Em Resumo (TL;DR)
Abrir uma conta à ordem a custo zero é uma das primeiras necessidades para um estudante estrangeiro em Itália: descubra as melhores opções para gerir as suas finanças, receber bolsas de estudo e poupar em comissões.
Descubra como encontrar as melhores opções sem custos de manutenção, gerir o crédito das bolsas de estudo e poupar em comissões bancárias durante a sua estadia em Itália.
Neste guia, analisamos como creditar bolsas de estudo e quais são as contas mais vantajosas para poupar em comissões.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
Chegar a Itália para um período de estudos é uma experiência entusiasmante, uma imersão numa cultura rica em história, arte e tradições. No entanto, para viver ao máximo esta aventura, é fundamental gerir com eficiência os aspetos práticos, a começar pelo financeiro. Abrir uma conta à ordem local torna-se quase de imediato uma necessidade imprescindível para receber uma bolsa de estudo, pagar a renda, as faturas ou simplesmente para as despesas do dia a dia. Felizmente, o mercado bancário italiano, num interessante equilíbrio entre tradição e inovação, oferece inúmeras opções a custo zero, pensadas especificamente para jovens e estudantes internacionais.
A escolha de uma conta à ordem para um estudante estrangeiro não é apenas uma questão de conveniência, mas de verdadeira integração. Ter um IBAN italiano simplifica inúmeros procedimentos e permite evitar as comissões, muitas vezes elevadas, aplicadas pelos bancos do país de origem para operações no estrangeiro. Este guia explora as melhores soluções disponíveis, analisando as ofertas dos bancos tradicionais e das novas realidades digitais, para o ajudar a encontrar a ferramenta mais adequada para gerir as suas finanças durante a sua estadia no “Bel Paese”.

Porquê Abrir uma Conta à Ordem em Itália como Estudante Estrangeiro?
A decisão de abrir uma conta à ordem em Itália durante um período de estudos no estrangeiro é uma escolha estratégica com vantagens concretas. Em primeiro lugar, facilita enormemente a gestão das receitas, como o crédito de uma bolsa de estudo Erasmus ou de outros subsídios, que muitas vezes exigem um IBAN italiano. Além disso, torna-se indispensável para as despesas recorrentes: o pagamento da renda ao senhorio, das faturas de serviços como eletricidade e gás, ou do passe dos transportes públicos torna-se mais simples e quase sempre sem comissões através de débito direto ou transferência a partir de uma conta local.
Utilizar uma conta italiana também permite uma poupança considerável. As operações efetuadas com cartões de débito ou crédito do país de origem podem implicar custos de câmbio e comissões por cada transação ou levantamento. Ter uma conta local elimina ou reduz drasticamente estas despesas. Por fim, possuir uma conta à ordem é um passo importante para a integração no tecido económico e social do país, sendo também necessário caso se pretenda ter um trabalho a tempo parcial durante os estudos.
Os Documentos Necessários: O Que é Preciso para Começar

A abertura de uma conta à ordem em Itália requer uma série de documentos que podem variar ligeiramente dependendo do banco e da nacionalidade do estudante (comunitária ou extracomunitária). No entanto, existem alguns requisitos fundamentais. Para começar, são sempre necessários um documento de identificação válido, como o passaporte ou o cartão de cidadão para cidadãos da UE, e o código fiscal (codice fiscale). Este último é um código alfanumérico indispensável para qualquer operação de relevância económica em Itália e pode ser solicitado gratuitamente em qualquer repartição da Agenzia delle Entrate (Autoridade Tributária e Aduaneira italiana).
De acordo com as normativas europeias, qualquer pessoa que resida legalmente num país da UE tem o direito de abrir uma conta bancária de base, e os bancos não podem recusar o pedido apenas porque a pessoa não reside no país onde a instituição está sediada.
