Skimming em ATM: Guia para Reconhecer e se Defender

Descubra como reconhecer o skimming em caixas automáticos (ATM) e defender-se de fraudes. O nosso guia ensina-o a detetar dispositivos adulterados para proteger o seu cartão e PIN.

Publicado em 25 de Nov de 2025
Atualizado em 25 de Nov de 2025
de leitura

Em Resumo (TL;DR)

Este guia ensina-o a reconhecer dispositivos de skimming instalados ilegalmente em caixas automáticos (ATM) e a adotar as melhores práticas para proteger o seu cartão e o seu PIN.

Aprofundaremos as estratégias para inspecionar um ATM e os hábitos a adotar para garantir a segurança das suas transações.

Descubra as contramedidas e os bons hábitos a adotar para fazer levantamentos em total segurança e proteger as suas finanças.

O diabo está nos detalhes. 👇 Continue lendo para descobrir os passos críticos e as dicas práticas para não errar.

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O levantamento de dinheiro num caixa automático (ATM) é um gesto quotidiano, quase um reflexo condicionado na nossa vida agitada. Inserimos o cartão, digitamos o PIN e retiramos as notas. No entanto, por trás desta simples rotina, esconde-se uma armadilha tecnológica cada vez mais sofisticada: o skimming. Esta fraude, silenciosa e quase invisível, visa clonar o nosso cartão e roubar o nosso código secreto, transformando uma operação de poucos segundos num potencial pesadelo financeiro. Num mundo que equilibra a tradição do dinheiro físico com a inovação dos pagamentos digitais, a consciencialização torna-se a primeira linha de defesa.

Compreender como funciona o skimming, aprender a reconhecer os sinais de um ATM adulterado e adotar alguns, mas fundamentais, hábitos de segurança é essencial para proteger as suas poupanças. Este artigo oferece um guia completo para navegar com segurança no mundo dos levantamentos automáticos, fornecendo ferramentas práticas e conselhos claros para se defender desta ameaça invisível. O objetivo é transformar cada cidadão, independentemente da idade ou profissão, num utilizador consciente e preparado.

Dispositivo di skimming illegale installato sul lettore di carte di uno sportello atm per clonare dati bancari.
I dispositivi di skimming sono difficili da individuare. Controlla sempre il lettore di carte prima di un prelievo. Scopri come riconoscere i segnali di manomissione nel nostro articolo.

O que é o Skimming e Como Funciona

O skimming é uma fraude informática que ocorre no mundo físico. Os criminosos instalam dispositivos eletrónicos ilegais nos caixas automáticos para roubar as informações contidas no seu cartão e o seu código PIN. O ataque desenrola-se em duas fases paralelas, mas igualmente importantes: a clonagem do cartão e a captura do PIN. Só combinando estes dois elementos é que os burlões conseguem criar um cartão clonado perfeitamente funcional e aceder à sua conta bancária. Esta técnica é particularmente insidiosa porque, se bem executada, não deixa vestígios evidentes e a vítima só se apercebe do roubo quando verifica o extrato de conta e nota levantamentos não autorizados.

A Clonagem do Cartão

O coração da fraude é um dispositivo chamado skimmer. Trata-se de um leitor de cartões artesanal, muitas vezes construído com uma notável habilidade de camuflagem, que é aplicado sobre ou dentro da ranhura original do ATM onde se insere o cartão. Quando insere o seu cartão Multibanco ou de crédito, este passa primeiro pelo skimmer, que lê e armazena os dados contidos na banda magnética. A operação é instantânea e totalmente transparente para o utilizador, que prossegue com o seu levantamento sem se aperceber de nada. Os dados roubados são depois recuperados pelos criminosos para serem transcritos para um cartão virgem.

