Em Resumo (TL;DR)
Descubra como reconhecer os sinais de uma caixa multibanco adulterada e quais são as técnicas mais eficazes para proteger os seus cartões de pagamento do risco de skimming.
Aprenda a reconhecer os sinais de adulteração, desde microcâmaras escondidas a leitores de cartões falsificados, para proteger os seus levantamentos.
Finalmente, descubra as contramedidas a adotar e a quem recorrer se suspeitar que uma caixa multibanco foi comprometida.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
O uso de caixas automáticas (ATM), ou multibanco, é um hábito cómodo e enraizado no nosso dia a dia, uma ponte entre a tradição do dinheiro físico e a inovação dos pagamentos digitais. No entanto, por trás desta simples operação, escondem-se ameaças cada vez mais sofisticadas. As fraudes em caixas multibanco, em particular o skimming e a adulteração, são um fenómeno em crescimento que preocupa consumidores e instituições financeiras em toda a Europa. Conhecer as técnicas usadas pelos criminosos e saber como inspecionar uma caixa automática antes de a usar é o primeiro passo fundamental para proteger as suas poupanças. Este guia oferece ferramentas práticas para reconhecer os sinais de perigo e agir com consciência, transformando cada levantamento numa ação segura.
As fraudes com cartões de pagamento são um problema concreto também em Itália. Segundo dados recentes, a incidência de transações não reconhecidas está a aumentar. Este cenário evidencia a importância de nunca baixar a guarda. Os criminosos evoluem constantemente as suas técnicas, tornando os dispositivos de clonagem quase invisíveis. Desde microcâmaras escondidas a teclados sobrepostos, cada detalhe anómalo pode ser um sinal de alarme. Aprender a inspecionar a caixa multibanco não é um excesso de prudência, mas uma necessidade para defender a própria segurança financeira. Saber como reagir em caso de suspeita é igualmente crucial para limitar os danos e ajudar as forças de segurança a combater estas atividades ilegais.

O que é o Skimming e Como Funciona
O skimming é uma das técnicas de fraude mais difundidas nas caixas automáticas. Consiste em copiar ilegalmente os dados contidos na banda magnética do cartão de débito ou de crédito. Para isso, os criminosos instalam um dispositivo, chamado skimmer, na ranhura de inserção do cartão da caixa multibanco. Este dispositivo é projetado para se assemelhar perfeitamente ao componente original da caixa, tornando-o difícil de detetar. Quando um utilizador insere o seu cartão, o skimmer lê e armazena as informações. Desta forma, os burlões obtêm os dados necessários para criar um cartão clonado e utilizá-lo para levantamentos ou compras fraudulentas.
Para completar a fraude, no entanto, os dados do cartão não são suficientes. Os criminosos precisam também do código PIN. Para o obter, juntam ao skimmer outras tecnologias. A mais comum é a instalação de uma microcâmara escondida, muitas vezes oculta num painel adicionado por cima ou ao lado do teclado. Em alternativa, podem aplicar um teclado falso sobre o original, que regista a pressão das teclas e, consequentemente, o PIN inserido. Uma vez na posse de ambos os elementos, os dados da banda magnética e o PIN, os burlões têm tudo o que precisam para esvaziar a conta da vítima.
As Técnicas de Adulteração mais Avançadas