Além destes, os bancos geralmente solicitam um comprovativo de matrícula na instituição académica e, para estudantes extracomunitários que permaneçam por mais de 90 dias, o recibo do pedido ou a autorização de residência (permesso di soggiorno). Também pode ser solicitado um comprovativo de morada em Itália, como o contrato de arrendamento. Para um guia mais detalhado sobre os documentos, pode consultar o artigo dedicado a como abrir uma conta para estrangeiros em Itália com o guia completo dos documentos.
Conta à Ordem a Custo Zero: As Melhores Opções para Estudantes
O panorama bancário italiano oferece uma vasta escolha de contas à ordem a custo zero, ideais para as necessidades dos estudantes. As opções dividem-se principalmente entre as instituições bancárias tradicionais, com uma sólida rede de balcões físicos, e os bancos online ou fintech, que apostam tudo na agilidade digital e em custos reduzidos. A escolha depende das preferências pessoais: há quem prefira o contacto humano e a segurança de um balcão físico e quem, pelo contrário, prefira a comodidade de gerir tudo através de uma app, 24 horas por dia.
Os Bancos Tradicionais: Estabilidade e Presença no Território
Os grandes bancos italianos oferecem frequentemente produtos específicos para jovens e estudantes, com condições muito vantajosas. Instituições como o Intesa Sanpaolo e o UniCredit propõem contas sem custos de manutenção para menores de 30 ou 35 anos. Por exemplo, a conta XME Conto do Intesa Sanpaolo é gratuita para quem tem menos de 35 anos e, muitas vezes, inclui também o imposto de selo e o cartão de débito sem custos. A principal vantagem destes bancos é a sua presença capilar no território, com balcões e caixas multibanco (ATM) por todo o lado, o que permite depositar dinheiro e receber assistência presencial. No entanto, é preciso ter atenção a eventuais custos de operações não incluídas no pacote base.
Os Bancos Online e as Fintech: Inovação e Flexibilidade
Para os estudantes que apreciam a tecnologia e a flexibilidade, os bancos online e as fintech representam a solução ideal. Nomes como N26, Revolut e Hype tornaram-se muito populares. Estes operadores oferecem contas com IBAN italiano que se abrem em poucos minutos diretamente a partir do smartphone, sem papelada. Os seus pontos fortes são a ausência de custos de manutenção nos planos standard, os levantamentos gratuitos (dentro de certos limites) e as apps intuitivas com funcionalidades avançadas, como a gestão de múltiplas moedas, ideal para quem viaja. Por exemplo, o Revolut oferece contas multimoeda e o N26 uma experiência bancária 100% móvel. A desvantagem é a ausência de balcões físicos, com um apoio ao cliente gerido quase exclusivamente por chat ou telefone.
Para Além do Custo Zero: A Que Ter Atenção
Uma conta definida como “a custo zero” nem sempre é completamente gratuita. É fundamental ler atentamente a ficha de informação normalizada antes de assinar o contrato para evitar surpresas. Muitas vezes, a isenção de custos de manutenção refere-se apenas à gestão da conta, mas podem existir custos ocultos. Entre as despesas mais comuns a que se deve prestar atenção estão as comissões sobre levantamentos de dinheiro em caixas multibanco de outros bancos, os custos das transferências instantâneas ou internacionais (extra-SEPA). Outra despesa a considerar é o imposto de selo (imposta di bollo), um imposto estatal de 34,20 euros por ano que se aplica a contas com um saldo médio superior a 5.000 euros. No entanto, muitas contas para jovens assumem o custo deste imposto, tornando-o gratuito para o cliente.
É uma boa prática verificar sempre as condições aplicadas para levantamentos, transferências e operações em moeda estrangeira. A isenção de custos de manutenção é um ótimo ponto de partida, mas a verdadeira conveniência de uma conta mede-se pelo uso que se lhe dá no dia a dia.
Por fim, é preciso considerar os custos relacionados com o câmbio de moeda. Embora as fintech como o Revolut e o N26 ofereçam condições muito vantajosas, os bancos tradicionais também têm opções para quem se desloca na Europa. O importante é comparar as diferentes soluções, como a diferença entre uma transferência instantânea e uma transferência SEPA, para escolher a mais adequada às suas necessidades.
