Cartão de crédito roubado: o que acontece a seguir no mercado negro?

Descubra o que acontece aos dados do seu cartão de crédito após um roubo. Uma análise do mercado negro e da dark web para entender como são vendidos, o seu valor e como os criminosos os usam para fraudes. Aprenda a proteger-se.

Publicado em 24 de Nov de 2025
Atualizado em 24 de Nov de 2025
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Os dados de cartões de crédito roubados alimentam um próspero mercado negro: eis como funciona e como os criminosos os exploram.

Exploramos como a dark web funciona como um mercado para estes dados, determinando o seu valor e uso em outras atividades criminosas.

Descobrir o valor destes dados e como são explorados pelos criminosos reforça a importância da prevenção para proteger as suas finanças.

O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.

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O roubo dos dados de um cartão de crédito é uma experiência que gera ansiedade e preocupação. Mas o que acontece realmente depois de as nossas preciosas informações caírem nas mãos erradas? A jornada dos dados roubados é rápida e complexa, alimentando um próspero mercado negro global. Compreender este percurso não é apenas uma curiosidade, mas o primeiro passo fundamental para uma defesa consciente. Desde o momento do roubo até à venda na dark web e ao uso fraudulento, cada fase revela as estratégias dos criminosos e, consequentemente, as nossas melhores armas de prevenção.

Este fenómeno não conhece fronteiras e a Itália, com a sua crescente digitalização, encontra-se no centro de dinâmicas complexas. Segundo análises recentes, a Itália posiciona-se como o terceiro país na Europa em número de cartões de pagamento roubados e oferecidos para venda na dark web, logo a seguir a França e ao Reino Unido. Este dado evidencia como a cultura mediterrânica, tradicionalmente ligada ao dinheiro físico, está a abraçar a inovação dos pagamentos digitais, expondo-se, no entanto, a novas vulnerabilidades. O equilíbrio entre tradição e modernidade torna-se, assim, crucial também na luta contra o cibercrime financeiro.

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Como ocorre o roubo dos dados

Os cibercriminosos utilizam táticas cada vez mais sofisticadas para se apoderarem dos dados dos cartões de crédito. Uma das técnicas mais difundidas é o phishing. Através de e-mails, SMS ou mensagens nas redes sociais que imitam comunicações de bancos ou empresas conhecidas, as vítimas são levadas a clicar em links maliciosos e a inserir os seus dados em páginas web clonadas. Outra ameaça significativa é representada pelo malware, software malicioso que se instala em computadores ou smartphones, muitas vezes descarregado involuntariamente. Estes programas podem registar tudo o que é digitado, incluindo os números dos cartões e as palavras-passe, ou roubar as informações guardadas no navegador.

As ameaças não são apenas digitais. O skimming é uma técnica “física” ainda em uso, na qual os criminosos instalam dispositivos ilegais em caixas multibanco (ATM) ou terminais de pagamento (POS) para copiar os dados da banda magnética do cartão. A isto junta-se o chamado shoulder surfing, ou seja, a observação direta por parte de um indivíduo mal-intencionado enquanto digitamos o PIN ou outros dados sensíveis. Por fim, as violações de dados em grande escala (data breach) que afetam grandes empresas ou plataformas de e-commerce colocam em risco milhões de utilizadores em simultâneo, despejando enormes quantidades de informações pessoais e financeiras no mercado ilegal.

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O mercado negro: a dark web como praça de troca

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Uma vez roubados, os dados dos cartões de crédito tornam-se uma mercadoria preciosa na dark web, aquela porção da internet não indexada pelos motores de busca normais e acessível apenas através de software específico. Aqui, os dados são vendidos em verdadeiras “lojas” online, chamadas Card Shops, onde os pagamentos são feitos através de criptomoedas para garantir o anonimato de compradores e vendedores. As informações são frequentemente vendidas em “kits” que podem incluir não só o número do cartão, a data de validade e o CVV, mas também dados pessoais como nome, morada, e-mail e número de telefone da vítima.