Além do skimming clássico, os criminosos desenvolveram métodos ainda mais insidiosos e difíceis de detetar. Uma das ameaças mais recentes é o deep insert skimmer, um dispositivo tão fino que pode ser inserido diretamente dentro do leitor de cartões. Ao contrário dos skimmers tradicionais, que são aplicados externamente, estes são completamente invisíveis do exterior e podem iludir muitos sistemas de segurança antiadulteração. Também neste caso, a captura do PIN é feita através de microcâmaras ou teclados sobrepostos. A sua natureza “invisível” torna-os particularmente perigosos, pois o utilizador quase não tem como se aperceber da adulteração.
Outra técnica avançada é o shimming. Este método não visa a banda magnética, mas sim o chip EMV do cartão. Um dispositivo muito fino, chamado shimmer, é inserido no leitor de chip para intercetar a comunicação entre o cartão e a caixa multibanco. Embora o chip ofereça uma segurança maior, o shimming permite aos criminosos recolher dados suficientes para realizar determinados tipos de fraudes. Recentemente, surgiu uma ameaça que combina o shimming com um relay attack: os dados capturados são transmitidos em tempo real para um cúmplice perto de outra caixa multibanco, que finaliza um levantamento fraudulento enquanto a vítima recebe uma mensagem de erro.
Finalmente, não nos podemos esquecer do cash trapping. Esta técnica não visa clonar o cartão, mas sim roubar diretamente o dinheiro. Os criminosos aplicam uma régua falsa na ranhura de saída das notas. Quando o utilizador faz um levantamento, o dinheiro é dispensado, mas fica preso no dispositivo. A vítima, pensando que se trata de uma avaria da caixa multibanco, afasta-se. Nesse momento, o burlão aproxima-se, remove o dispositivo e recupera o dinheiro. Se a operação não for bem-sucedida e a caixa multibanco não dispensar o dinheiro, é fundamental não se afastar e contactar imediatamente o banco.
Como Inspecionar uma Caixa Multibanco Antes de a Usar
Antes de inserir o cartão, é um bom hábito dedicar alguns segundos a uma inspeção visual e física da caixa automática. Um exame atento pode revelar anomalias que indicam uma possível adulteração. Comece por verificar o aspeto geral da caixa multibanco: procure cores ou materiais diferentes, elementos gráficos desalinhados ou componentes que parecem deslocados. Os criminosos, por mais habilidosos que sejam, podem deixar vestígios de uma instalação apressada. Preste especial atenção à ranhura de inserção do cartão e ao teclado numérico.
Eis alguns passos práticos a seguir:
- Toque no leitor de cartões: Tente mover delicadamente a ranhura onde se insere o cartão. Se parecer instável, saliente ou se mover, pode ter sido aplicado um skimmer. Um leitor legítimo está sempre firmemente fixado à máquina.
- Inspecione o teclado: O teclado deve ser plano e bem integrado. Se lhe parecer demasiado espesso, elevado ou se as teclas estiverem “borrachosas” e difíceis de premir, pode haver um teclado falso sobreposto. Verifique também a presença de cola ou fita adesiva nas bordas.
- Procure microcâmaras escondidas: Observe atentamente a área circundante ao teclado. Os criminosos costumam esconder pequenas câmaras em orifícios quase invisíveis, posicionados em painéis adicionais, por cima do ecrã ou até em porta-folhetos aplicados para o efeito. Cobrir sempre o teclado com a mão enquanto digita o PIN é uma precaução essencial.
- Verifique a ranhura de saída do dinheiro: Certifique-se de que a ranhura por onde sai o dinheiro está livre e não apresenta obstáculos ou réguas postiças, que poderiam ser usadas para o cash trapping.
Se notar apenas um destes sinais suspeitos, não utilize a caixa multibanco. Afaste-se e comunique imediatamente a anomalia ao banco proprietário da caixa ou às forças de segurança. Escolher caixas situadas no interior de agências bancárias ou em áreas bem iluminadas e com videovigilância pode reduzir significativamente os riscos.
O que Fazer em Caso de Fraude ou Suspeita
Se se aperceber de que o seu dinheiro não foi dispensado, que o seu cartão ficou retido ou se notar movimentos suspeitos na sua conta após um levantamento, é fundamental agir rapidamente. A primeira coisa a fazer é bloquear imediatamente o cartão. Contacte o número de apoio fornecido pelo seu banco, disponível 24 horas por dia, e siga o procedimento de bloqueio. Este passo é crucial para impedir que os burlões realizem mais operações fraudulentas. Se o cartão ficou retido na caixa, nunca aceite a ajuda de estranhos e contacte imediatamente o banco.
Depois de bloquear o cartão, o passo seguinte é apresentar queixa junto das autoridades competentes, como a Polícia Judiciária ou a GNR/PSP. Forneça todos os detalhes do ocorrido, incluindo data, hora e local da operação suspeita. A queixa é um documento indispensável para iniciar o processo de reembolso junto da sua instituição de crédito. Guarde uma cópia da queixa e toda a documentação relacionada, como os extratos de conta que mostram os débitos não autorizados.
Uma vez apresentada a queixa, contacte novamente o seu banco para solicitar o reembolso das quantias subtraídas. Geralmente, as instituições de crédito têm procedimentos específicos para as vítimas de fraude. Enviar o pedido completo com toda a documentação necessária, incluindo a queixa, acelera o processo. Monitorizar regularmente os movimentos da sua conta através do homebanking ou das aplicações dedicadas e ativar os serviços de notificação por SMS para cada transação são ótimos hábitos preventivos que lhe permitem detetar imediatamente quaisquer débitos suspeitos.
Conclusões

