Disco Rígido de 256TB: Como Desmascarar a Fraude e Obter o Reembolso

Comprou um disco rígido de 256TB? É uma fraude. Descubra como o provar com o ValiDrive e o H2testw e obtenha o reembolso completo sem devolução.

Publicado em 03 de Dez de 2025
Atualizado em 03 de Dez de 2025
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Neste guia, mostro-lhe como desmascarei tecnicamente a fraude dos falsos discos rígidos de 256TB e como pode obter um reembolso completo sem ter de devolver o produto.

Aprenda a verificar a capacidade real do disco com software específico e descubra como obter o reembolso completo sem efetuar a devolução.

Descubra as ferramentas gratuitas para verificar a capacidade real da unidade e o procedimento para obter o reembolso completo sem ter de a devolver.

O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.

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Imagine o cenário: está a navegar online à procura de espaço extra para os seus ficheiros. De repente, depara-se com uma oferta que parece o negócio do século. Um disco rígido externo, ou melhor, um SSD portátil de 256TB por apenas 39,90 euros. O design é elegante, as avaliações (muitas vezes falsas) são entusiásticas e a promessa de arquivar toda a sua vida digital num bolso é irresistível.

Na nossa cultura mediterrânica, a procura pelo bom negócio é quase um desporto nacional. Gostamos de pensar que encontrámos aquela joia escondida que os outros ignoraram. No entanto, quando se fala de memórias digitais em 2025, a inovação avança rapidamente, mas não tanto assim. Decidi comprar um destes dispositivos para desmascarar o mecanismo por trás destas ofertas e fornecer-lhe um guia prático para se defender.

O que descobri não é apenas um produto de má qualidade, mas uma fraude informática sofisticada, concebida para enganar o sistema operativo do seu computador. Neste artigo, vamos analisar tecnicamente como funciona a fraude, que ferramentas gratuitas usar para a desmascarar e, acima de tudo, como obter um reembolso completo sem cair na armadilha de uma devolução dispendiosa.

A regra de ouro da informática é implacável: se o preço por Terabyte for cem vezes inferior à média do mercado, não é uma promoção, é uma armadilha matemática.

Disco rígido externo aberto que revela uma simples pen drive USB modificada em vez do disco real
O interior do dispositivo revela o engano: apenas uma memória flash pirateada. Descubra como verificar a capacidade real dos seus discos.

A impossibilidade física: porque é que 256TB não existem (a esse preço)

Para compreender a dimensão da fraude, temos de olhar para os dados reais do mercado de hardware de 2025. Atualmente, os principais fabricantes mundiais, como a Seagate ou a Western Digital, produzem discos rígidos mecânicos (HDD) que mal atingem os 30-32TB de capacidade real. Estes dispositivos destinam-se a centros de dados, são volumosos e custam várias centenas, se não milhares, de euros.

Quando falamos de SSDs (discos de estado sólido), a tecnologia é ainda mais cara por gigabyte. Um SSD de consumo de 8TB ainda custa um valor significativo. Pensar que se pode comprar 256TB, ou seja, uma capacidade trinta vezes superior aos modelos de topo atuais, pelo preço de um jantar numa pizzaria, é pura ficção científica. É fisicamente impossível compactar essa densidade de memória numa caixa barata sem gastar dezenas de milhares de euros em chips NAND de altíssima qualidade.

Estes dispositivos fraudulentos exploram a ignorância técnica do utilizador comum. Muitas vezes, dentro da caixa brilhante, não há um disco sofisticado, mas sim um simples cartão microSD de 32GB ou 64GB de refugo, colado a um controlador USB barato. Para aprofundar como escolher o hardware certo sem riscos, recomendo que leia o nosso guia de informática sobre hardware e software.

