Em Resumo (TL;DR)
Este guia analisa as vantagens e os custos dos terminais POS contactless, ajudando pequenos comerciantes e profissionais a escolher a melhor solução para a sua atividade.
Descubra como os pagamentos eletrónicos podem fazer crescer o seu negócio e quais são os custos reais a considerar para um terminal POS.
Examinamos, por fim, os custos associados aos terminais POS, guiando-o na escolha da solução mais adequada e conveniente.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
A Itália, um país onde a tradição se entrelaça com a inovação, está a viver uma transformação silenciosa mas imparável no mundo dos pagamentos. O gesto de entregar um cartão ou aproximar um smartphone do terminal POS tornou-se quotidiano, um hábito que une a loja artesanal histórica à startup mais moderna. Para os pequenos comerciantes, esta evolução não é apenas uma questão de modernidade, mas uma alavanca estratégica para crescer e permanecer competitivo. Abraçar os pagamentos contactless significa responder às novas exigências dos consumidores, otimizar os fluxos de caixa e abrir as portas a um mercado cada vez mais digitalizado e internacional. Este guia explora as vantagens concretas e analisa os custos dos terminais POS, oferecendo uma bússola para se orientar numa mudança cultural e económica já consolidada.
Em 2024, pela primeira vez, o valor das transações digitais em Itália superou o dos pagamentos em numerário. Esta ultrapassagem histórica, certificada pelo Observatório Innovative Payments do Politécnico de Milão, marca um ponto de não retorno. Os pagamentos eletrónicos atingiram os 481 mil milhões de euros, representando 43% do consumo total contra 41% do numerário. Um papel de protagonista nesta revolução é desempenhado pela tecnologia contactless, que constitui agora quase 90% das transações eletrónicas efetuadas em lojas físicas, num valor de 291 mil milhões de euros. Esta mudança foi impulsionada não só pelos consumidores, mas também por uma nova consciência dos comerciantes. Uma sondagem da Ipsos revela que mais de 53% dos pequenos comerciantes italianos prefere agora os pagamentos com cartão, reconhecendo a sua importância estratégica.

A revolução contactless: uma oportunidade para o pequeno comércio
A introdução da obrigação de aceitar pagamentos eletrónicos representou um ponto de viragem para o tecido comercial italiano. Desde 30 de junho de 2022, todos os sujeitos que efetuam atividades de venda de produtos e prestação de serviços, incluindo artesãos e profissionais, são obrigados a dispor de um terminal POS. A legislação prevê sanções específicas para quem não se adequar: uma multa fixa de 30 euros, à qual se soma 4% do valor da transação recusada. Esta obrigação aplica-se a qualquer montante, eliminando o antigo limite de 5 euros e tornando, de facto, os pagamentos digitais um direito do consumidor. O objetivo é duplo: aumentar a rastreabilidade das transações para combater a evasão fiscal e modernizar o sistema de pagamentos, alinhando a Itália com os padrões europeus. Este impulso normativo, aliado a incentivos como o crédito fiscal sobre as comissões, acelerou a adoção dos POS, transformando uma obrigação numa oportunidade de crescimento.
Vantagens tangíveis para o comerciante
Adotar um sistema de pagamento contactless vai muito além do simples cumprimento da lei. Para um pequeno comerciante, os benefícios são concretos e imediatos. Em primeiro lugar, melhora-se a experiência do cliente: os pagamentos tornam-se mais rápidos e fluidos, reduzindo as filas na caixa e aumentando a satisfação geral. Isto traduz-se numa maior probabilidade de fidelização e num aumento potencial do valor médio da transação. Além disso, reduzem-se os riscos e os custos ligados à gestão de numerário, como erros nos trocos, roubos ou depósitos bancários. A digitalização das receitas oferece também uma visão clara e em tempo real das entradas, simplificando a contabilidade e o planeamento financeiro. Por fim, aceitar pagamentos eletrónicos, incluindo os de smartphone e smartwatch, abre as portas a uma clientela mais vasta e internacional, como os turistas, cada vez mais habituados a utilizar ferramentas digitais.
Tradição e inovação: uma combinação vencedora
Num contexto cultural como o mediterrânico, onde a relação pessoal e a tradição têm um valor inestimável, a inovação tecnológica pode parecer uma ameaça. No entanto, o POS contactless pode tornar-se uma ponte entre o passado e o futuro. Imaginemos uma loja artesanal no centro histórico de uma cidade de arte. O cliente, talvez um turista estrangeiro, admira um produto feito à mão, fruto de sabedoria antiga. No momento do pagamento, a possibilidade de usar um cartão contactless ou o próprio smartphone não diminui a autenticidade da experiência, mas torna-a mais cómoda e acessível. O comerciante, por sua vez, não tem de renunciar à sua identidade. Pode continuar a contar a história do seu produto e a cuidar da relação com o cliente, integrando simplesmente uma ferramenta que responde a uma exigência moderna. A inovação, neste caso, não substitui a tradição, mas apoia-a, permitindo-lhe prosperar num mercado global.
Análise de custos: como escolher o POS certo

