Em Resumo (TL;DR)
Descubra como transformar o seu smartwatch numa carteira digital, configurando os cartões para pagamentos contactless rápidos e seguros com os sistemas operativos Wear OS e watchOS.
Analisaremos passo a passo os procedimentos para ativar os pagamentos contactless tanto no Apple Watch com watchOS como nos smartwatches com Wear OS.
Aprofundaremos a configuração necessária para os sistemas operativos mais difundidos, Wear OS e watchOS, para pagar com total segurança.
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Imagine a cena: está no café, tem as mãos ocupadas e precisa de pagar o café. Em vez de procurar a carteira ou o telemóvel, basta um simples gesto do pulso. Um pequeno “bip” e o pagamento está feito. Isto já não é ficção científica, mas a realidade quotidiana para um número crescente de italianos e europeus. Pagar com o smartwatch tornou-se um símbolo de como a inovação se pode integrar nos nossos hábitos, transformando um objeto tradicional como o relógio numa poderosa ferramenta digital. Num contexto como o mediterrânico, muitas vezes ligado a costumes enraizados, esta evolução representa um encontro fascinante entre o passado e o futuro, onde a comodidade se alia à tecnologia.
Este artigo é um guia completo para quem deseja explorar o mundo dos pagamentos no pulso. Analisaremos os dois principais sistemas operativos, watchOS da Apple e Wear OS da Google, explicando como funcionam, quais são as vantagens e como garantir a máxima segurança. Exploraremos o mercado italiano e europeu, para compreender o alcance desta revolução silenciosa que está a mudar a nossa forma de interagir com o dinheiro.

A evolução no pulso: Da tradição à inovação digital
O relógio sempre teve um papel que vai além da simples medição do tempo. É um acessório de estilo, um símbolo de estatuto, por vezes uma recordação de família. Hoje, este objeto tão pessoal enriquece-se com uma nova dimensão: a digital. A cultura mediterrânica, e em particular a italiana, apesar de estar ligada a gestos tradicionais como o uso de numerário, está a abraçar com surpreendente rapidez a conveniência dos pagamentos eletrónicos. O smartwatch encarna perfeitamente esta transição, mantendo a sua forma clássica mas escondendo no seu interior uma tecnologia sofisticada.
O coração desta inovação é a tecnologia NFC (Near Field Communication), um sistema de comunicação sem fios de curto alcance que permite a dois dispositivos trocarem dados de forma segura e rápida. Quando aproxima o seu smartwatch de um terminal de pagamento (POS) habilitado, o chip NFC integrado no relógio comunica com o leitor para autorizar a transação. É o mesmo princípio dos cartões contactless, mas com um nível de praticidade superior: nem sequer precisa de tirar a carteira do bolso.
Como funcionam os pagamentos com smartwatch

O processo para pagar com o smartwatch é incrivelmente simples e rápido. Uma vez configurado o seu cartão de crédito, débito ou pré-pago na aplicação apropriada no seu telemóvel, está pronto para começar. No momento do pagamento, basta ativar a função no seu relógio, geralmente com um duplo clique num botão ou abrindo a app da carteira (wallet), e aproximar o mostrador do leitor POS. Em poucos instantes, uma ligeira vibração ou um sinal sonoro confirmará que a transação foi bem-sucedida. Esta rapidez é ideal em muitas situações: quando se fazem compras, se apanham transportes públicos ou se está com pressa.
A magia por trás desta simplicidade esconde um mecanismo de segurança muito robusto chamado tokenização. Quando adiciona um cartão à sua carteira digital, o número real do cartão não é memorizado no dispositivo nem transmitido ao comerciante. Em vez disso, é criado um “token”, ou seja, um código digital único associado a esse cartão específico e a esse dispositivo. Durante o pagamento, é este token que é enviado ao POS, protegendo os seus dados sensíveis. Esta é uma das razões pelas quais os pagamentos seguros com tokenização são considerados extremamente fiáveis.
watchOS e Apple Pay: O ecossistema perfeito