A Captura do PIN

Obter os dados da banda magnética é inútil sem o código PIN. Para o roubar, os burlões utilizam principalmente dois métodos. O mais comum é a instalação de uma microcâmara oculta, tão pequena que pode ser escondida num painel falso, num porta-brochuras aplicado com perícia ou até numa faixa de plástico sobre o teclado. Esta câmara tem um único propósito: enquadrar o teclado e gravar a digitação do PIN. Uma alternativa, mais complexa mas igualmente eficaz, é o uso de um teclado falso (pin pad overlay), uma fina membrana que se sobrepõe à original e regista a pressão das teclas.

O Nascimento da Fraude

Assim que os criminosos estão na posse tanto dos dados da banda magnética como do PIN, o esquema está completo. Recuperam o skimmer e a microcâmara (ou o teclado falso) e descarregam as informações recolhidas. Os dados do cartão são usados para criar um “clone”, um cartão fisicamente idêntico ao original mas sob o seu controlo. A partir deste ponto, podem utilizar o cartão clonado e o PIN roubado para efetuar levantamentos fraudulentos em qualquer caixa automático no mundo, muitas vezes esvaziando a conta da vítima em poucas horas. Alternativamente, os dados podem ser vendidos na dark web a outros grupos criminosos.

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As Técnicas de Skimming Mais Comuns

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infográfico Skimming ATM

Os criminosos evoluem constantemente as suas técnicas para tornar os dispositivos de skimming cada vez mais pequenos, eficazes e difíceis de detetar. Conhecer os diferentes tipos de ataque é o primeiro passo para os poder reconhecer. As metodologias vão desde aparelhos postiços e visíveis, embora bem camuflados, a microdispositivos quase impossíveis de notar a olho nu. A escolha da técnica depende da habilidade do burlão e do tipo de caixa automático a ser atacado. É fundamental prestar atenção não só à ranhura do cartão, mas a todo o aspeto do caixa.

Skimmers Tradicionais (Overlay)

A forma mais comum de skimmer é o overlay, um leitor de cartões falso de plástico ou resina projetado para se assemelhar à parte original do ATM. É colado ou encaixado sobre a ranhura de inserção do cartão. Embora os burlões tentem replicar a cor e a forma, muitas vezes podem-se notar pequenas imperfeições: uma tonalidade de cor ligeiramente diferente, uma saliência anómala ou a presença de cola ou fita-cola de dupla face. Estes dispositivos são os mais “fáceis” de detetar com uma inspeção atenta, pois alteram fisicamente o aspeto do caixa. Um bom conselho é comparar o ATM com os que estão próximos, se existirem.

Deep Insert Skimmers e Shimming

Uma ameaça muito mais insidiosa é representada pelos deep insert skimmers. Trata-se de dispositivos ultrafinos, flexíveis e quase invisíveis, que são inseridos diretamente no interior do leitor de cartões. Ao contrário dos overlays, não são detetáveis do exterior. Uma variante ainda mais evoluída é o shimming, que visa os cartões com chip. Um dispositivo em forma de lâmina finíssima, chamado shim, é inserido na ranhura para ler os dados do microchip. Embora os dados do chip não possam ser usados para criar um cartão clonado com chip, podem ser explorados para produzir um cartão apenas com banda magnética ou para cometer fraudes online.

Teclados Falsos (Pin Pad Overlay)

Como já mencionado, para capturar o PIN, os criminosos podem utilizar um teclado falso que se sobrepõe ao legítimo. Estes dispositivos são projetados para parecerem idênticos ao original, mas ao toque podem parecer ligeiramente “borrachudos” ou mais espessos do que o normal. Quando se digita o PIN, o teclado falso regista a sequência de números. Também neste caso, uma verificação física pode fazer a diferença: tentar mover ligeiramente as bordas do teclado pode revelar se foi aplicada uma cobertura. As autoridades policiais recomendam sempre a máxima atenção a qualquer anomalia no caixa automático.