O valor de um cartão de crédito roubado na dark web varia com base em diversos fatores. Um cartão completo com todos os dados auxiliares (como a morada de faturação ou o acesso à conta de e-mail associada) tem um preço mais elevado. O preço médio dos dados de um cartão de crédito pode variar de alguns euros a dezenas, dependendo da “frescura” dos dados e do plafond disponível. Segundo algumas investigações, o preço médio de um cartão italiano rondaria os 8 euros. Este mercado ilegal é extremamente organizado e, segundo as estimativas, vale milhares de milhões de dólares a nível global.

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A utilização fraudulenta dos dados roubados

Uma vez adquiridos os dados, os burlões utilizam-nos para cometer fraudes. O tipo mais comum é a fraude Card-Not-Present (CNP), que inclui todas as compras online, por telefone ou por e-mail onde não é necessária a presença física do cartão. Os criminosos testam a validade do cartão efetuando pequenas transações, para depois procederem a compras de maior valor, muitas vezes de bens de luxo ou produtos tecnológicos fáceis de revender. Outra técnica consiste em comprar em massa cartões-presente (gift cards), que são mais difíceis de rastrear e permitem branquear o dinheiro obtido ilicitamente.

Os dados roubados não servem apenas para compras fraudulentas. Podem ser a base para o roubo de identidade, um crime com consequências bem mais graves. Com informações pessoais detalhadas, um criminoso pode solicitar empréstimos, abrir novas contas bancárias ou realizar outras atividades ilegais em nome da vítima. Em alguns casos, os dados são usados em ataques mais complexos como o “carding”, onde bots automatizados testam milhares de números de cartão em sites de e-commerce para identificar os que ainda estão ativos. Se suspeitar que o seu cartão foi comprometido, é fundamental agir imediatamente. Um guia útil sobre o que fazer em caso de violação de dados com cartão comprometido pode fornecer os passos essenciais para limitar os danos.

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Prevenção e defesa: uma abordagem entre inovação e tradição

A defesa contra as fraudes com cartão de crédito exige uma abordagem que combine a prudência tradicional com um uso consciente das novas tecnologias. A primeira regra, intemporal, é a discrição: nunca partilhar os dados do seu cartão por e-mail ou telefone e guardar o PIN com cuidado. É essencial verificar regularmente os extratos de conta para detetar atempadamente quaisquer transações suspeitas. A ativação de serviços de notificação por SMS ou aplicação para cada transação, oferecidos atualmente por quase todos os bancos, representa uma excelente ferramenta de controlo total sobre as suas despesas.

No campo da inovação, a adoção de ferramentas como a autenticação de dois fatores (2FA) adiciona um nível de segurança crucial, exigindo um segundo código de verificação para autorizar as transações online. A utilização de cartões virtuais descartáveis para as compras online é outra estratégia eficaz, pois limita a exposição dos dados do cartão principal. Por fim, é fundamental manter os sistemas operativos atualizados e utilizar software antivírus em todos os dispositivos. Esta mistura de bons hábitos e ferramentas tecnológicas é a nossa melhor defesa num mundo digital em constante evolução.

O que fazer em caso de roubo ou clonagem

Se se aperceber de que o seu cartão foi roubado, perdido ou clonado, a primeira ação a tomar é bloqueá-lo imediatamente. Todos os bancos e instituições emissoras disponibilizam um número verde, ativo 24 horas por dia, precisamente para estas emergências. Memorizar este número ou tê-lo à mão é fundamental para agir com rapidez. Logo após o bloqueio, é necessário apresentar uma queixa às autoridades policiais. Este passo é obrigatório para poder iniciar o procedimento de contestação dos débitos e solicitar um eventual reembolso.

Uma vez apresentada a queixa, deve contactar o seu banco para contestar as operações fraudulentas. As normativas europeias, como a DSP2 (PSD2), oferecem uma forte proteção aos consumidores, limitando a responsabilidade por operações não autorizadas a um máximo de 50 euros, a menos que seja provada negligência grave por parte do titular. Em muitos casos, os bancos oferecem uma proteção “zero liability”, reembolsando integralmente as quantias subtraídas. Para um guia detalhado sobre os passos a seguir, pode consultar o artigo sobre o que fazer em caso de cartão roubado ou perdido.