Gerir as Finanças entre Tradição e Inovação Digital
Viver em Itália como estudante internacional significa mergulhar num contexto onde tradição e inovação coexistem. Este dualismo reflete-se também na forma de gerir o dinheiro. Por um lado, Itália é um país onde o uso de dinheiro físico ainda está enraizado, especialmente nas pequenas lojas de bairro, nos mercados locais ou para um café. Por outro lado, a adoção de pagamentos digitais está em rápido crescimento, com apps e cartões contactless a tornarem-se cada vez mais comuns no dia a dia.
Imaginemos o dia de um estudante Erasmus: de manhã, pode pagar o café e o croissant com algumas moedas, ao almoço usar o seu cartão de débito para as compras no supermercado e à noite dividir a conta da pizza com os amigos através de uma app de pagamento instantâneo. Uma conta moderna para estudantes, seja ela oferecida por um banco tradicional ou por uma fintech, responde perfeitamente a esta dupla necessidade. Oferece um cartão de débito para levantar dinheiro quando necessário e, ao mesmo tempo, uma app móvel para pagar faturas, enviar dinheiro e monitorizar as despesas em tempo real, unindo o melhor dos dois mundos.
Conclusões

Escolher a conta à ordem certa é um passo fundamental para qualquer estudante estrangeiro que se prepara para viver em Itália. A boa notícia é que o mercado oferece uma vasta gama de opções a custo zero, capazes de satisfazer todas as necessidades. Os bancos tradicionais como o Intesa Sanpaolo e o UniCredit oferecem a segurança de uma rede física e produtos sólidos para os jovens. Os bancos digitais como o N26, o Revolut ou o Hype respondem com agilidade, inovação e custos muito baixos, ideais para uma geração habituada a gerir tudo a partir de um smartphone.
A escolha final depende dos seus hábitos e prioridades. Precisa de depositar dinheiro com frequência ou prefere uma experiência completamente digital? Vai viajar muito para fora da zona Euro? Responder a estas perguntas ajudá-lo-á a identificar o parceiro financeiro perfeito para a sua aventura italiana. Lembre-se de ler sempre com atenção as fichas de informação normalizada para compreender todos os custos e condições. Com a conta certa no bolso, estará livre para se concentrar no que realmente importa: os estudos, as novas amizades e a descoberta de um país maravilhoso.
Perguntas frequentes

De que documentos precisa um estudante estrangeiro para abrir uma conta em Itália?
Para abrir uma conta à ordem em Itália, um estudante estrangeiro precisa de um documento de identificação válido (passaporte ou cartão de cidadão para cidadãos da UE), o código fiscal italiano (codice fiscale) e um comprovativo de matrícula na universidade ou instituição de ensino. Para os estudantes extracomunitários, é também exigida a autorização de residência (permesso di soggiorno) ou o recibo do pedido. Alguns bancos podem ainda solicitar um comprovativo de morada em Itália, como um contrato de arrendamento.
É melhor um banco tradicional ou um banco online para um estudante?
A escolha depende das necessidades pessoais. Os bancos tradicionais (ex. Intesa Sanpaolo, UniCredit) oferecem a vantagem de ter balcões físicos para assistência direta e depósitos em dinheiro, com contas específicas para jovens, muitas vezes sem custos de manutenção. Os bancos online e as fintech (ex. N26, Revolut, Hype) são ideais para quem prefere gerir tudo através de uma app, com processos de abertura rápidos, custos baixos e funcionalidades inovadoras como as contas multimoeda. Se não tem necessidade de se deslocar a um balcão, um banco online pode ser mais flexível e conveniente.
As contas “a custo zero” são realmente gratuitas?
