Chargeback: como reaver o dinheiro em caso de fraude ou serviço deficiente

Foi vítima de uma fraude ou de um serviço deficiente? Descubra o que é o chargeback e como funciona a contestação de débitos para recuperar o seu dinheiro em caso de fraude.

Publicado em 24 de Nov de 2025
Atualizado em 24 de Nov de 2025
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

O chargeback é um importante procedimento de proteção que permite aos consumidores contestar um débito e obter o reembolso de uma despesa efetuada com cartão em caso de fraude, serviço deficiente ou produto não conforme.

Vejamos em conjunto quais são os passos a seguir junto do seu banco ou da entidade emissora do cartão para obter o reembolso.

Iremos aprofundar o procedimento a seguir e os casos em que é possível solicitar a anulação do débito.

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Na era das compras digitais, a segurança das transações tornou-se uma prioridade para os consumidores. Quer se trate de um produto que nunca chegou, de um serviço dececionante ou, nos piores casos, de uma verdadeira fraude, existe uma ferramenta fundamental de proteção: o chargeback. Este mecanismo, literalmente uma “reversão de débito”, permite contestar uma transação efetuada com um cartão de pagamento e, se o pedido for fundamentado, obter o reembolso dos montantes gastos. Trata-se de um procedimento gerido diretamente pelas redes de pagamento como Visa, Mastercard e American Express, em colaboração com os bancos e as instituições que emitem os cartões.

O chargeback é uma garantia concebida para proteger quem compra, especialmente online, de débitos não autorizados ou de problemas relacionados com serviços deficientes. Com o crescimento exponencial do e-commerce, esta ferramenta tornou-se essencial para resolver litígios entre clientes e comerciantes de forma rápida e eficaz, sem necessidade de recorrer a vias legais. Compreender como e quando o solicitar é o primeiro passo para fazer compras online com maior tranquilidade e conhecimento, transformando a tradição mediterrânica da confiança no comércio numa prática segura também no mundo digital.

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O que é o chargeback e como se diferencia do reembolso

Muitas vezes confundidos, chargeback e reembolso são dois procedimentos distintos. O reembolso é um acordo direto entre o cliente e o vendedor: se não estiver satisfeito com a sua compra, contacta o comerciante e, se as políticas dele o permitirem, ele devolve-lhe o dinheiro. O chargeback, por outro lado, entra em ação quando o diálogo com o vendedor não é possível ou não leva a uma solução. Neste caso, a contestação é apresentada diretamente ao seu banco ou à entidade emissora do cartão. Será a instituição financeira a atuar como intermediária, iniciando uma investigação para verificar a legitimidade do pedido.

A diferença substancial reside em quem inicia e gere o processo. Enquanto o reembolso é um ato voluntário do comerciante, o chargeback é um procedimento de proteção ativado pelo consumidor através da sua instituição de crédito. Este mecanismo transfere o ónus da prova para o comerciante, que terá de demonstrar a correção da transação para evitar a anulação do montante. Embora mais longo e complexo do que um simples reembolso, o chargeback representa uma poderosa rede de segurança para o consumidor.

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Quando é possível solicitar o chargeback

Chargeback: como reaver o dinheiro em caso de fraude ou serviço deficiente - Infográfico resumo
Infográfico resumo do artigo "Chargeback: como reaver o dinheiro em caso de fraude ou serviço deficiente"

As situações que justificam um pedido de chargeback são diversas e visam cobrir os principais problemas que podem surgir durante uma compra. A casuística mais comum diz respeito a fraudes, como a clonagem do cartão ou o uso não autorizado por parte de terceiros. Se notar no seu extrato de conta um débito que não reconhece, tem o direito de o contestar. Isto também se aplica a erros técnicos, como um débito duplicado ou de valor incorreto.