Microcâmaras Ocultas

As microcâmaras continuam a ser o método mais difundido para espiar o PIN. O seu tamanho reduzido permite escondê-las em quase qualquer lugar. Os pontos mais comuns incluem: falsas barras de plástico aplicadas sobre o monitor, porta-brochuras adicionados aos lados do caixa, ou pequenos furos feitos em painéis adjacentes ao teclado. É uma boa prática inspecionar a área circundante ao teclado em busca de qualquer elemento que pareça deslocado ou que apresente um pequeno e suspeito buraco. O objetivo dos criminosos é ter uma visão clara do teclado, portanto, qualquer objeto adicionado nas proximidades deve levantar suspeitas.

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Como Reconhecer um ATM Adulterado

Defender-se do skimming não requer competências técnicas avançadas, mas sim uma abordagem baseada em atenção, prudência e uma inspeção mínima antes de cada operação. Os burlões contam com a nossa pressa e distração. Dedicar alguns segundos a uma verificação visual e tátil do caixa automático pode fazer a diferença entre um levantamento seguro e uma conta esvaziada. A regra de ouro é simples: se algo parecer estranho, deslocado ou suspeito, é melhor não usar esse caixa e procurar outro. A prevenção é a melhor arma à nossa disposição.

Inspeção Visual e Tátil

Antes de inserir o cartão, dedique um momento a observar e tocar nos componentes-chave do ATM.

  • Leitor de cartões: Tente movê-lo delicadamente. Os componentes originais de um ATM estão firmemente fixados. Se o leitor se mover, estiver solto ou parecer postiço, pode ter sido adulterado. Verifique também a presença de resíduos de cola ou fita-cola nas bordas.
  • Teclado: Passe os dedos pelas bordas e pela superfície. Um teclado falso pode parecer mais espesso ou esponjoso ao toque. Se as teclas parecerem invulgarmente duras ou, pelo contrário, demasiado moles, é um sinal de alarme.
  • Aspeto geral: Procure discrepâncias de cor, material ou alinhamento entre as várias partes do caixa. Os dispositivos de skimming, por muito bem feitos que sejam, raramente são 100% idênticos aos componentes originais.
  • Leitor de cartões: Tente movê-lo delicadamente. Os componentes originais de um ATM estão firmemente fixados. Se o leitor se mover, estiver solto ou parecer postiço, pode ter sido adulterado. Verifique também a presença de resíduos de cola ou fita-cola nas bordas.
  • Teclado: Passe os dedos pelas bordas e pela superfície. Um teclado falso pode parecer mais espesso ou esponjoso ao toque. Se as teclas parecerem invulgarmente duras ou, pelo contrário, demasiado moles, é um sinal de alarme.
  • Aspeto geral: Procure discrepâncias de cor, material ou alinhamento entre as várias partes do caixa. Os dispositivos de skimming, por muito bem feitos que sejam, raramente são 100% idênticos aos componentes originais.
  • Leitor de cartões: Tente movê-lo delicadamente. Os componentes originais de um ATM estão firmemente fixados. Se o leitor se mover, estiver solto ou parecer postiço, pode ter sido adulterado. Verifique também a presença de resíduos de cola ou fita-cola nas bordas.
  • Teclado: Passe os dedos pelas bordas e pela superfície. Um teclado falso pode parecer mais espesso ou esponjoso ao toque. Se as teclas parecerem invulgarmente duras ou, pelo contrário, demasiado moles, é um sinal de alarme.
  • Aspeto geral: Procure discrepâncias de cor, material ou alinhamento entre as várias partes do caixa. Os dispositivos de skimming, por muito bem feitos que sejam, raramente são 100% idênticos aos componentes originais.

Atenção aos Detalhes Invulgares

Os criminosos adicionam frequentemente elementos ao caixa para esconder as microcâmaras. Preste atenção a objetos que pareçam supérfluos ou posicionados de forma estranha. Um porta-brochuras onde normalmente não há, uma faixa de plástico sobre o ecrã, ou até mesmo um espelho podem ser usados para esconder uma câmara. Procure por minúsculos furos, não maiores que a ponta de um alfinete, apontados para o teclado. Qualquer elemento que pareça “adicionado” recentemente ou que não se integre perfeitamente com o design da máquina merece uma análise mais atenta. Se tiver dúvidas, confie no seu instinto e mude de caixa.