Uma conta “a custo zero” tem normalmente a anuidade gratuita, mas nem sempre está isenta de outros custos. É importante verificar as comissões para operações como levantamentos em caixas multibanco de outros bancos, transferências instantâneas ou internacionais e os custos de câmbio. Outra despesa a considerar é o imposto de selo (34,20 € por ano), que é aplicado a saldos médios superiores a 5.000 €, embora muitas contas para jovens o incluam gratuitamente. Ler atentamente a ficha de informação normalizada é essencial para evitar surpresas.
Posso receber uma bolsa de estudo Erasmus numa conta italiana?
Sim, não só é possível, como é frequentemente recomendado ou até mesmo exigido pela universidade. Ter um IBAN italiano simplifica e acelera o crédito de bolsas de estudo, salários de estágios ou outros subsídios, evitando as complicações e os custos associados às transferências internacionais. Tanto as contas tradicionais como as online fornecem um IBAN italiano válido para este fim.
O que são o Revolut e o N26? São seguros para um estudante?
O Revolut e o N26 são dois dos mais populares “bancos digitais” ou fintech na Europa. O N26 é um banco alemão com licença bancária europeia, enquanto o Revolut é uma instituição de moeda eletrónica com licença bancária lituana, ambas a operar em Itália. Oferecem contas com IBAN italiano, cartões de débito e apps muito avançadas. No que diz respeito à segurança, ambas aderem aos sistemas europeus de proteção de depósitos, que protegem os fundos dos clientes até 100.000 euros, tornando-as opções tão seguras como os bancos tradicionais.
Perguntas frequentes
Sim, claro. Para abrir uma conta à ordem em Itália como estudante estrangeiro, tem de ter pelo menos 18 anos. Os documentos fundamentais que lhe serão pedidos são um documento de identificação válido (passaporte ou cartão de cidadão de um país da UE) e o código fiscal italiano (codice fiscale). Alguns bancos podem também exigir um certificado de matrícula na universidade ou o contrato de arrendamento. Para estudantes de fora da UE, é também necessária a autorização de residência ou o recibo do pedido.
Sim, sem dúvida. Muitos bancos, tanto tradicionais como online, oferecem opções sem custos de manutenção pensadas para jovens e estudantes, muitas vezes até aos 30 ou 35 anos. Estas ofertas geralmente incluem operações básicas gratuitas, como transferências online e levantamentos. Os bancos online e as fintech como N26, Hype ou Revolut são particularmente competitivos, oferecendo contas completamente digitais e sem custos fixos. É sempre importante ler as fichas de informação normalizada para verificar eventuais comissões ocultas.
Muitas vezes, sim. Embora as normativas europeias (SEPA) permitam a utilização de qualquer IBAN da área, muitas instituições italianas, incluindo o Ministério e as universidades, exigem explicitamente uma conta à ordem com IBAN italiano para creditar as bolsas de estudo. Ter um IBAN italiano simplifica consideravelmente a burocracia e garante a receção dos pagamentos sem atrasos ou problemas. Vários bancos online oferecem agora um IBAN italiano mesmo com as suas contas base.
O Código Fiscal é indispensável e pode pedi-lo gratuitamente. Deve dirigir-se a uma repartição da Agenzia delle Entrate (Autoridade Tributária italiana) com um documento de identificação válido. Além disso, muitas universidades têm balcões dedicados que ajudam os estudantes internacionais a obter o código fiscal, simplificando o processo. Informe-se junto do gabinete internacional da sua universidade para saber se oferecem este serviço.
Depende das suas necessidades. Os bancos tradicionais (como UniCredit, Intesa Sanpaolo, etc.) oferecem a vantagem de ter balcões físicos onde pode receber assistência presencial, um aspeto tranquilizador quando se está num país novo. Os bancos online e as fintech (como N26, Revolut, Hype) são perfeitos se prefere gerir tudo a partir do smartphone, com processos de abertura rápidos e custos geralmente mais baixos ou nulos. Para um estudante internacional, uma conta online é frequentemente a solução mais prática e conveniente.

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