A escolha do terminal POS é um passo crucial e deve ser ponderada com base nas necessidades específicas da atividade. Os custos a considerar não se limitam às comissões sobre as transações, mas incluem várias rubricas. Existem principalmente dois modelos de oferta: os que têm uma mensalidade fixa, que muitas vezes inclui um certo volume de transações sem comissões, e os sem mensalidade, que preveem a compra do dispositivo e a aplicação de uma comissão percentual sobre cada pagamento. É fundamental avaliar o próprio volume de negócios, o valor médio das transações e a tipologia de clientela para determinar qual a solução mais vantajosa. Uma atividade com muitas transações de pequeno valor poderia beneficiar de uma oferta sem mensalidade com comissões competitivas, enquanto uma loja com um fluxo de receitas mais elevado e constante poderia achar mais conveniente uma mensalidade fixa.
As comissões: um labirinto a decifrar
As comissões representam muitas vezes a principal preocupação para os comerciantes. Estas podem variar consideravelmente dependendo do fornecedor do serviço, do circuito de pagamento (como Bancomat, Visa ou Mastercard) e do tipo de cartão utilizado (crédito, débito, empresarial). Em média, o custo para o comerciante ronda entre 1% e 2% do valor transacionado. No entanto, o mercado é cada vez mais competitivo, com novos operadores fintech a oferecer soluções inovadoras e transparentes. Algumas ofertas preveem comissões zero para micropagamentos, por exemplo abaixo de 10 euros, para incentivar o uso da moeda eletrónica também para pequenas compras. É importante ler atentamente os contratos e comparar as diferentes propostas, prestando atenção não só à percentagem da comissão, mas também a eventuais custos ocultos ou vínculos contratuais.
Tipologias de terminais: do fixo ao móvel
A tecnologia oferece hoje uma vasta gama de terminais POS, adequados a todo o tipo de atividade. O POS fixo é o modelo tradicional, ligado por cabo à linha telefónica ou à internet, ideal para quem tem um ponto de caixa definido como lojas ou restaurantes. O POS wireless oferece maior flexibilidade, permitindo levar o terminal à mesa do cliente ou para o interior da loja. Para quem trabalha em mobilidade, como artesãos, profissionais liberais ou vendedores ambulantes, a solução perfeita é o Mobile POS. Trata-se de pequenos leitores de cartões que se ligam via Bluetooth a um smartphone ou tablet, transformando-os num sistema de cobrança completo, económico e portátil. Por fim, as soluções Software POS (SoftPOS) representam a fronteira da inovação, permitindo aceitar pagamentos contactless diretamente num smartphone habilitado, sem necessidade de qualquer hardware adicional.
Escolher com consciência: o POS à sua medida