Para os proprietários de iPhone, o Apple Watch representa a extensão natural do seu ecossistema digital. O Apple Pay no watchOS é reconhecido pela sua fluidez e integração. A configuração é guiada e realiza-se através da app Watch no iPhone: basta aceder à secção “Carteira e Apple Pay” e adicionar os seus cartões. Uma vez concluído o procedimento, que demora poucos minutos, os cartões estão prontos a usar diretamente a partir do pulso.
A experiência de utilizador é um dos pontos fortes da Apple. Para pagar, basta premir duas vezes o botão lateral do Apple Watch para visualizar o cartão predefinido. Aproximando o relógio do POS, o pagamento é autorizado instantaneamente. A segurança é garantida pelo facto de o relógio ter de estar desbloqueado e no pulso do utilizador para funcionar. Se for retirado, bloqueia-se automaticamente e requer a introdução do código PIN para ser reativado. Este sistema, aliado à tokenização, torna o Apple Pay uma das soluções mais seguras do mercado, suportada pela maioria dos bancos.
Wear OS e Google Wallet: A versatilidade no pulso
O Wear OS é o sistema operativo da Google para dispositivos vestíveis, adotado por uma vasta gama de fabricantes como a Samsung, Google (com o seu Pixel Watch), Fossil e muitos outros. Esta variedade oferece aos utilizadores uma grande escolha em termos de design, funcionalidades e preço. O sistema de pagamento integrado é o Google Wallet (anteriormente conhecido como Google Pay), que permite digitalizar cartões de pagamento, bilhetes para eventos, cartões de fidelidade e muito mais.
A configuração do Google Wallet num smartwatch Wear OS é semelhante à do Apple Pay. Gere-se principalmente através da app Google Wallet no telemóvel Android ligado, onde se podem adicionar e gerir os cartões. Para pagar, basta abrir a app Wallet no relógio e aproximá-lo do terminal NFC. Também neste caso, é necessário definir um bloqueio de ecrã (PIN, padrão ou palavra-passe) para garantir a segurança. A compatibilidade com os bancos é muito ampla, tornando o Google Wallet uma solução versátil e acessível para a grande maioria dos utilizadores Android.
Segurança em primeiro lugar: Os pagamentos no pulso são fiáveis
Uma das perguntas mais comuns diz respeito à segurança: é realmente seguro pagar com um objeto que trazemos no pulso? A resposta é um decidido sim. Como mencionado, a tokenização é o primeiro e mais importante nível de proteção: os dados reais do seu cartão nunca são expostos. Em segundo lugar, tanto o watchOS como o Wear OS exigem a configuração de um método de desbloqueio seguro no dispositivo, como um PIN ou um padrão. O relógio bloqueia-se automaticamente quando é retirado do pulso, impedindo que qualquer outra pessoa o utilize para efetuar pagamentos.
Em caso de perda ou roubo do smartwatch, é possível bloquear imediatamente as funções de pagamento remotamente, através dos serviços “Encontrar” da Apple ou Google. Isto torna os pagamentos no pulso ainda mais seguros do que um cartão físico, que, se perdido, poderia ser utilizado por mal-intencionados para compras contactless abaixo do limite que não requer PIN. A combinação de autenticação no dispositivo e a possibilidade de bloqueio remoto oferece uma tranquilidade inigualável, tornando a comparação entre contactless vs chip e pin ainda mais favorável às novas tecnologias digitais.
O mercado italiano e europeu: Uma tendência imparável
A adoção dos pagamentos digitais em Itália e na Europa está em constante e rápido crescimento. Segundo os dados do Observatório Innovative Payments do Politécnico de Milão, em 2024 o valor dos pagamentos digitais em Itália superou pela primeira vez o do numerário. Os pagamentos através de smartphone e dispositivos vestíveis (wearables) mostraram um crescimento explosivo, atingindo os 56,7 mil milhões de euros com um aumento de 53% em relação ao ano anterior. As transações específicas apenas com wearables tocaram os 2,5 mil milhões de euros, marcando um +57%.
Esta tendência não é isolada a Itália. Em toda a Europa, os pagamentos contactless tornaram-se a norma. Já na segunda metade de 2022, mais de 53% de todas as transações com cartão na zona euro ocorriam em modo contactless. A pandemia acelerou certamente esta mudança, habituando os consumidores à comodidade e à segurança dos pagamentos sem contacto. Hoje, este hábito consolidou-se e o uso do smartwatch para pagar já não é visto como uma estranheza tecnológica, mas como uma evolução natural da carteira digital, aceite por um número cada vez maior de comerciantes, desde as grandes cadeias às pequenas lojas de bairro.
Vantagens e desvantagens reais: Uma análise prática
Adotar os pagamentos com smartwatch oferece vantagens inegáveis. A mais evidente é a comodidade: pagar sem ter de procurar o telemóvel ou a carteira é uma experiência libertadora, especialmente quando se têm as mãos ocupadas, se pratica desporto ou se viaja leve. A velocidade é outro ponto a favor, reduzindo os tempos de espera na caixa. Existe depois a segurança: como vimos, os sistemas de proteção integrados são superiores aos de um cartão tradicional. Por fim, não se pode negar um certo “efeito uau” que, embora superficial, torna a experiência agradável e moderna.
No entanto, existem também algumas desvantagens a considerar. O maior limite é a dependência da bateria: se o relógio estiver descarregado, a função de pagamento não está obviamente disponível. O investimento inicial para um smartwatch de boa qualidade pode ser significativo e nem todos os bancos ou circuitos de cartões poderão ser suportados pelo serviço escolhido, embora a compatibilidade esteja em contínua expansão. Para alguns utilizadores, a configuração inicial pode parecer ligeiramente complexa, mas os guias integrados nas apps são pensados para simplificar ao máximo cada passo.
Conclusões

