ou do escritório contra pedidos de indemnização por danos patrimoniais, materiais ou corporais causados a terceiros (incluindo clientes) por culpa ou negligência dos colaboradores. A cobertura estende-se a toda a equipa: funcionários, estagiários, aprendizes e consultores, independentemente do tipo de contrato. Por exemplo, estão abrangidos por esta proteção os danos resultantes de um cálculo errado de um engenheiro júnior, da violação de privacidade por parte de um assistente ou da perda de documentos importantes por parte de um estagiário.
Quem é Considerado “Colaborador”
É fundamental verificar com precisão a definição de “colaborador” ou “prestador de trabalho” presente nas condições da apólice. Geralmente, o termo é amplo e inclui diversas figuras:
- Funcionários: Trabalhadores subordinados com contrato a termo certo ou sem termo.
- Estagiários e Aprendizes: Jovens profissionais em fase de formação.
- Colaboradores a Recibos Verdes: Freelancers que operam por conta e sob a direção do escritório.
- Sócios e Administradores: Nas sociedades de profissionais ou escritórios associados, a cobertura estende-se a todos os parceiros.
- Funcionários: Trabalhadores subordinados com contrato a termo certo ou sem termo.
- Estagiários e Aprendizes: Jovens profissionais em fase de formação.
- Colaboradores a Recibos Verdes: Freelancers que operam por conta e sob a direção do escritório.
- Sócios e Administradores: Nas sociedades de profissionais ou escritórios associados, a cobertura estende-se a todos os parceiros.
Verificar atentamente esta secção do contrato, talvez com a ajuda de um corretor experiente, evita surpresas desagradáveis em caso de sinistro.
- Funcionários: Trabalhadores subordinados com contrato a termo certo ou sem termo.
- Estagiários e Aprendizes: Jovens profissionais em fase de formação.
- Colaboradores a Recibos Verdes: Freelancers que operam por conta e sob a direção do escritório.
- Sócios e Administradores: Nas sociedades de profissionais ou escritórios associados, a cobertura estende-se a todos os parceiros.
Verificar atentamente esta secção do contrato, talvez com a ajuda de um corretor experiente, evita surpresas desagradáveis em caso de sinistro.
Tradição e Inovação no Mercado Segurador Italiano
O contexto italiano, impregnado de cultura mediterrânica, vive uma transição fascinante entre tradição e inovação, e o mundo do trabalho não é exceção. O modelo tradicional da “oficina”, onde o mestre artesão ou o profissional estabelecido transmitia o saber ao aprendiz, baseava-se numa relação de confiança e responsabilidade direta. Hoje, este esquema evolui. A inovação introduziu modelos de trabalho mais flexíveis, como o co-working, as colaborações remotas e as equipas de projeto fluidas, típicas da gig economy.
Esta transformação traz consigo novos desafios para a gestão do risco profissional. O mercado segurador, influenciado também pelas tendências europeias, está a responder com produtos cada vez mais modulares e personalizáveis. As apólices modernas são concebidas para se adaptarem a estas novas realidades, oferecendo extensões específicas para cobrir uma rede de colaboradores cada vez mais heterogénea e distribuída. O mercado italiano de RC geral, de facto, está em crescimento, um sinal de uma maior consciencialização dos riscos.
Escolher a Cobertura Certa: Guia Prático
Selecionar a extensão de cobertura adequada requer uma análise atenta das suas próprias necessidades. Não existe uma solução única para todos; a escolha depende da dimensão do escritório, do número de colaboradores, do tipo de atividade desempenhada e do nível de risco associado. Uma avaliação ponderada é o primeiro passo para construir uma proteção sólida e à medida.
Avaliar o Risco e o Capital Seguro
O primeiro passo consiste em mapear os riscos. Quantos colaboradores tem? Que nível de experiência possuem? Que tarefas desempenham? Um colaborador júnior que gere processos complexos representa um risco diferente de um assistente que se ocupa de tarefas administrativas. Com base nesta análise, é possível escolher um capital seguro adequado, ou seja, o montante máximo que a companhia indemnizará em caso de sinistro. Um capital seguro demasiado baixo pode revelar-se insuficiente, deixando uma parte do dano a seu cargo.
Ler Atentamente o Contrato
Antes de assinar, é essencial ler cada cláusula do contrato. Preste especial atenção a:
- Definições: Verifique quem é considerado “segurado” e “colaborador”.
- Objeto da cobertura: Verifique que atividades e que tipos de danos estão incluídos.
- Exclusões: Tome nota de todas as situações não cobertas pela apólice. Conhecer as cláusulas de exclusão é tão importante quanto conhecer as garantias.
- Retroatividade e Cobertura Póstuma: Assegure-se de que a cobertura se estende também a erros cometidos antes da subscrição, mas reclamados durante a vigência do contrato (retroatividade).
- Definições: Verifique quem é considerado “segurado” e “colaborador”.
- Objeto da cobertura: Verifique que atividades e que tipos de danos estão incluídos.
- Exclusões: Tome nota de todas as situações não cobertas pela apólice. Conhecer as cláusulas de exclusão é tão importante quanto conhecer as garantias.
- Retroatividade e Cobertura Póstuma: Assegure-se de que a cobertura se estende também a erros cometidos antes da subscrição, mas reclamados durante a vigência do contrato (retroatividade).
- Definições: Verifique quem é considerado “segurado” e “colaborador”.
- Objeto da cobertura: Verifique que atividades e que tipos de danos estão incluídos.
- Exclusões: Tome nota de todas as situações não cobertas pela apólice. Conhecer as cláusulas de exclusão é tão importante quanto conhecer as garantias.
- Retroatividade e Cobertura Póstuma: Assegure-se de que a cobertura se estende também a erros cometidos antes da subscrição, mas reclamados durante a vigência do contrato (retroatividade).
Casos Práticos: Quando a Extensão Faz a Diferença
Para compreender plenamente a importância desta cobertura, analisemos dois cenários concretos que ilustram como a extensão para colaboradores pode salvar uma atividade profissional de consequências desastrosas.
O Caso do Gabinete de Arquitetura
Imaginemos um gabinete de arquitetura que contrata um jovem recém-licenciado como colaborador. Durante o projeto de um edifício, o colaborador comete um erro de cálculo na avaliação das cargas estruturais. O erro só é descoberto com a construção já avançada, tornando necessárias dispendiosas obras de consolidação. O cliente processa o gabinete por um dano de centenas de milhares de euros. Graças à extensão da RC Profissional, que cobria explicitamente os danos causados por todos os colaboradores, a companhia de seguros geriu o pedido de indemnização, cobrindo tanto as despesas legais como a indemnização devida ao cliente.
O Erro no Escritório do Contabilista
Um conceituado escritório de contabilistas recorre a vários estagiários para a gestão da contabilidade corrente dos clientes. Um deles, por descuido, omite a apresentação de uma comunicação obrigatória para uma importante empresa cliente, que sofre uma coima fiscal de dezenas de milhares de euros. O cliente pede imediatamente a indemnização pelo dano ao escritório. A apólice de RC Profissional para contabilistas, graças à extensão para o “facto de funcionários e colaboradores”, cobriu integralmente a coima, evitando ao titular do escritório um desembolso que poderia ter comprometido a liquidez da atividade.
Conclusões