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O truque técnico: o Data Looping

Disco Rígido de 256TB: Como Desmascarar a Fraude e Obter o Reembolso - Infografica riassuntiva
Infografica riassuntiva dell’articolo "Disco Rígido de 256TB: Como Desmascarar a Fraude e Obter o Reembolso" (Visual Hub)
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A pergunta surge espontaneamente: se lá dentro só há um cartão de 32GB, porque é que o meu computador diz que há 256TB livres? É aqui que entra a parte mais insidiosa da fraude: a manipulação do firmware. Os burlões reprogramam o controlador do disco, ou seja, o chip que gere o tráfego de dados, para mentir descaradamente ao sistema operativo.

Quando liga o disco, o Windows ou o macOS leem as informações fornecidas pelo controlador. O controlador declara uma capacidade enorme e o computador, confiando, exibe-a no ecrã. Você começa a copiar os ficheiros. Os primeiros 30GB são copiados normalmente. Tudo parece funcionar. Mas o que acontece quando ultrapassa a capacidade real da memória física instalada?

Ativa-se o fenómeno do Data Looping (ou sobreposição circular). O controlador continua a dizer ao computador que há espaço. Na realidade, começa a sobrepor os dados mais antigos com os novos. O sistema operativo ainda vê os nomes dos ficheiros e as pastas na “tabela de conteúdos” (MFT ou FAT), mas o conteúdo real dos ficheiros foi destruído. Só se aperceberá do dano quando tentar abrir aquelas fotografias antigas e as encontrar corrompidas ou vazias.

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Ferramenta 1: ValiDrive para uma verificação rápida

Para desmascarar esta fraude não é preciso ser engenheiro informático. Existem ferramentas gratuitas muito eficazes. A primeira que recomendo para uma verificação visual imediata é o ValiDrive. Este software, desenvolvido por Steve Gibson, tornou-se essencial para quem compra memórias online.

Ao contrário dos testes tradicionais que escrevem em todo o disco (o que levaria dias para 256TB falsos), o ValiDrive realiza uma verificação por amostragem “spot-check”. Escreve pequenos blocos de dados em locais aleatórios do disco e tenta relê-los imediatamente a seguir. Se o disco for falso, a leitura falhará ou devolverá dados vazios nas áreas que não existem fisicamente.

O resultado é um mapa visual: verá muito vermelho (áreas em falta) e apenas uma pequena faixa verde no início (a memória real presente). Este teste dura poucos minutos e é muitas vezes suficiente para perceber que estamos perante um dispositivo contrafeito.

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Ferramenta 2: H2testw, a prova de fogo

Se precisar de uma prova irrefutável para apresentar numa disputa legal ou comercial (por exemplo, no PayPal ou na Amazon), o H2testw é o padrão global. É um software alemão, antigo mas infalível. O seu funcionamento é brutal: preenche todo o espaço disponível com dados verificáveis e depois relê-os todos para confirmar que estão intactos.

Atenção, no entanto: num disco falso de 256TB, o teste pode demorar uma eternidade porque o controlador é muito lento. O truque é testar apenas uma porção superior à capacidade suspeita (ex: testar 100GB). Se após 32GB começar a dar erros de “Data Lost” (Dados Perdidos), tem a prova matemática da fraude. Faça uma captura de ecrã do resultado: esse ecrã vermelho cheio de erros é o seu seguro para o reembolso.

Se a segurança dos seus dados o preocupa durante estes testes ou em geral, é fundamental ter uma estratégia de backup sólida. Consulte a nossa análise sobre backup de dados e cloud segura para evitar desastres.

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Ferramenta 3: ChipGenius para o ID de Hardware

Para quem quer ir ainda mais a fundo e perceber exatamente o que comprou, existe o ChipGenius. Esta ferramenta não testa a memória, mas interroga diretamente o chip do controlador USB para obter as informações de fábrica, contornando as mentiras do firmware.

Ao executar o ChipGenius, poderá ver o verdadeiro fabricante do chip (muitas vezes marcas genéricas desconhecidas) e, em muitos casos, a capacidade real do módulo flash NAND soldado no interior. Frequentemente, descobrirá que o “disco SSD ultrarrápido” é gerido por um controlador USB 2.0 obsoleto, o que também explica as velocidades de transferência ridiculamente baixas (muitas vezes abaixo dos 20 MB/s), incompatíveis com um verdadeiro SSD.