Pagar com o smartwatch deixou de ser uma prerrogativa para poucos entusiastas da tecnologia para se tornar uma solução de pagamento madura, segura e incrivelmente prática. A integração entre hardware sofisticado, como o oferecido pelo Apple Watch e pelos dispositivos Wear OS, e software seguro como o Apple Pay e o Google Wallet criou uma experiência de utilizador fluida e fiável. Numa Itália e numa Europa cada vez mais digitalizadas, onde os pagamentos sem numerário ganham terreno todos os dias, o smartwatch afirma-se como o acessório definitivo, unindo a tradição de um objeto de pulso à inovação da carteira digital.
A evolução não ficará por aqui. No futuro, veremos uma integração cada vez maior de outros serviços na carteira do nosso relógio, como documentos de identificação, bilhetes de transportes públicos e chaves digitais, transformando-o num verdadeiro centro de controlo para a nossa vida quotidiana. Abraçar hoje esta tecnologia significa dar um passo em direção a um futuro mais simples, rápido e seguro.
Perguntas frequentes

Sim, pagar com o smartwatch é considerado muito seguro, muitas vezes mais do que com o cartão físico. A segurança baseia-se na tecnologia de «tokenização», que substitui os dados reais do seu cartão por um código digital único para cada transação. Desta forma, o número do cartão nunca é memorizado no dispositivo nem partilhado com o comerciante. Além disso, cada pagamento deve ser autorizado através de um PIN, uma impressão digital ou o reconhecimento facial, adicionando um nível extra de proteção em caso de roubo ou perda.
Não é necessária uma ligação à Internet ativa no momento do pagamento. O smartwatch utiliza a tecnologia NFC (Near Field Communication) para comunicar com o POS. Os dados necessários para a transação, sob a forma de tokens seguros, já estão memorizados de forma protegida no dispositivo. A app de pagamento (como o Google Wallet) conserva um conjunto destes códigos de utilização única que são atualizados periodicamente quando o dispositivo se liga à Internet, garantindo assim a possibilidade de pagar offline.
Sim, em geral qualquer loja equipada com um terminal POS que exiba o símbolo contactless é capaz de aceitar pagamentos com smartwatch. A tecnologia utilizada é a mesma dos cartões contactless, ou seja, o NFC. Portanto, quer se trate de um Apple Watch com Apple Pay, de um Samsung Galaxy Watch ou de outro smartwatch com Wear OS e Google Wallet, a experiência de pagamento no terminal é universalmente compatível.
Não, para o consumidor não existem custos adicionais. Nem a Apple, nem a Google, nem os bancos aplicam comissões pela utilização do Apple Pay ou Google Wallet para os pagamentos. A transação é processada como um pagamento normal com cartão e não acarreta despesas extra. Eventuais comissões ficam a cargo do comerciante, exatamente como acontece com os pagamentos com cartão físico.
A maioria dos principais bancos italianos suporta os pagamentos através de smartwatch com Apple Pay (para watchOS) e Google Wallet/Pay (para Wear OS). Entre estes figuram instituições como Intesa Sanpaolo, UniCredit, Fineco, Mediolanum, BPER Banca, Poste Italiane e muitos outros bancos digitais como Revolut e N26. Como a lista está em contínua expansão, é sempre aconselhável verificar a compatibilidade específica no site oficial do seu banco ou nas páginas de suporte do Apple Pay e Google Wallet.

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