Conclusões

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O roubo dos dados dos cartões de crédito é a porta de entrada para um ecossistema criminoso digital complexo e global. Desde a habilidade técnica para subtrair as informações até à sua comercialização na dark web, e ao seu uso para fraudes e roubos de identidade, cada passo desta cadeia ilegal representa uma ameaça concreta para os consumidores. Num contexto como o italiano, onde a tradição se confronta diariamente com a inovação digital, a consciencialização dos riscos torna-se a principal ferramenta de autodefesa. Conhecer as técnicas dos criminosos, como o phishing e o skimming, é o primeiro passo para não cair nas suas armadilhas.

No entanto, a mera consciencialização não é suficiente. É indispensável adotar um comportamento proativo, unindo a prudência de sempre ao uso inteligente das novas tecnologias de segurança. Monitorizar os movimentos da conta, ativar as notificações para cada transação, utilizar palavras-passe complexas e a autenticação de dois fatores são hábitos que podem fazer a diferença. Em caso de fraude, agir com prontidão, bloqueando o cartão e apresentando queixa, é crucial para limitar os danos e beneficiar das proteções legais. A segurança dos nossos dados financeiros depende de um equilíbrio cuidadoso entre a confiança na tecnologia e uma vigilância sã e constante.

Perguntas frequentes

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O que fazem os criminosos com os dados do meu cartão de crédito roubado?

Uma vez roubados, os dados do seu cartão de crédito são vendidos em mercados ilegais na dark web. Os compradores utilizam-nos principalmente para ‘carding’, ou seja, para efetuar compras online, muitas vezes de bens de luxo ou produtos tecnológicos fáceis de revender. Outros usos incluem a clonagem do cartão para levantamentos fraudulentos ou a utilização das informações para cometer mais burlas e roubos de identidade.

Quanto vale o meu cartão de crédito na dark web?

O valor de um cartão de crédito roubado na dark web varia dependendo da quantidade e qualidade das informações incluídas. Apenas os detalhes do cartão (número, validade, CVV) podem valer entre 5 e 16 euros. Se o pacote incluir também dados demográficos, morada e outras informações pessoais, o preço pode aumentar significativamente. Em Itália, o preço médio ronda os 8-14 euros.

Como posso saber se os meus dados foram parar à dark web?

É difícil ter a certeza absoluta sem ferramentas especializadas. No entanto, existem serviços, por vezes oferecidos também pelos bancos ou por empresas de cibersegurança, que monitorizam a dark web em busca dos seus dados. Um sinal de alarme é receber uma onda de e-mails de phishing muito direcionados. A melhor regra é monitorizar constantemente os movimentos da sua conta e ativar os alertas para cada transação.

Sofri um roubo de dados, o que devo fazer imediatamente?

A primeira e mais importante ação é bloquear imediatamente o cartão. Contacte o seu banco ou o emissor do cartão através dos números de emergência dedicados. De seguida, verifique a lista de movimentos para identificar quaisquer transações não autorizadas e apresente queixa às autoridades competentes. Este passo é fundamental para poder contestar os débitos e obter um reembolso.

É mais seguro o cartão de crédito ou o de débito em caso de fraude?

Geralmente, o cartão de crédito oferece maiores proteções. A lei limita a sua responsabilidade a um máximo de 50 euros por operações fraudulentas, mas a maioria dos bancos oferece uma proteção ‘zero liability’, zerando os custos para o cliente. Para os cartões de débito, a proteção é semelhante apenas se o roubo for comunicado no prazo de 2 dias úteis; caso contrário, a sua responsabilidade económica poderá aumentar.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico especialista em sistemas Fintech. Fundador do MutuiperlaCasa.com e desenvolvedor de sistemas CRM para gestão de crédito. No TuttoSemplice, aplica sua experiência técnica para analisar mercados financeiros, hipotecas e seguros, ajudando os usuários a encontrar as soluções mais vantajosas com transparência matemática.

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