Stop burlas telefónicas: como reconhecê-las e bloqueá-las

As burlas telefónicas e o smishing são uma ameaça constante. Aprenda a reconhecer os sinais de perigo e a bloquear imediatamente chamadas e SMS suspeitos com o nosso guia prático para proteger os seus dados.

Publicado em 04 de Jan de 2026
Atualizado em 04 de Jan de 2026
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Das chamadas enganosas aos falsos SMS, descubra como reconhecer e bloquear as burlas telefónicas para proteger a sua segurança e os seus dados.

Descubra as estratégias mais eficazes para identificar os sinais de perigo, bloquear os burlões e denunciar qualquer tentativa de fraude.

Saiba como agir concretamente, bloqueando os números suspeitos e denunciando as burlas às autoridades competentes.

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As burlas telefónicas representam uma ameaça cada vez mais sofisticada e generalizada na vida quotidiana. Com o avanço da tecnologia, os mal-intencionados refinam as suas técnicas, tornando difícil distinguir uma comunicação legítima de uma tentativa de fraude. Este fenómeno, que inclui chamadas de voz enganosas (vishing) e mensagens fraudulentas (smishing), atinge indistintamente pessoas de todas as idades e estratos sociais, explorando a confiança e a distração para subtrair dados pessoais e dinheiro. Em Itália, país com uma altíssima difusão de smartphones, o risco é particularmente elevado. No primeiro trimestre de 2025, as somas subtraídas através de fraudes online atingiram a cifra de 81,6 milhões de euros, um dado que evidencia a crescente capacidade ofensiva dos criminosos. Reconhecer as armadilhas e adotar as contramedidas certas tornou-se essencial para proteger as próprias poupanças e a identidade digital.

A evolução das burlas está estritamente ligada à inovação tecnológica, mas também a dinâmicas culturais. Na cultura mediterrânica, muitas vezes baseada num forte sentido de comunidade e confiança interpessoal, os burlões encontram terreno fértil. Valem-se de uma abordagem aparentemente amigável ou, pelo contrário, de uma urgência que gera pânico, empurrando as vítimas a agir por impulso. Compreender as diferentes tipologias de logro, das mais tradicionais às mais inovadoras que exploram a inteligência artificial, é o primeiro passo para construir uma defesa sólida. Este artigo oferece um guia completo para identificar as tentativas de burla, bloqueá-las eficazmente e denunciá-las às autoridades competentes, unindo a sabedoria da prudência tradicional com as ferramentas oferecidas pela tecnologia moderna.

Smartphone na mão a mostrar uma notificação de aviso de segurança para uma tentativa de phishing.
As burlas telefónicas e o smishing estão a aumentar. Aprenda a identificar os sinais de perigo para proteger as suas informações pessoais e financeiras.

Vishing e Smishing: as duas faces da mesma moeda

O panorama das fraudes telefónicas é dominado por duas técnicas principais: o vishing e o smishing. Embora utilizem canais diferentes, o objetivo é idêntico: enganar a vítima para obter informações sensíveis. O vishing, ou voice phishing, atua através de telefonemas. Os burlões fazem-se passar por operadores bancários, representantes de entidades governamentais ou até forças de segurança, criando um sentido de urgência ou de perigo iminente. Por exemplo, podem sinalizar um acesso anómalo à conta bancária ou um problema com o cartão de crédito, induzindo a pessoa a comunicar códigos e palavras-passe para uma suposta “colocação em segurança”. A confiança que se tende a depositar na voz humana torna esta técnica particularmente eficaz.

O smishing, uma fusão dos termos “SMS” e “phishing”, utiliza, por sua vez, mensagens de texto, mas também chats em plataformas como o WhatsApp. Estas mensagens imitam as comunicações de transportadoras, instituições de crédito ou correios, contendo frequentemente links para sites fraudulentos. Ao clicar no link, o utilizador é direcionado para uma página que reproduz fielmente a original, onde é convidado a inserir as suas credenciais. Outra variante prevê o convite para descarregar uma app que, na realidade, é um malware capaz de espiar o smartphone e subtrair dados. Ambas as técnicas exploram a manipulação psicológica para superar as defesas da vítima.