Num mundo do trabalho que valoriza cada vez mais a colaboração e a especialização, delegar tarefas e responsabilidades tornou-se um fator chave para o crescimento. No entanto, esta evolução traz consigo a obrigação legal e moral de responder pelos atos da própria equipa. A extensão da cobertura de Responsabilidade Civil Profissional aos colaboradores não é um custo supérfluo, mas um investimento estratégico para a segurança e a sustentabilidade do próprio negócio.
Ignorar este aspeto significa expor-se a riscos patrimoniais que podem anular anos de sacrifícios e sucessos. Proteger a sua atividade dos erros alheios é um ato de previdência que permite enfrentar o futuro com maior serenidade, concentrando-se naquilo que sabe fazer melhor: fazer crescer a sua profissão. Verificar a sua apólice e, se necessário, integrá-la com a extensão certa, é um passo fundamental para qualquer profissional que olha para o amanhã.
Perguntas frequentes

Não, a cobertura não é automática. A apólice de RC Profissional padrão protege o profissional individual por danos causados a terceiros. Para cobrir também os danos resultantes da atuação de funcionários ou colaboradores, é necessário solicitar uma extensão específica da apólice. Esta extensão, muitas vezes chamada ‘cobertura por facto de terceiros’ ou ‘por facto de colaboradores’, garante que o seguro responda também por erros cometidos por pessoas pelas quais o profissional é legalmente responsável.
A definição pode variar ligeiramente entre as diferentes companhias de seguros, mas geralmente inclui uma vasta gama de figuras que operam por conta e em nome do profissional ou do escritório. Normalmente, enquadram-se nesta categoria os funcionários, os estagiários, os aprendizes, os consultores e outros profissionais que colaboram de forma contínua, independentemente da forma contratual da sua relação. É fundamental verificar as condições específicas da sua apólice para garantir que todas as figuras profissionais envolvidas estão cobertas.
Na ausência de uma extensão específica, o profissional ou o empregador é considerado civilmente responsável pelos danos causados pelos seus funcionários ou colaboradores no desempenho das suas funções. Isto significa que, em caso de pedido de indemnização por parte de um cliente lesado, o titular do escritório terá de responder com o seu património pessoal para cobrir o dano, sem poder contar com o apoio do seu seguro de RC profissional.
Embora o seguro de RC Profissional seja obrigatório por lei para muitos profissionais inscritos em ordens (como arquitetos, advogados, contabilistas), a extensão aos colaboradores nem sempre é uma obrigação legal explícita, mas é fortemente recomendada pelas ordens profissionais e é considerada uma prática essencial para uma proteção completa. Para o empregador, existe a obrigação de proteger os trabalhadores através do seguro de acidentes de trabalho, mas este não cobre a responsabilidade civil perante terceiros por erros profissionais. Não estender a cobertura representa um risco financeiro e reputacional significativo.
O custo da extensão depende de vários fatores, semelhantes aos que determinam o prémio da apólice base. Os elementos que mais influenciam são o número de colaboradores a segurar, a sua função, o volume de negócios total do escritório, o capital seguro solicitado e as garantias acessórias escolhidas. Geralmente, incluir os colaboradores implica um aumento do prémio anual, mas este investimento é crucial para proteger o património empresarial e pessoal de riscos que podem derivar da atuação de toda a equipa.

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