Em Resumo (TL;DR)
Descubra como funcionam os levantamentos de dinheiro no estrangeiro, quais são os custos e comissões e como pode poupar.
Descubra como funcionam as redes internacionais, quais são as comissões e que estratégias adotar para minimizar as despesas.
Por fim, descubra dicas práticas e estratégias para minimizar os custos e levantar dinheiro de forma inteligente e segura.
O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.
Partir para uma viagem ao estrangeiro, seja para umas férias relaxantes na costa do Mediterrâneo ou para um compromisso de trabalho numa capital europeia, exige um planeamento financeiro adequado. Embora os pagamentos digitais sejam cada vez mais comuns, ter dinheiro na moeda local continua a ser uma necessidade. No entanto, levantar dinheiro numa caixa automática (ATM) fora de Itália pode esconder custos inesperados. Compreender o funcionamento dos levantamentos internacionais, desde as comissões do seu banco até às taxas de câmbio aplicadas, é fundamental para gerir melhor o seu orçamento e desfrutar da viagem sem surpresas.
Este guia oferece uma visão geral completa sobre o levantamento de dinheiro no estrangeiro, com foco no contexto europeu e na cultura mediterrânica, onde a tradição do dinheiro coexiste com a inovação dos pagamentos eletrónicos. Analisaremos os custos, as armadilhas a evitar e forneceremos dicas práticas para poupar, garantindo segurança e transparência em cada transação.

Como funciona o levantamento de dinheiro no estrangeiro
Fazer um levantamento no estrangeiro é um procedimento simples, quase idêntico ao que se realiza em Itália. Basta inserir o seu cartão de débito ou de crédito em qualquer caixa automática (ATM) que exiba o logótipo da sua rede internacional e digitar o PIN. Antes de partir, no entanto, é essencial verificar alguns aspetos fundamentais. Em primeiro lugar, deve certificar-se de que o seu cartão está habilitado para uso internacional. A maioria dos cartões hoje em dia já o está, mas uma verificação junto do seu banco pode evitar surpresas desagradáveis. Verificar os logótipos presentes no cartão é o primeiro passo: redes como Visa, Mastercard, Maestro ou American Express são aceites em quase todo o mundo. Pelo contrário, os cartões que operam apenas em redes nacionais como Bancomat ou PagoBancomat não funcionarão no estrangeiro.
As redes internacionais, como a Visa e a Mastercard, são plataformas globais que gerem as transações entre o seu banco e o banco estrangeiro proprietário da ATM. Existem também redes específicas para levantamentos, como a Cirrus (ligada à Mastercard) e a Plus (ligada à Visa), que garantem uma ampla cobertura de caixas automáticas a nível mundial. É uma boa prática informar-se se a rede do seu cartão é suportada no país de destino e verificar com o seu banco eventuais limites de levantamento diários ou mensais, que podem ser diferentes dos aplicados em Itália ou até mesmo impostos pelo país de acolhimento.
Análise de custos: as comissões sobre o levantamento
Quando se levanta dinheiro no estrangeiro, os custos podem acumular-se rapidamente. É importante distinguir entre levantamentos efetuados na Área SEPA (Single Euro Payments Area), que inclui os países da Zona Euro, e os realizados em países com uma moeda diferente. Dentro da Área SEPA, os custos de levantamento são geralmente os mesmos aplicados em Itália nas caixas automáticas de outros bancos. Isto significa que, se o seu banco prevê comissões para levantamentos “fora da rede” em Itália, as mesmas condições aplicar-se-ão na Alemanha ou em Espanha.
A situação muda radicalmente quando se levanta dinheiro num país extra SEPA, como o Reino Unido ou a Suíça. Neste caso, aos custos somam-se várias rubricas:
- Comissão fixa do seu banco: Um valor fixo por cada operação de levantamento internacional, que pode variar indicativamente entre 2,5 e 5 euros.
- Comissão percentual do seu banco: Uma percentagem sobre o montante levantado, que se adiciona à comissão fixa.
- Majoração na taxa de câmbio: Uma comissão, muitas vezes em torno de 2%, aplicada sobre a taxa de câmbio entre o euro e a moeda local.
- Comissão do banco local: A instituição proprietária da caixa automática (ATM) pode aplicar um custo adicional pela utilização do serviço, conhecido como “Access Fee”.
- Comissão fixa do seu banco: Um valor fixo por cada operação de levantamento internacional, que pode variar indicativamente entre 2,5 e 5 euros.
- Comissão percentual do seu banco: Uma percentagem sobre o montante levantado, que se adiciona à comissão fixa.