As técnicas mais difundidas e como não cair na armadilha

Os criminosos informáticos utilizam um arsenal de táticas em contínua evolução para tornar as suas burlas mais credíveis. Uma das mais insidiosas é o spoofing do Caller ID, que permite falsificar o número de telefone visualizado no ecrã da vítima. Pode assim aparecer o número do próprio banco ou de uma esquadra de polícia, levando a baixar a guarda. A Autoridade para as Garantias nas Comunicações (AGCOM) aprovou novas medidas que obrigam os operadores a bloquear estas chamadas, com prazos previstos no decorrer de 2025 para a adequação.

Outra burla comum é a do toque sem resposta, conhecida como wangiri ou ping call. Recebe-se uma chamada brevíssima de um número desconhecido, frequentemente internacional (com prefixos como +216 para a Tunísia ou +44 para o Reino Unido), que leva a devolver a chamada por curiosidade. A chamada de retorno é, no entanto, cobrada a tarifas muito elevadas, esgotando o saldo telefónico. A regra de ouro é nunca devolver a chamada a números desconhecidos, especialmente se tiverem prefixo estrangeiro, e procurá-los primeiro online para verificar se já foram sinalizados.

Por fim, é preciso prestar atenção à burla do “sim”. O burlão faz uma pergunta simples, como “Está a ouvir-me?”, para gravar a resposta afirmativa da vítima. Esta gravação de voz é depois montada propositadamente para fazer parecer que se deu o consentimento à ativação de um contrato ou de um serviço pago. Para se defender, é bom evitar pronunciar a palavra “sim” e, em caso de dúvida, desligar imediatamente.

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Ferramentas e estratégias para uma defesa eficaz

Stop burlas telefónicas: como reconhecê-las e bloqueá-las - Infografia de resumo
Infografia de resumo do artigo «Stop burlas telefónicas: como reconhecê-las e bloqueá-las»

A primeira linha de defesa contra as burlas telefónicas é a consciencialização. É fundamental lembrar que nenhum banco, entidade pública ou força de segurança pedirá jamais para fornecer dados sensíveis como palavras-passe, PIN ou códigos de segurança via telefone ou SMS. Em caso de comunicações suspeitas que sinalizem problemas urgentes, a melhor estratégia é interromper a conversa ou ignorar a mensagem e contactar diretamente a instituição interessada através dos canais oficiais presentes no seu site. A prudência é uma aliada preciosa: é sempre melhor uma verificação extra do que um arrependimento.

A nível tecnológico, existem várias ferramentas para se proteger. Muitos smartphones modernos, tanto Android como iPhone, integram funções para identificar e bloquear chamadas de spam. É possível ativar filtros que silenciam os números desconhecidos ou sinalizam as chamadas potencialmente fraudulentas. Além disso, podem-se instalar apps de terceiros especializadas em reconhecer e bloquear chamadas indesejadas, que se baseiam em bases de dados de números sinalizados pela comunidade de utilizadores. Manter o sistema operativo e as apps sempre atualizados é outro passo crucial para garantir a segurança do dispositivo.

Para combater o telemarketing agressivo, em Itália está disponível o Registo Público de Oposições (RPO), um serviço gratuito gerido pelo Ministério das Empresas e do Made in Italy. Ao inscrever o próprio número de telefone fixo ou móvel, revogam-se todos os consentimentos anteriormente fornecidos para fins de marketing. A inscrição, que pode ser feita online, via telefone ou email, torna-se eficaz no prazo de 15 dias. Embora o RPO seja uma ferramenta poderosa para reduzir as chamadas comerciais, não bloqueia as burlas ilegais, para as quais a denúncia às autoridades continua a ser a única via. Se é vítima de chamadas insistentes, considere inscrever-se no Registo de Oposições para fazer valer os seus direitos.

