Em Resumo (TL;DR)
Descubra como proteger o seu computador e smartphone de malware, spyware e keyloggers, softwares maliciosos concebidos para roubar os dados dos seus cartões de pagamento e outras informações sensíveis.
Descubra os softwares mais eficazes e as boas práticas de navegação para proteger o seu computador e smartphone destas ameaças.
Desde a escolha do software antivírus mais eficaz até às boas práticas de navegação, descubra como tornar os seus dispositivos à prova de roubo.
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Na era digital, pagar um café com o smartphone ou comprar um bilhete de avião online é um gesto quotidiano, símbolo de uma inovação que une a tradição mediterrânica do encontro e da troca com a velocidade da tecnologia. No entanto, por trás desta aparente simplicidade, escondem-se ameaças concretas. Malware e keyloggers tornaram-se as ferramentas preferidas dos cibercriminosos para roubar dados sensíveis, especialmente os relacionados com pagamentos. Compreender como operam e, acima de tudo, como nos defendermos é o primeiro passo para viver a revolução digital em total segurança, protegendo as nossas finanças e a nossa tranquilidade.
O panorama da segurança informática em Itália e na Europa está em constante evolução, com um aumento contínuo das ameaças. Segundo análises recentes, a Itália é um dos países mais visados, sofrendo cerca de 10% dos ataques informáticos a nível mundial. O Relatório Clusit 2025 destaca um crescimento dos incidentes graves no nosso país de 15,2% em 2024, com um aumento acentuado de infeções por malware (+131%). Estes dados não são simples números, mas representam riscos reais para cidadãos e empresas, transformando a proteção de dados numa necessidade imprescindível para quem utiliza um dispositivo ligado à Internet.

O que são malware e keyloggers
Para se defender eficazmente, é fundamental conhecer o inimigo. Malware e keyloggers, embora muitas vezes usados como sinónimos, indicam ameaças com características distintas, mas igualmente perigosas. Aprender a reconhecê-los é o primeiro passo para construir uma fortaleza digital sólida para proteger os nossos dados mais preciosos.
Malware: o inimigo invisível
O termo malware, contração de “malicious software” (software malicioso), é um termo genérico que abrange diversos tipos de software nocivo, concebido para se infiltrar num dispositivo sem o consentimento do utilizador. Podemos imaginá-lo como um ladrão digital que entra na nossa casa com intenções maliciosas. Entre as formas mais comuns encontramos os vírus, que se ligam a programas legítimos para se propagarem, os cavalos de Troia (trojans), que se disfarçam de software inofensivo para enganar o utilizador e roubar informações, e os spyware, especializados em espiar as atividades da vítima. O objetivo final é quase sempre o mesmo: subtrair dados, danificar sistemas ou obter um ganho económico ilícito.
Keylogger: o espião no seu teclado
Um keylogger é uma forma particularmente insidiosa de spyware. O seu único propósito é registar cada tecla premida no teclado de um computador ou smartphone. Pense nele como um microfone espião instalado na sua secretária que anota tudo o que escreve: palavras-passe, números de cartões de crédito, mensagens privadas e credenciais de acesso ao home banking. Estes dados são depois enviados secretamente para um servidor controlado pelo criminoso. Existem keyloggers de software, que se instalam como um programa malicioso, e versões de hardware, pequenos dispositivos físicos inseridos entre o teclado e o computador, mais raros, mas igualmente perigosos.
Como se propagam estas ameaças digitais