Outra área de aplicação fundamental diz respeito a serviços deficientes por parte do vendedor. Pode iniciar o procedimento se:

  • A mercadoria comprada nunca foi entregue.
  • O produto recebido está com defeito, danificado ou não corresponde à descrição.
  • Um serviço pago não foi prestado conforme o acordado.
É importante sublinhar que, antes de iniciar um chargeback por serviço deficiente, é boa prática tentar resolver o problema diretamente com o comerciante. O procedimento de chargeback deve ser considerado como uma tábua de salvação quando as outras vias não surtiram efeito.
  • A mercadoria comprada nunca foi entregue.
  • O produto recebido está com defeito, danificado ou não corresponde à descrição.
  • Um serviço pago não foi prestado conforme o acordado.

É importante sublinhar que, antes de iniciar um chargeback por serviço deficiente, é boa prática tentar resolver o problema diretamente com o comerciante. O procedimento de chargeback deve ser considerado como uma tábua de salvação quando as outras vias não surtiram efeito.

  • A mercadoria comprada nunca foi entregue.
  • O produto recebido está com defeito, danificado ou não corresponde à descrição.
  • Um serviço pago não foi prestado conforme o acordado.

É importante sublinhar que, antes de iniciar um chargeback por serviço deficiente, é boa prática tentar resolver o problema diretamente com o comerciante. O procedimento de chargeback deve ser considerado como uma tábua de salvação quando as outras vias não surtiram efeito.

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O procedimento de chargeback passo a passo

Iniciar um pedido de chargeback requer seguir um procedimento preciso, que começa assim que a anomalia é detetada. O primeiro passo é contactar sem demora o seu banco ou a instituição que emitiu o cartão. A rapidez é crucial: a legislação europeia, transposta em Itália, prevê um prazo máximo de 13 meses a partir da data do débito para contestar uma operação não autorizada, mas é sempre melhor agir o mais rapidamente possível. Para contestações relacionadas com mercadorias não conformes, os prazos podem ser mais curtos, geralmente em torno de 120 dias.

Posteriormente, terá de formalizar o pedido preenchendo um formulário específico fornecido pelo banco, anexando toda a documentação útil para apoiar a sua contestação. Isto pode incluir cópias de e-mails trocados com o vendedor, fotografias do produto defeituoso, recibos de pagamento e, em caso de fraude, a queixa apresentada às autoridades competentes. Uma vez enviado o pedido, o banco inicia uma investigação que envolve também a instituição de crédito do comerciante. Os prazos de resolução podem variar de 30 a 90 dias, durante os quais o comerciante tem a possibilidade de apresentar provas em sua defesa.

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O contexto normativo europeu e italiano

A proteção dos consumidores nos pagamentos digitais é um pilar da legislação europeia, em particular com a Diretiva de Serviços de Pagamento (PSD2). Esta diretiva reforçou a segurança das transações, introduzindo requisitos como a Strong Customer Authentication (SCA) e definindo claramente as responsabilidades dos intermediários financeiros em caso de fraude. De acordo com a legislação, em caso de operação não autorizada, o banco é obrigado a reembolsar imediatamente o montante ao cliente, a menos que possa provar negligência grave ou comportamento fraudulento por parte do titular do cartão.

Em Itália, o Decreto Legislativo n.º 11/2010 transpõe estas proteções, regulando o procedimento de contestação de débitos. É fundamental saber que, enquanto o chargeback é um procedimento consolidado para cartões de crédito, para cartões de débito (como o Multibanco), a sua aplicação pode não ser sempre garantida no contexto italiano, ao contrário de outros países da UE. Em caso de litígios não resolvidos com o seu banco, os consumidores podem recorrer ao Arbitro Bancario Finanziario (ABF), um sistema de resolução extrajudicial de litígios que oferece uma solução rápida e de baixo custo.

Inovação e tradição na gestão de litígios

O aumento das fraudes online, que segundo estatísticas recentes estão em constante crescimento, torna o conhecimento de ferramentas como o chargeback mais importante do que nunca. Em 2024, estima-se que milhões de italianos tenham sido vítimas de burlas, com danos económicos consideráveis. Este cenário evidencia a necessidade de uma abordagem que combine inovação tecnológica e consciencialização. Os bancos e as redes de pagamento investem continuamente em sistemas de segurança avançados, mas a primeira linha de defesa continua a ser um consumidor informado e atento.