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O que fazer se caiu na armadilha

Utilizador visualiza uma chamada suspeita ou uma mensagem de smishing no smartphone
Reconhecer as armadilhas do vishing é essencial para proteger as suas poupanças contra fraudes.

Perceber que se foi burlado pode gerar pânico e confusão, mas é fundamental agir com rapidez e lucidez para limitar os danos. A primeira ação a realizar é bloquear imediatamente os instrumentos financeiros envolvidos. Contacte logo o seu banco ou a entidade emissora do cartão de crédito para bloquear contas, cartões e qualquer operação suspeita. Frequentemente, esta operação pode ser feita através da app de mobile banking ou ligando para o número verde dedicado, ativo 24 horas por dia. Altere também todas as palavras-passe das contas comprometidas, a começar pela do home banking.

O passo seguinte, não menos importante, é recolher todas as provas e apresentar queixa. Guarde os SMS recebidos, anote o número de telefone do burlão e qualquer outro detalhe útil (data, hora, conteúdo da conversa). Dirija-se ao posto mais próximo dos Carabinieri, da Polícia de Estado ou, de modo mais específico para este tipo de crimes, a um escritório da Polícia Postal e das Comunicações. A denúncia é um ato fundamental não só para tentar recuperar as somas subtraídas, mas também para permitir às forças de segurança investigar e combater o fenómeno, protegendo outras potenciais vítimas. Pode também efetuar uma primeira sinalização online através do portal da esquadra online.

Por fim, é importante monitorizar atentamente as próprias contas e cartões nos dias e semanas seguintes à burla. Verifique o extrato bancário para confirmar a presença de débitos não autorizados. Por vezes, os burlões efetuam pequenas transações de teste antes de tentar o golpe maior. Se sofreu um débito ilícito, poderá ter direito a um reembolso. Em alguns casos, como nas transferências imediatas, a recuperação dos fundos é mais complexa, mas as normativas europeias oferecem proteção aos consumidores. Se o banco não colaborar, pode recorrer a uma associação de consumidores ou a um advogado especializado. Enfrentar uma burla é stressante, mas lembre-se que existem ferramentas e procedimentos para se defender, como bloquear débitos não autorizados no Postepay.

O papel das instituições e as perspetivas futuras

A luta contra as burlas telefónicas e o telemarketing selvagem é uma prioridade para as instituições italianas e europeias. A AGCOM está na linha da frente para introduzir normativas mais rigorosas. Recentemente, aprovou uma deliberação que impõe aos operadores telefónicos a implementação de filtros para bloquear o spoofing, ou seja, as chamadas provenientes do estrangeiro que utilizam um número italiano falso. Esta medida, que entrará plenamente em vigor em duas fases no decorrer de 2025, visa bloquear na fonte uma das técnicas mais enganosas e difundidas, com sanções até um milhão de euros para os operadores incumpridores.

Também a nível europeu, a atenção à proteção de dados e à segurança dos cidadãos é elevada. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) introduziu padrões rigorosos sobre a gestão das informações pessoais, reforçando os direitos à privacidade dos utilizadores e prevendo sanções severas para as violações. Este quadro normativo é um pilar na luta contra o abuso dos dados pessoais, que são a matéria-prima de muitas fraudes digitais. A colaboração entre as autoridades dos vários Estados-Membros é crucial para perseguir crimes que, pela sua natureza, não conhecem fronteiras.

O futuro da luta contra as burlas jogar-se-á cada vez mais no campo da inovação tecnológica. Por um lado, os criminosos exploram a inteligência artificial para criar burlas ainda mais sofisticadas, como a clonagem de voz para simular pedidos de ajuda por parte de familiares. Por outro, a tecnologia oferece ferramentas de defesa cada vez mais potentes, como algoritmos capazes de reconhecer em tempo real comportamentos anómalos e bloquear as chamadas suspeitas. O desafio para utilizadores e instituições será o de permanecer um passo à frente, combinando a educação para a segurança digital com a adoção de soluções tecnológicas avançadas. Se está interessado em como a tecnologia o pode proteger, poderá achar útil o nosso guia para um uso seguro do WhatsApp Web.