Os cibercriminosos utilizam métodos cada vez mais sofisticados para distribuir malware e keyloggers, explorando frequentemente a desatenção ou a ingenuidade das pessoas. A via de infeção mais comum é o phishing: e-mails ou mensagens que parecem vir de fontes fidedignas, como bancos ou transportadoras, e que convidam a clicar em links maliciosos ou a descarregar anexos infetados. Outros canais incluem o download de software de sites não oficiais, o uso de redes Wi-Fi públicas não seguras e até mesmo a ligação de pens USB comprometidas. Uma vez que o malware se infiltra no dispositivo, atua silenciosamente em segundo plano, tornando difícil para o utilizador perceber a infeção até ser tarde demais.
O mercado negro dos dados de pagamento: uma realidade preocupante
Uma vez roubados, os dados dos cartões de crédito e as credenciais bancárias não ficam nas mãos de um único hacker. Passam a fazer parte de um florescente mercado ilegal que opera na dark web, uma parte oculta da Internet acessível apenas com software específico. Aqui, as informações são vendidas em pacotes, muitas vezes a preços irrisórios. Um número de cartão de crédito completo com data de validade e código CVV pode ser vendido por poucos euros, pronto para ser utilizado em compras fraudulentas. Segundo o Observatório Cyber da CRIF, a Itália classifica-se em 14.º lugar no mundo na troca de dados de cartões de crédito roubados. Este comércio não só causa danos financeiros diretos às vítimas, mas também alimenta uma economia criminosa global cada vez mais estruturada e perigosa.
Estratégias de defesa: como proteger os seus dispositivos
Proteger os seus dados de pagamento não exige competências de especialista em informática, mas sim a adoção de uma abordagem multinível que combina tecnologia e bons hábitos. Tal como fechamos a porta de casa à chave e instalamos um alarme, também os nossos dispositivos digitais necessitam de defesas adequadas. A prevenção é a arma mais poderosa à nossa disposição. Adotar uma série de comportamentos virtuosos e utilizar as ferramentas certas pode reduzir drasticamente o risco de ser vítima de malware e keyloggers, garantindo uma navegação e transações mais tranquilas.
Software de segurança: a primeira linha de defesa
A base de qualquer estratégia de proteção é a instalação de um software de segurança fiável. Um bom programa antivírus e anti-malware é essencial para detetar e bloquear ameaças em tempo real. Muitos sistemas operativos modernos, como o Windows, já incluem soluções de proteção avançadas como o Microsoft Defender, que utiliza inteligência artificial para identificar e neutralizar malware desconhecido. É fundamental que este software esteja sempre ativo e atualizado, para que possa reconhecer até as ameaças mais recentes. Uma firewall, que monitoriza o tráfego de rede de entrada e saída, acrescenta um nível de proteção adicional e importante.
Atualizações constantes: um hábito fundamental
Manter o sistema operativo, as aplicações e o navegador web atualizados é uma das práticas de segurança mais importantes e frequentemente subestimadas. As atualizações lançadas pelos programadores não contêm apenas novas funcionalidades, mas também e sobretudo “patches” de segurança que corrigem as vulnerabilidades descobertas. Os cibercriminosos exploram precisamente estas falhas para se infiltrarem nos sistemas. Ignorar as notificações de atualização equivale a deixar uma janela aberta numa casa que, de resto, está segura. Ativar as atualizações automáticas, sempre que possível, é uma escolha sensata para garantir que os seus dispositivos estão sempre protegidos contra as vulnerabilidades conhecidas.
Navegação segura e gestão de credenciais
A prudência é a melhor aliada durante a navegação. É crucial verificar sempre que o endereço de um site começa com https://, especialmente antes de inserir dados pessoais ou de pagamento. Desconfie de links e anexos em e-mails ou mensagens inesperadas, mesmo que pareçam vir de contactos conhecidos. Para uma proteção superior das credenciais, é fundamental criar palavras-passe complexas e únicas para cada serviço. A ativação da autenticação de dois fatores (2FA), quando disponível, adiciona um nível de segurança quase intransponível: mesmo que um cibercriminoso roube a palavra-passe, não conseguirá aceder à conta sem o segundo código de verificação, geralmente enviado para o smartphone.
Boas práticas para pagamentos online
Ao fazer compras online, adotar algumas precauções específicas pode fazer uma grande diferença. Utilizar cartões de crédito virtuais de uso único ou serviços de pagamento intermediários como o PayPal e carteiras digitais reduz a exposição dos dados do cartão principal. Estas ferramentas atuam como um escudo, evitando que as informações reais sejam partilhadas diretamente com o comerciante. É também um bom hábito verificar regularmente o extrato do seu cartão e da sua conta bancária para detetar atempadamente quaisquer transações suspeitas. Ativar as notificações por SMS ou aplicação para cada operação permite ter um controlo em tempo real e agir imediatamente em caso de atividade anómala.
Suspeita de uma infeção? O que fazer imediatamente
Se suspeitar que o seu dispositivo foi infetado por um malware ou que os seus dados de pagamento foram comprometidos, é fundamental agir rapidamente. O primeiro passo é desligar imediatamente o dispositivo da Internet para interromper qualquer comunicação entre o malware e o servidor do criminoso. Em seguida, é necessário executar uma análise completa do sistema com um software antivírus atualizado. Se a ameaça for confirmada ou se notar cobranças não autorizadas, deve contactar imediatamente o seu banco para bloquear o cartão de crédito ou a conta. Por fim, é importante apresentar queixa junto da Polícia Judiciária, fornecendo todas as informações úteis para a investigação.
Conclusões