Tapar Sempre o Teclado

Esta é talvez a regra mais simples e eficaz para se proteger. Independentemente de quão seguro o ATM possa parecer, tape sempre a mão com que digita o PIN usando a outra mão, a carteira ou uma folha de papel. Este simples gesto impede que qualquer microcâmara oculta grave o seu código secreto. Mesmo que os criminosos consigam clonar o seu cartão com um skimmer, sem o PIN não conseguirão efetuar levantamentos. Transformar esta ação num hábito consolidado é a forma de autoproteção mais poderosa contra o skimming.

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As Regras de Ouro para um Levantamento Seguro

Além de inspecionar o caixa, existem outros hábitos virtuosos que aumentam drasticamente o nível de segurança durante os levantamentos. Trata-se de uma série de comportamentos prudentes que dizem respeito à escolha do ATM, à gestão do PIN e à monitorização da sua conta. Adotar estas regras de ouro significa construir um sistema de defesa em várias camadas, tornando a vida muito mais difícil para os burlões. A segurança, de facto, não é um ato isolado, mas um conjunto de pequenas e constantes atenções.

Escolher o ATM com Cuidado

Nem todos os caixas automáticos são iguais em termos de segurança. É sempre preferível utilizar ATMs localizados no interior de agências bancárias ou de estações de correios, pois são mais vigiados e menos acessíveis a mal-intencionados. Se tiver de fazer um levantamento no exterior, escolha caixas em áreas bem iluminadas, movimentadas e cobertas por câmaras de videovigilância. Evite ATMs isolados, em zonas escuras ou pouco frequentadas, especialmente durante as horas noturnas ou nos fins de semana, períodos em que os criminosos atuam com mais frequência. A escolha de uma estação de correios em Pizzo para as suas operações também pode oferecer uma maior sensação de segurança em comparação com um caixa isolado.

Proteger o PIN é Fundamental

O PIN é a chave da sua conta bancária e deve ser protegido a todo o custo. Como já foi sublinhado, tapar o teclado enquanto digita o código é um hábito indispensável. Além disso, nunca revele o seu PIN a ninguém, nem a supostos funcionários do banco ou a forças de segurança. Memorize-o e não o escreva em papéis guardados na carteira. Se suspeitar que alguém possa ter visto o seu PIN, mude-o o mais rapidamente possível. Lembre-se que a combinação de cartão clonado e PIN é o que permite a fraude: tornando inacessível um dos dois elementos, a burla falha.

Verificar o Extrato de Conta

A rapidez é crucial em caso de fraude. Verifique regularmente os movimentos da sua conta bancária, idealmente através da aplicação de mobile banking que fornece notificações em tempo real. Muitos bancos oferecem um serviço de alerta por SMS que o avisa de cada levantamento ou pagamento efetuado com o cartão. Ativar estas notificações permite-lhe detetar imediatamente qualquer transação não autorizada e intervir, bloqueando o cartão. Se notar um débito suspeito, mesmo que de pequeno valor, contacte imediatamente o seu banco.

O que Fazer se o Cartão Ficar Retido

Por vezes, os criminosos utilizam uma técnica chamada “laço libanês” (Lebanese loop) para roubar o cartão físico. Inserem um pequeno laço de plástico na ranhura que impede o cartão de sair após a operação. Nesse momento, um cúmplice aproxima-se oferecendo ajuda e, com a desculpa de resolver o problema, espia o PIN enquanto a vítima tenta reinseri-lo. Se o seu cartão ficar retido, não aceite a ajuda de estranhos. Cancele a operação, se possível, e contacte imediatamente o número verde do seu banco para bloquear o cartão, mesmo que isso signifique afastar-se momentaneamente do caixa. É importante fazer a comunicação a partir de um local seguro, como uma estação de correios em Verona Centro ou outra agência bancária.