A segurança das nossas transações financeiras depende em grande parte da nossa consciência e prudência. Ameaças como o skimming, o cash trapping e outras formas de adulteração de caixas multibanco são reais e estão em constante evolução, mas não devem gerar pânico. Pelo contrário, devem levar-nos a adotar uma abordagem mais atenta e crítica sempre que nos aproximamos de uma caixa automática. A inovação tecnológica, se por um lado oferece aos criminosos novas ferramentas, por outro, também nos fornece a nós e aos bancos sistemas de proteção cada vez mais eficazes, como os cartões com chip e os pagamentos contactless.
Integrar na nossa rotina diária simples gestos de verificação, como inspecionar o leitor de cartões, proteger o PIN com a mão e preferir caixas multibanco seguras, representa a nossa mais forte linha de defesa. A cultura de segurança, enraizada tanto na tradição da prudência como na abertura à inovação, permite-nos aproveitar a conveniência dos serviços bancários modernos, minimizando os riscos. Lembre-se: em caso de dúvida, a melhor escolha é sempre não prosseguir e comunicar a situação. A sua vigilância não protege apenas a si, mas contribui para a segurança de toda a comunidade.
Perguntas frequentes

Se suspeitar de uma clonagem, a primeira ação a tomar é bloquear imediatamente o cartão. Pode fazê-lo ligando para o número de emergência fornecido pelo seu banco, disponível 24 horas por dia. De seguida, é fundamental apresentar queixa junto das autoridades competentes, como a Polícia Judiciária ou a GNR/PSP. Por fim, apresente ao seu banco o pedido de reembolso pelas operações fraudulentas, anexando uma cópia da queixa. Verificar regularmente os movimentos da conta através da aplicação ou do homebanking é um ótimo hábito para detetar atempadamente quaisquer anomalias.
Antes de inserir o cartão, inspecione cuidadosamente a caixa. Verifique a ranhura de inserção do cartão e o teclado: se notar peças móveis, soltas, riscos, resíduos de cola ou se parecerem diferentes do habitual, podem ter sido adulterados. Os criminosos instalam um *skimmer* sobre a ranhura original para copiar os dados da banda magnética. Para registar o PIN, usam microcâmaras escondidas em orifícios quase invisíveis ou num painel aplicado sobre o teclado. Tente mover ligeiramente o leitor de cartões e a cobertura do teclado; se se moverem, não use a caixa multibanco e avise imediatamente o banco ou as forças de segurança.
Além do skimming clássico, os criminosos utilizam outras técnicas engenhosas. Uma delas é o *cash trapping*, em que uma falsa ranhura de saída de dinheiro prende as notas, que são depois recuperadas pelo burlão. Outra fraude comum é a da “falsa ajuda”: um indivíduo mal-intencionado aproxima-se com a desculpa de o ajudar, distrai-o e memoriza o PIN ou substitui o seu cartão. Existem também fraudes mais complexas, como a do “carregamento inverso”, em que a vítima é convencida a ir a uma caixa multibanco para receber um pagamento, mas na realidade está a fazer uma transferência a favor do burlão. As autoridades policiais alertam constantemente para a evolução destas fraudes.
Sim, sempre que possível, é preferível utilizar as caixas multibanco localizadas no interior das agências bancárias. Estas caixas são geralmente consideradas mais seguras porque se encontram num ambiente mais controlado, muitas vezes vigiado por câmaras de segurança internas e pelo pessoal do banco durante o horário de funcionamento. As caixas multibanco exteriores, especialmente as que se encontram em locais isolados ou pouco iluminados, são alvos mais fáceis para a instalação de dispositivos de skimming e para outros tipos de adulteração, uma vez que os criminosos podem agir com maior tranquilidade.
Sim, as tecnologias contactless e cardless oferecem um nível de segurança superior contra o skimming tradicional. Como o cartão não é inserido fisicamente na caixa, não há o risco de os dados da banda magnética serem clonados por um skimmer. Os levantamentos sem cartão (cardless), efetuados através de smartphone com aplicações bancárias, adicionam níveis de proteção adicionais como a autenticação por impressão digital, reconhecimento facial ou códigos temporários (OTP ou código QR), tornando a transação extremamente segura e quase impossível de ser intercetada por indivíduos mal-intencionados.

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