- Majoração na taxa de câmbio: Uma comissão, muitas vezes em torno de 2%, aplicada sobre a taxa de câmbio entre o euro e a moeda local.
- Comissão do banco local: A instituição proprietária da caixa automática (ATM) pode aplicar um custo adicional pela utilização do serviço, conhecido como “Access Fee”.
Antes de partir, é aconselhável consultar as fichas de informação do seu cartão para conhecer com exatidão o montante destas comissões.
- Comissão fixa do seu banco: Um valor fixo por cada operação de levantamento internacional, que pode variar indicativamente entre 2,5 e 5 euros.
- Comissão percentual do seu banco: Uma percentagem sobre o montante levantado, que se adiciona à comissão fixa.
- Majoração na taxa de câmbio: Uma comissão, muitas vezes em torno de 2%, aplicada sobre a taxa de câmbio entre o euro e a moeda local.
- Comissão do banco local: A instituição proprietária da caixa automática (ATM) pode aplicar um custo adicional pela utilização do serviço, conhecido como “Access Fee”.
Antes de partir, é aconselhável consultar as fichas de informação do seu cartão para conhecer com exatidão o montante destas comissões.
A taxa de câmbio e a armadilha da DCC
Um dos aspetos mais traiçoeiros do levantamento no estrangeiro é a taxa de câmbio. Quando se levanta numa moeda diferente do euro, a operação implica uma conversão. A taxa aplicada quase nunca é a “real” ou interbancária, mas inclui uma majoração (spread) por parte da rede de pagamento (Visa ou Mastercard) e, por vezes, uma sobretaxa adicional do seu banco. Isto significa que por cada euro convertido, recebe-se um montante ligeiramente inferior na moeda local.
A isto junta-se a chamada Conversão Dinâmica de Moeda (DCC – Dynamic Currency Conversion). No momento do levantamento, a caixa automática pode oferecer a possibilidade de debitar o montante diretamente em euros em vez de na moeda local. Embora possa parecer uma escolha conveniente e transparente, quase sempre esconde uma taxa de câmbio extremamente desfavorável, decidida pelo fornecedor do serviço de ATM. O comerciante ou o gestor da ATM ganha, de facto, uma comissão sobre esta conversão. A regra de ouro é, portanto, recusar sempre a conversão e escolher pagar ou levantar na moeda local. Desta forma, beneficiará da taxa de câmbio, geralmente mais vantajosa, oferecida pela sua rede de pagamento.
Dicas práticas para um levantamento inteligente
Para minimizar os custos e viajar com tranquilidade, é útil adotar algumas estratégias. Partir preparado é o primeiro passo. Antes da viagem, contacte o seu banco para confirmar a ativação do cartão para o estrangeiro, conhecer as comissões específicas e informar-se sobre eventuais limites de levantamento. Também pode ser útil avisar o banco sobre as datas e os destinos da sua viagem para evitar que as transações sejam bloqueadas por suspeita de fraude. Outro aspeto importante é a segurança: quando utilizar uma ATM, cubra sempre o teclado enquanto digita o PIN e tenha atenção a possíveis adulterações da caixa, como no caso do skimming em ATM.
Para otimizar os custos, é preferível fazer poucos levantamentos de montante maior, em vez de muitas pequenas operações. Desta forma, amortiza-se o custo da comissão fixa, que é cobrada por cada transação individual. Considere também o uso de cartões de débito ou contas online pensadas para viajantes, que muitas vezes oferecem condições mais vantajosas, como levantamentos gratuitos dentro de certos limites ou nenhuma comissão sobre o câmbio de moeda. Por fim, é sempre sensato não depender de um único cartão. Levar consigo uma combinação de cartões (débito, crédito, pré-pago) e uma pequena quantidade de dinheiro para as primeiras necessidades pode salvar de muitos imprevistos. Esta precaução é útil também para se proteger de fraudes como o card trapping.
Alternativas ao levantamento de dinheiro
Embora o dinheiro seja ainda essencial em muitas situações, especialmente nos mercados locais ou para pequenas despesas como um café, as alternativas digitais oferecem conveniência e segurança. Os pagamentos com cartão através de POS são hoje muito difundidos em toda a Europa. Para os pagamentos em euros dentro da Área SEPA, não é aplicada qualquer comissão. Para pagamentos noutra moeda, aplica-se apenas a comissão de câmbio, evitando os custos fixos do levantamento. A melhor forma de efetuar pagamentos no estrangeiro é, de facto, através de cartão de crédito ou débito, escolhendo sempre pagar na moeda local para evitar a armadilha da DCC.