A crescente digitalização dos pagamentos trouxe consigo conveniência e inovação, mas também abriu novas fronteiras para as atividades criminosas. A ameaça de malware e keyloggers é real e está em constante aumento, como demonstram os dados sobre os ataques informáticos em Itália e na Europa. No entanto, o medo não deve prevalecer sobre a consciencialização. Proteger os seus dados de pagamento é possível através de uma abordagem que combina ferramentas tecnológicas adequadas, como antivírus e firewalls, e hábitos prudentes, como o uso de palavras-passe complexas, a ativação da autenticação de dois fatores e a atenção durante a navegação. A segurança digital não é um produto que se compra, mas um processo contínuo de vigilância e responsabilidade. Estar informado e ser proativo é a melhor forma de usufruir dos benefícios do mundo digital, mantendo seguros o fruto do nosso trabalho e a nossa tranquilidade.
Perguntas frequentes

Um keylogger é um tipo de software espião (spyware) que se instala secretamente no seu computador ou smartphone. O seu único propósito é registar tudo o que digita no teclado. Isto inclui palavras-passe, números de cartões de crédito, mensagens privadas e dados de acesso ao home banking. As informações registadas são depois enviadas a um cibercriminoso, que as pode usar para cometer fraudes ou roubo de identidade. Os keyloggers podem infetar um dispositivo através de anexos de e-mail, downloads de sites não seguros ou software aparentemente legítimo.
Os sinais mais comuns de uma infeção são um abrandamento súbito do dispositivo, bloqueios anormais e frequentes, ou o aparecimento de janelas pop-up inesperadas. Pode também notar uma atividade excessiva do disco rígido quando não está a usar o computador, ou que a bateria do seu smartphone se esgota muito mais rapidamente do que o habitual. Outros sinais de alerta são a alteração da página inicial do navegador sem o seu consentimento ou programas que se iniciam sozinhos. Se a correção automática do teclado começar a funcionar mal, pode ser um sinal específico de um keylogger.
Ter um bom antivírus é um passo fundamental, mas por si só pode não ser suficiente. O antivírus é eficaz contra ameaças conhecidas, mas os cibercriminosos criam continuamente novos malwares concebidos para não serem detetados. Para uma proteção completa, é aconselhável combinar o antivírus com um software anti-malware, que utiliza técnicas mais avançadas para detetar ameaças desconhecidas, analisando os comportamentos suspeitos dos programas. A melhor estratégia é uma defesa em várias camadas: software de proteção atualizado, atenção durante a navegação e atualização constante do sistema operativo e das aplicações.
Existem algumas boas práticas que reduzem drasticamente os riscos. Em primeiro lugar, tenha muita atenção aos e-mails e mensagens inesperadas: não clique em links suspeitos e não abra anexos de remetentes desconhecidos para evitar o phishing. Utilize palavras-passe complexas e diferentes para cada conta e, sempre que possível, ative a autenticação de dois fatores. Mantenha sempre atualizados o sistema operativo, o navegador e todas as aplicações, pois as atualizações incluem frequentemente importantes correções de segurança. Por fim, faça regularmente cópias de segurança dos seus dados importantes para um disco externo ou um serviço na nuvem.
A primeira coisa a fazer é contactar imediatamente o seu banco ou o emissor do cartão para o bloquear. Pode fazê-lo através da aplicação do banco, do site ou ligando para o número de apoio ao cliente. Isto impedirá qualquer transação fraudulenta. Verifique o extrato da conta para detetar a presença de cobranças não autorizadas e conteste-as imediatamente. Depois de bloquear o cartão, apresente queixa na Polícia Judiciária. Este passo é fundamental para iniciar as investigações e para os procedimentos de reembolso. Por fim, altere as palavras-passe de todas as contas online onde tinha guardado os dados desse cartão.

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