Não existe um POS “melhor” em absoluto, mas existe a solução mais adequada à própria realidade empresarial. Para um profissional que recebe poucos pagamentos eletrónicos por mês, um dispositivo económico sem mensalidade, como os oferecidos pela SumUp ou myPOS, pode ser a escolha ideal, pagando uma comissão apenas sobre a utilização efetiva. Para um bar ou uma pequena loja com um fluxo constante de clientes, uma oferta como a da Axerve com mensalidade fixa poderia resultar mais conveniente, eliminando as comissões até um certo limite de faturação. As soluções da Nexi, por outro lado, oferecem pacotes completos que incluem serviços adicionais para a gestão do negócio. É fundamental analisar o próprio modelo de negócio: um restaurante terá necessidades diferentes de um canalizador, e uma boutique de moda diferentes de uma tabacaria. A escolha deve basear-se em dados concretos e numa projeção realista das próprias receitas. Considere a possibilidade de aceitar pagamentos através de carteiras digitais no smartphone, como Apple Pay e Google Pay, uma funcionalidade agora padrão na maioria dos terminais modernos.
Conclusões

A adoção dos pagamentos contactless já não é uma escolha, mas uma necessidade estratégica para os pequenos comerciantes em Itália. A evolução do mercado e os hábitos dos consumidores, cada vez mais orientados para soluções digitais, tornam imprescindível a integração de um terminal POS. Para além da obrigação legal, as vantagens em termos de eficiência, segurança e satisfação do cliente são inegáveis. Embora os custos representem uma variável importante, o mercado atual oferece uma vasta gama de soluções flexíveis e competitivas, capazes de se adaptar às necessidades de cada atividade, desde o profissional liberal à loja histórica. Escolher o POS certo, informando-se e comparando as ofertas, significa investir no futuro da própria empresa, conjugando a riqueza da tradição italiana com as oportunidades oferecidas pela inovação digital. Um passo fundamental para permanecer competitivo e para continuar a crescer num mundo em constante mudança. Para uma maior segurança, é útil saber também como desativar o contactless nos seus cartões pessoais, se necessário.
Domande frequenti
Sim, desde junho de 2022, a legislação exige que comerciantes, artesãos e profissionais aceitem pagamentos eletrónicos, sob pena de sanções administrativas. A multa prevista é de 30 euros mais 4 por cento do valor da transação recusada, aplicando-se a qualquer montante para garantir o direito do consumidor ao pagamento digital e combater a evasão fiscal.
Os custos dividem-se geralmente em dois modelos: planos com mensalidade fixa ou opções sem custos fixos onde se paga apenas uma comissão por venda. As taxas médias variam entre 1 e 2 por cento do valor transacionado, embora existam ofertas competitivas de fintechs para micropagamentos e soluções que reduzem estes encargos operacionais dependendo do fornecedor.
A escolha deve basear-se no volume de faturação e na frequência de vendas da sua atividade. Negócios com poucas transações beneficiam de leitores móveis sem mensalidade, pagando apenas pelo uso, enquanto estabelecimentos com alto fluxo de caixa podem poupar optando por planos de mensalidade fixa que isentam ou reduzem significativamente as comissões variáveis.
A adoção do contactless melhora a experiência do cliente ao reduzir filas e agilizar o pagamento, além de aumentar a segurança ao diminuir a circulação de dinheiro físico na loja e os riscos de roubo. Também simplifica a gestão contabilística com o registo automático das receitas e permite captar turistas internacionais que preferem utilizar cartões ou smartphones.
O POS fixo é o modelo tradicional ligado à rede, ideal para balcões de lojas; o POS móvel conecta-se via Bluetooth a smartphones, sendo perfeito para vendas em mobilidade. Já o SoftPOS é a inovação mais recente que transforma o próprio telemóvel do comerciante num terminal de pagamento através de uma aplicação, eliminando a necessidade de hardware adicional.
Fontes e Aprofundamento
- Wikipedia: Definição e funcionamento da tecnologia Contactless (Pagamento por aproximação)
- Banca d’Italia: Visão geral do sistema de pagamentos de retalho e modernização (Conteúdo em Inglês)
- Banco Central Europeu (BCE): Introdução aos pagamentos eletrónicos e numerário na Zona Euro (Conteúdo em Inglês)
- Comissão Europeia: Serviços de pagamento e diretivas sobre transações digitais (Conteúdo em Inglês)

Achou este artigo útil? Há outro assunto que gostaria de me ver abordar?
Escreva nos comentários aqui em baixo! Inspiro-me diretamente nas vossas sugestões.