Conhecer o verdadeiro hardware é poder: muitas vezes, estes softwares revelam que o chip de memória é um refugo de produção destinado à reciclagem, recuperado para criar estes dispositivos “Frankenstein”.

Estratégia de reembolso: não faça a devolução!

Este é o ponto crucial onde muitos consumidores são enganados duas vezes. Quando descobre a fraude, o instinto é pedir a devolução. O vendedor, muitas vezes sediado na China, aceitará imediatamente a devolução. Dir-lhe-á: “Não há problema, envie-o de volta para o nosso armazém em Shenzhen e nós reembolsamo-lo”.

Isto é uma armadilha. O envio internacional registado para a China, para um particular, custa muitas vezes mais do que o valor do próprio disco (30-40 euros). Além disso, as encomendas muitas vezes “perdem-se” ou são recusadas na alfândega chinesa. Resultado: perdeu o dinheiro do disco e o do envio.

A estratégia correta é abrir uma disputa por “Artigo não conforme com a descrição” ou “Mercadoria contrafeita”. Anexe as capturas de ecrã do H2testw e do ValiDrive como prova. Especifique claramente que, por se tratar de material contrafeito e perigoso para os dados, solicita o reembolso completo sem devolução. Plataformas como o eBay, AliExpress e Amazon tendem a proteger o consumidor perante provas técnicas evidentes de fraude. Para evitar cair noutras armadilhas online, leia também as nossas dicas sobre como bloquear spam e fraudes.

Conclusões

disegno di un ragazzo seduto a gambe incrociate con un laptop sulle gambe che trae le conclusioni di tutto quello che si è scritto finora

A fraude dos discos rígidos de 256TB é um exemplo perfeito de como a tecnologia pode ser usada para explorar a nossa confiança e o desejo de poupar. Vimos que os limites físicos atuais tornam impossíveis tais capacidades a preços irrisórios e analisámos o mecanismo de “Data Looping” que destrói silenciosamente os seus ficheiros.

Utilizando ferramentas como o ValiDrive e o H2testw, pode desmascarar estes dispositivos em poucos minutos. Lembre-se sempre que a melhor defesa é o conhecimento: se uma oferta parece demasiado boa para ser verdade, no mundo do armazenamento de dados, é quase certamente uma fraude. Proteja as suas memórias digitais investindo em suportes de marcas reconhecidas e desconfie sempre de milagres tecnológicos a baixo custo.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
Como posso saber imediatamente se um disco rígido de 256TB é falso sem o comprar?

O preço é o principal indicador: uma unidade de 256TB não pode custar algumas dezenas de euros, dado que o valor de mercado é de milhares de euros. Além disso, a capacidade máxima atual para discos de consumo ronda os 30-32TB.

Gravei dados no disco falso, posso recuperá-los?

Se ultrapassou a capacidade real do chip (geralmente 32GB), os novos dados sobrepuseram-se aos antigos devido ao ‘Data Looping’, tornando-os irrecuperáveis. Se estiver abaixo do limite, copie-os imediatamente para outro local.

É seguro usar o disco falso apenas para ficheiros pequenos?

Não, é altamente desaconselhado. O firmware manipulado é instável e os chips de memória são muitas vezes refugos de produção, o que torna a perda súbita de dados quase certa.

Porque é que o meu computador me mostra 256TB se não é verdade?

Porque o controlador do disco foi reprogramado para comunicar ao sistema operativo uma capacidade falsa, independentemente da memória física realmente instalada.

Qual é o melhor software gratuito para uma verificação rápida?

O ValiDrive é ideal para uma verificação visual rápida no Windows. Para uma verificação aprofundada que escreva em todo o disco, recomenda-se o H2testw.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico com a missão de simplificar o digital. Graças à sua formação técnica em Teoria de Sistemas, analisa software, hardware e infraestruturas de rede para oferecer guias práticos sobre informática e telecomunicações. Transforma a complexidade tecnológica em soluções acessíveis a todos.

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