Outra opção em crescimento, especialmente para os mais jovens e tecnológicos, são as contas e os cartões fintech (como Revolut, Wise ou N26), que oferecem taxas de câmbio interbancárias ou muito competitivas e comissões reduzidas ou nulas para levantamentos e pagamentos internacionais. Estas soluções digitais, geríveis inteiramente a partir do smartphone, representam uma inovação significativa no panorama financeiro, unindo a praticidade à transparência dos custos. Por fim, não se deve esquecer a possibilidade de trocar uma pequena quantia de dinheiro antes de partir no seu banco ou numa estação de correios, para ter liquidez imediata à chegada sem ter de procurar logo uma ATM.
Conclusões

Viajar na Europa e na bacia do Mediterrâneo significa mergulhar numa fascinante mistura de tradição e modernidade, um dualismo que se reflete também nos hábitos de pagamento. Se, por um lado, a inovação nos leva para um futuro sem dinheiro, por outro, a cultura local, as pequenas lojas e os mercados tradicionais ainda exigem o uso de notas e moedas. Levantar dinheiro no estrangeiro é uma operação simples, mas que requer consciência para não afetar negativamente o orçamento das férias. Conhecer as comissões do seu banco, verificar a ativação internacional do cartão e, sobretudo, recusar sempre a conversão dinâmica de moeda (DCC) são as regras fundamentais para um levantamento inteligente. Planear com antecedência, diversificar os meios de pagamento e informar-se sobre as condições específicas da sua conta permite viajar em segurança e sem custos imprevistos, desfrutando plenamente de cada momento da sua estadia no estrangeiro.
Perguntas frequentes

Ao levantar dinheiro fora de Itália, os principais custos a considerar são quatro. Em primeiro lugar, o seu banco aplica quase sempre uma comissão, que pode ser fixa (por exemplo, 5 euros por operação) ou variável (uma percentagem sobre o montante). Em segundo lugar, há a taxa de câmbio, que pode incluir uma majoração (spread) aplicada pela rede de pagamento (ex. Visa, Mastercard) ou pelo próprio banco. Terceiro, o banco proprietário da caixa automática (ATM) estrangeira pode cobrar uma comissão adicional pela utilização do seu serviço. Por fim, se levantar com cartão de crédito, é aplicada uma comissão por ‘adiantamento de numerário’ (cash advance), geralmente mais alta do que a dos cartões de débito.
Não, é quase sempre desaconselhado. Quando a caixa automática propõe debitar a operação em Euros em vez de na moeda local, está a oferecer um serviço chamado ‘Conversão Dinâmica de Moeda’ (DCC). Se aceitar, a taxa de câmbio aplicada não será a, geralmente mais favorável, da sua rede de pagamento (Visa/Mastercard), mas sim uma decidida pelo gestor da ATM, que inclui uma majoração para o seu lucro. Para minimizar os custos, é fundamental escolher sempre pagar e levantar na *moeda local* do país onde se encontra.
Sim, sem dúvida. A primeira estratégia é escolher o cartão certo: alguns bancos online ou fintech oferecem cartões de débito ou pré-pagos pensados para quem viaja, com comissões de levantamento e de câmbio nulas ou muito baixas. Outra dica é fazer poucos levantamentos, mas de maior valor, para reduzir o impacto das comissões fixas por operação. Também é útil verificar se o seu banco tem acordos com bancos parceiros no estrangeiro, que podem oferecer condições de levantamento mais vantajosas. Por fim, pagar diretamente com o cartão nas lojas, sempre que possível, é muitas vezes mais económico do que levantar dinheiro.
A maioria dos cartões de débito e crédito modernos associados a redes internacionais (como Mastercard ou Visa) já está automaticamente ativada para uso em todo o mundo. No entanto, é uma boa prática contactar o seu banco antes de uma viagem, especialmente se o destino for fora da Europa, para comunicar as datas e o destino. Esta simples operação previne o risco de os sistemas de segurança do banco interpretarem as transações no estrangeiro como suspeitas e bloquearem o cartão por precaução. Alguns bancos oferecem também um serviço de ‘GeoControl’ através da aplicação, que permite ativar o cartão apenas para áreas geográficas específicas.
Sim, existem limites que operam a dois níveis. Por um lado, o seu banco estabelece limites máximos de levantamento diários e mensais para o seu cartão, que se mantêm válidos também no estrangeiro. Por outro, a caixa automática local pode ter o seu próprio limite por transação, que pode ser inferior ao do seu cartão. É aconselhável verificar os limites do seu cartão antes de partir, contactando o banco ou através da aplicação de home banking, e, se necessário, solicitar um aumento temporário se previr despesas elevadas.

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