A cultura mediterrânica, historicamente baseada no aperto de mão e na confiança interpessoal, colide e integra-se com a natureza impessoal do comércio eletrónico. O chargeback atua como uma ponte entre estes dois mundos: uma espécie de “aperto de mão digital” garantido por uma entidade terceira, que restaura o equilíbrio quando a confiança falha. Saber utilizar esta ferramenta significa abraçar a inovação dos pagamentos online seguros sem renunciar à tranquilidade de uma transação protegida, unindo a prudência da tradição com as oportunidades do futuro.

Conclusões

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O chargeback confirma-se como uma ferramenta de proteção imprescindível para quem utiliza cartões de pagamento, especialmente no âmbito das compras online. Oferece uma resposta concreta e eficaz em situações desagradáveis como fraudes, transações não autorizadas ou serviços deficientes graves por parte dos vendedores. Conhecer os seus direitos e os procedimentos corretos para iniciar uma contestação é o primeiro passo para fazer compras de forma mais segura e consciente. A legislação europeia, com a PSD2, traçou um caminho claro para reforçar a proteção dos consumidores, responsabilizando as instituições financeiras e promovendo a transparência. Lembre-se de agir sempre com rapidez, guardar toda a documentação relativa às suas compras e não hesitar em contactar o seu banco perante qualquer anomalia. Num mercado digital em contínua evolução, ser um consumidor informado é a melhor garantia para o seu dinheiro.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
Quanto tempo tenho para pedir um chargeback?

Os prazos para solicitar um chargeback não são fixos, mas variam dependendo da rede do cartão (ex. Visa, Mastercard) e das condições contratuais do seu banco. Geralmente, o período útil vai de 60 a 120 dias a partir da data da transação ou da data prevista de entrega do bem. É fundamental agir com rapidez e verificar os prazos específicos previstos pela sua instituição de crédito.

O chargeback é um procedimento gratuito?

Para o consumidor que inicia o pedido, o procedimento de chargeback é geralmente gratuito. No entanto, para o comerciante (o vendedor), um chargeback acarreta custos. Além da perda da receita, o banco cobra ao vendedor comissões pela gestão do processo. Um número elevado de chargebacks pode representar um custo significativo para as empresas.

O que acontece se o vendedor se opuser ao chargeback?

Se o vendedor se opuser ao pedido de chargeback, deve fornecer ao seu banco provas que demonstrem a legitimidade do débito (por exemplo, comprovativo de envio, confirmação da prestação do serviço). Nesta fase, o banco do cliente avalia as provas fornecidas por ambas as partes. Se as provas do vendedor forem convincentes, o chargeback pode ser cancelado. Caso contrário, a anulação é confirmada e o reembolso ao cliente torna-se definitivo.

Posso pedir um chargeback para um pagamento feito com PayPal?

O procedimento é ligeiramente diferente. Se usou o PayPal, a primeira coisa a fazer é abrir uma disputa no ‘Centro de Resoluções’ do PayPal. Se não encontrar uma solução com o vendedor, pode converter a disputa em reclamação. Em paralelo, se o pagamento no PayPal foi efetuado através de um cartão de crédito associado, pode iniciar um procedimento de chargeback diretamente com a empresa emissora do cartão. Neste caso, o PayPal não decide o resultado, mas fornece as informações sobre a transação à entidade emissora do cartão, que tomará a decisão final.

O banco pode recusar o meu pedido de chargeback?

Sim, o banco pode recusar um pedido de chargeback. Isso pode acontecer se o pedido for apresentado fora dos prazos máximos, se não se enquadrar nos casos previstos (ex. simples arrependimento), ou se a documentação fornecida pelo cliente for insuficiente ou não convincente. É essencial demonstrar que tentou primeiro resolver o problema diretamente com o vendedor e fornecer ao banco todas as provas necessárias para apoiar o seu pedido.

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