Pagamentos contactless: os riscos reais e os falsos mitos a desmistificar

Os pagamentos contactless são realmente seguros? Desmistificamos os falsos mitos sobre a tecnologia NFC, analisamos os riscos reais e explicamos-lhe as únicas precauções eficazes para proteger os seus cartões.

Publicado em 24 de Nov de 2025
Atualizado em 24 de Nov de 2025
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Apesar da sua crescente popularidade, os pagamentos contactless ainda estão rodeados de falsos mitos sobre segurança: descubra quais são os riscos reais e como se proteger eficazmente.

Vamos esclarecer as coisas, distinguindo entre os falsos mitos sobre o roubo de dados à distância e as precauções reais a adotar para uma segurança completa.

Exploraremos, por fim, os vetores de ataque reais, embora limitados, e as precauções eficazes para os mitigar, como o uso de carteiras com proteção RFID.

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Os pagamentos contactless tornaram-se uma constante no dia a dia, um gesto rápido e quase automático no café, no supermercado ou nos transportes públicos. Em Itália, um país com uma forte tradição ligada ao dinheiro vivo, a adoção destas tecnologias marcou uma verdadeira revolução cultural, acelerada ainda mais pela necessidade de reduzir os contactos físicos durante a pandemia. Hoje, quase nove em cada dez pagamentos em loja são feitos em modo contactless, um dado que testemunha uma mudança profunda nos hábitos dos consumidores. Esta transição para uma sociedade cashless, no entanto, levanta questões sobre a segurança: o nosso dinheiro está realmente seguro quando pagamos com um simples “toque”?

A difusão dos pagamentos digitais, que em Itália em 2024 ultrapassaram pela primeira vez o dinheiro vivo, traz consigo uma mistura de perceções, muitas vezes dominadas por falsos mitos e medos infundados. É fundamental, portanto, esclarecer as coisas. Analisar como funciona a tecnologia, quais são os riscos reais, embora limitados, e, sobretudo, que precauções adotar, permite usar cartões, smartphones e smartwatches com maior consciência. Este artigo propõe-se a desmistificar as lendas urbanas mais comuns e a fornecer um guia prático para se mover com segurança no mundo dos pagamentos sem contacto, equilibrando inovação e tradição.

Persona che effettua un pagamento avvicinando una carta di credito con simbolo contactless a un terminale pos.
I pagamenti contactless sono comodi e veloci, ma sono davvero sicuri? Scopri come funzionano e quali precauzioni adottare per usarli senza rischi.

Como funcionam os pagamentos contactless

Na base dos pagamentos contactless está uma tecnologia chamada NFC (Near Field Communication), uma evolução da mais conhecida RFID (Radio Frequency Identification). A NFC permite que dois dispositivos, como um cartão de pagamento e um terminal TPA, troquem dados sem fios, desde que se encontrem a uma distância muito próxima, geralmente inferior a 4 centímetros. Este raio de ação extremamente reduzido é a primeira e fundamental medida de segurança: impede transações involuntárias ou interceções à distância. Quando se aproxima o cartão ou o smartphone do leitor, o chip NFC ativa-se e transmite as informações necessárias para concluir a compra em poucos instantes.

A segurança das transações é garantida por vários níveis de proteção. O primeiro é a criptografia: os dados de pagamento são transformados num código ilegível para quem não tiver a chave para os decifrar. Além disso, para os pagamentos através de smartphone e smartwatch, entra em jogo a tokenização. Este processo substitui os dados reais do cartão por um “token”, um código numérico único e temporário, válido apenas para essa transação específica. Desta forma, o número do cartão nunca é armazenado no dispositivo nem transmitido ao comerciante, oferecendo um nível de segurança superior ao do cartão físico. Por fim, a autenticação através de PIN ou dados biométricos (impressão digital ou reconhecimento facial) adiciona uma barreira adicional contra fraudes.

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Os falsos mitos sobre a segurança contactless

Pagamentos contactless: os riscos reais e os falsos mitos a desmistificar - Infográfico resumo
Infográfico resumo do artigo "Pagamentos contactless: os riscos reais e os falsos mitos a desmistificar"

Um dos receios mais difundidos é o de sofrer um roubo de dinheiro simplesmente por andar no meio da multidão. A ideia de que um mal-intencionado, armado com um TPA portátil, possa “esvaziar” a conta ao aproximar-se da nossa mala ou bolso é um exemplo clássico de desinformação. A realidade é bem diferente. Para iniciar uma transação, é necessário que um comerciante registado ative o seu terminal para uma operação específica. Além disso, a distância necessária para a comunicação NFC é tão curta (poucos centímetros) que torna uma tentativa semelhante extremamente improvável num contexto movimentado.

Outro mito a desmistificar diz respeito à possibilidade de efetuar pagamentos múltiplos e ilimitados com um cartão roubado. A diretiva europeia PSD2 (Payment Services Directive 2) introduziu medidas de segurança rigorosas. Em Portugal, o limite para uma única transação contactless sem PIN é de 50 euros. Ultrapassado este valor, é necessária a autenticação. Além disso, após um certo número de operações consecutivas (geralmente cinco) ou ao atingir um montante acumulado (fixado em 150 euros), o sistema exige obrigatoriamente a inserção do PIN para verificar se o cartão ainda está na posse do legítimo proprietário. Estes limites tornam muito difícil para um ladrão cometer fraudes significativas.