Conclusões

disegno di un ragazzo seduto a gambe incrociate con un laptop sulle gambe che trae le conclusioni di tutto quello che si è scritto finora

A batalha contra as burlas telefónicas e o smishing é uma realidade complexa, que entrelaça inovação tecnológica, psicologia e dinâmicas culturais. Num contexto como o italiano, onde a tradição da confiança colide com a modernidade das ameaças digitais, a defesa mais eficaz nasce da combinação de prudência e conhecimento. Compreender as técnicas dos burlões, do vishing ao spoofing, é o primeiro e indispensável passo para não cair vítima dos seus logros. A adoção de boas práticas, como nunca partilhar dados sensíveis e verificar sempre a identidade do interlocutor, constitui uma barreira fundamental.

As ferramentas à nossa disposição são múltiplas e estão em contínua evolução. Desde as funcionalidades integradas nos smartphones ao Registo Público de Oposições, até às novas normativas impostas pela AGCOM, as defesas estão a reforçar-se. No entanto, nenhuma tecnologia pode substituir completamente o pensamento crítico e a consciencialização do utilizador. É essencial manter-se informado, desconfiar dos pedidos urgentes e, em caso de dúvida, interromper qualquer comunicação e procurar confirmações através de canais seguros. Se cair na armadilha, agir com prontidão, bloqueando os instrumentos financeiros e denunciando às autoridades, pode fazer a diferença. A segurança digital é uma responsabilidade partilhada: ao protegermo-nos a nós mesmos, contribuímos para criar um ambiente online mais seguro para todos.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
Como posso perceber se um SMS que recebi é uma burla?

Preste atenção a sinais de alerta como um sentido de urgência, pedidos de dados pessoais ou bancários, erros gramaticais e links abreviados ou suspeitos. Lembre-se que as instituições bancárias e entidades oficiais nunca pedem informações sensíveis como palavras-passe ou PIN via SMS. Desconfie sempre de mensagens relativas a encomendas que não espera ou prémios de concursos em que não participou.

O que devo fazer se receber um telefonema que me pareça suspeito?

Mantenha a calma e nunca forneça dados pessoais, financeiros ou credenciais de acesso. Seja cético em relação a ofertas demasiado vantajosas ou tons ameaçadores. Se quem liga afirma ser do seu banco ou de um serviço público, desligue e contacte diretamente a entidade usando os números oficiais que encontra no site deles para verificar a comunicação. Não devolva a chamada a números desconhecidos.

Cliquei por engano num link recebido via SMS. E agora?

Se suspeita ter clicado num link de smishing, a primeira coisa a fazer é colocar o telemóvel em modo de voo para interromper qualquer ligação. De seguida, execute uma verificação antivírus completa no dispositivo. Proceda imediatamente à alteração das palavras-passe das suas contas mais importantes, como email, home banking e redes sociais. Verifique os movimentos da sua conta bancária e, em caso de dúvidas, contacte imediatamente o seu banco.

É possível bloquear as chamadas e os SMS de burla?

Sim, pode bloquear os números individuais diretamente no registo de chamadas ou na app de mensagens do seu smartphone. Existem também apps especializadas que ajudam a identificar e bloquear automaticamente as comunicações de spam. Em Itália é ainda possível inscrever-se no Registo Público de Oposições para reduzir as chamadas de telemarketing, embora seja menos eficaz contra as burlas ilegais.

A quem devo denunciar uma tentativa de burla telefónica ou smishing?

É fundamental denunciar sempre estas tentativas à Polícia Postal e das Comunicações, o órgão competente para os crimes informáticos. Pode efetuar uma sinalização online através do portal da esquadra online ou dirigir-se a um posto de polícia. É também útil reportar o sucedido ao seu operador telefónico e à instituição que os burlões tentaram imitar.

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