Os riscos reais e como proteger-se

Embora os pagamentos contactless sejam estruturalmente seguros, nenhum sistema é 100% imune a riscos. A ameaça mais concreta, embora rara, está ligada a técnicas avançadas de skimming. Um mal-intencionado poderia, em teoria, usar um leitor RFID melhorado para intercetar os dados transmitidos pelo cartão a uma distância muito curta. No entanto, as informações obtidas desta forma (geralmente o número do cartão e a data de validade) não são suficientes para efetuar transações online complexas, que exigem o código CVV, ou para clonar fisicamente o chip do cartão. O verdadeiro perigo, mais do que do contactless em si, deriva de práticas de fraude consolidadas como o phishing e o smishing, que visam roubar as credenciais através de engano.

A primeira linha de defesa é a consciencialização. É uma boa prática verificar regularmente os movimentos da sua conta bancária para identificar atempadamente quaisquer débitos suspeitos. A ativação de notificações via aplicação para cada transação é uma ferramenta eficaz para um acompanhamento em tempo real. Em caso de cartão roubado ou perdido, é crucial bloqueá-lo imediatamente, contactando o seu banco. Para quem deseja uma proteção adicional, existem carteiras blindadas com tecnologia de bloqueio RFID, que criam uma espécie de “gaiola de Faraday” para impedir leituras não autorizadas. Por fim, utilizar carteiras digitais em smartphones e smartwatches aumenta a segurança, graças à tokenização e à autenticação biométrica, tornando os pagamentos móveis ainda mais protegidos.

Precauções práticas para o uso diário

Integrar os pagamentos contactless na rotina diária de forma segura requer poucos, mas importantes, hábitos. Ao pagar, é sempre bom verificar o valor exibido no terminal TPA antes de aproximar o cartão ou o telemóvel. Evitar guardar os cartões em bolsos externos ou de fácil acesso pode reduzir o risco de roubos tradicionais e de tentativas de skimming em locais muito movimentados. Se utilizar o smartphone para pagar, é fundamental protegê-lo com um PIN robusto, uma sequência de desbloqueio complexa ou, melhor ainda, com a impressão digital ou o reconhecimento facial. Estes sistemas de segurança impedem o acesso à carteira digital mesmo em caso de roubo do dispositivo.

Conclusões

disegno di un ragazzo seduto a gambe incrociate con un laptop sulle gambe che trae le conclusioni di tutto quello che si è scritto finora

Os pagamentos contactless representam uma inovação tecnológica que soube aliar a praticidade à segurança, encontrando um terreno fértil mesmo numa cultura, como a mediterrânica, historicamente ligada à tradição do dinheiro vivo. O crescimento exponencial da sua utilização em Itália demonstra uma mudança de mentalidade e uma abertura para soluções que simplificam a vida quotidiana. Os medos relacionados com o roubo de dados “à distância” são, em grande parte, alimentados por mitos e desinformação, enquanto os sistemas de proteção como a criptografia, a tokenização e os limites impostos pela diretiva PSD2 oferecem uma sólida barreira contra fraudes. Os riscos reais, embora existentes, são limitados e podem ser ainda mais mitigados com precauções simples, mas eficazes. Adotar bons hábitos, como a verificação periódica das transações e o uso consciente dos próprios dispositivos, é a chave para beneficiar plenamente da comodidade do contactless sem ansiedades injustificadas. A verdadeira segurança, de facto, reside num equilíbrio entre tecnologia avançada e um consumidor informado e atento.

Perguntas frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
É verdade que um ladrão pode roubar o meu dinheiro simplesmente passando perto da minha mala ou bolso com um dispositivo?

Este é um mito muito difundido, mas extremamente improvável na realidade. A tecnologia NFC (Near Field Communication) usada para os pagamentos contactless funciona apenas a uma distância muito curta, geralmente menos de 4-5 centímetros. Um mal-intencionado teria, portanto, de estar fisicamente quase em contacto com o seu cartão. Além disso, a transação estaria limitada a 50 euros (em Portugal), seria rastreável e, mesmo que conseguisse, os bancos oferecem proteções e reembolsos para operações não autorizadas.

Qual é o valor máximo que posso pagar em modo contactless sem inserir o PIN?

Em Portugal e na maior parte da Europa, o limite para uma única transação contactless sem inserir o código PIN é de 50 euros. No entanto, por razões de segurança impostas pela diretiva europeia PSD2, após um certo número de operações consecutivas (geralmente 5) ou ao atingir um montante acumulado (frequentemente 150 euros), o sistema exigirá de qualquer forma a inserção do PIN para verificar a sua identidade.

Se um criminoso intercetar os dados do meu cartão contactless, pode usá-los para fazer compras online?

É muito difícil. Durante uma transação contactless, não são transmitidos todos os dados necessários para uma compra online. Em particular, o código de segurança de 3 ou 4 dígitos (CVV ou CVC) que se encontra na parte de trás do cartão nunca é comunicado. Sem este código, a maioria dos sites de e-commerce bloqueia a transação. Além disso, muitos cartões utilizam a “tokenização”, substituindo o número real do cartão por um código de uso único, tornando os dados intercetados inúteis.

As carteiras blindadas (anti-RFID) funcionam mesmo? São uma precaução útil?

Sim, as carteiras e as bolsas com blindagem RFID são eficazes. Contêm no seu interior uma fina camada de material, como o alumínio, que bloqueia as ondas de rádio, impedindo que qualquer leitor externo não autorizado comunique com o chip do seu cartão. Embora o risco de roubo à distância seja baixo, usar uma carteira blindada é uma precaução simples e de baixo custo para ter uma proteção adicional e maior tranquilidade.

O que devo fazer se notar um débito contactless que não autorizei?

A primeira coisa a fazer é contactar imediatamente o seu banco ou o emissor do cartão para o bloquear e prevenir fraudes futuras. Em seguida, deve contestar a operação, apresentando uma reclamação formal. De acordo com a legislação, tem direito ao reembolso das quantias subtraídas, a menos que o banco demonstre negligência grave da sua parte. É também aconselhável apresentar queixa às autoridades policiais.

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