O que Fazer em Caso de Fraude por Skimming

Se, apesar de todas as precauções, se aperceber que foi vítima de uma fraude por skimming, é fundamental agir com rapidez e método. A velocidade de reação pode limitar os danos económicos e aumentar as hipóteses de obter um reembolso completo. Os passos a seguir são claros e devem ser executados na ordem correta para garantir a máxima eficácia. Manter a calma e proceder de forma sistemática é a melhor estratégia para gerir a situação e fazer valer os seus direitos.

Bloquear Imediatamente o Cartão

A primeira e mais urgente ação a tomar é bloquear o cartão. Assim que notar uma transação suspeita ou se der conta de que o cartão foi clonado, contacte o número verde para bloqueio de cartões fornecido pelo seu banco. Este número está ativo 24 horas por dia, 7 dias por semana, e está indicado no verso do próprio cartão, no site do banco e na aplicação de mobile banking. É uma boa ideia guardá-lo antecipadamente na lista de contactos do seu telemóvel. Ao comunicar os seus dados ao operador, o cartão será bloqueado instantaneamente, impedindo os criminosos de efetuarem mais operações.

Apresentar Queixa às Autoridades

Depois de bloquear o cartão, o passo seguinte é apresentar queixa junto das forças de segurança. Pode dirigir-se ao posto da GNR (Guarda Nacional Republicana) mais próximo ou a um departamento da Polícia Judiciária, que é a unidade especializada em crimes informáticos. Forneça todos os detalhes que tiver: a lista dos movimentos não autorizados, o local e a hora do último levantamento que efetuou e qualquer outro elemento útil. A queixa é um documento indispensável para iniciar o processo de reembolso junto do banco. Apresentar queixa é um passo crucial, tanto para a sua proteção como para ajudar as autoridades a combater o fenómeno, muitas vezes em coordenação com serviços essenciais como os oferecidos por uma estação de correios em Tropea para alcançar capilarmente o território.

Contestar o Débito e Pedir o Reembolso

Com a cópia da queixa em mãos, dirija-se à sua agência bancária ou contacte o serviço de apoio ao cliente para desconhecer formalmente as operações fraudulentas e iniciar o pedido de reembolso. A diretiva europeia sobre serviços de pagamento (PSD2), transposta para a legislação nacional, protege amplamente os consumidores. Salvo nos casos de dolo ou negligência grave por parte do cliente (que o banco tem o ónus de provar), a instituição de crédito é obrigada a reembolsar as quantias subtraídas. O procedimento envolve o preenchimento de um formulário de contestação no qual se listam os débitos não autorizados. O banco, uma vez recebida a documentação completa, iniciará as suas próprias verificações e procederá ao reembolso nos prazos previstos por lei.

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Conclusões

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O skimming em caixas automáticos (ATM) representa uma ameaça concreta e em constante evolução, que combina a engenharia criminal com a psicologia da distração. No entanto, não é uma batalha perdida. Como vimos, a consciencialização e a adoção de hábitos de segurança simples, mas rigorosos, podem erguer uma barreira eficaz contra este tipo de fraude. A inspeção visual e tátil do caixa, a proteção sistemática do PIN e a monitorização constante da conta bancária são gestos que requerem poucos segundos, mas que oferecem um nível de proteção inestimável.

Num contexto cultural como o português, onde a tradição do levantamento de dinheiro convive com a crescente digitalização dos pagamentos, a educação para a segurança financeira é fundamental. A tecnologia oferece comodidade, mas também exige responsabilidade. Ser um utilizador informado não significa viver com medo, mas agir com prudência, transformando o conhecimento num poderoso escudo. Lembre-se: o primeiro e mais importante sistema de segurança é você. Sempre que se aproximar de um ATM, dedique um momento à sua proteção. Vale sempre a pena.

Perguntas Frequentes

disegno di un ragazzo seduto con nuvolette di testo con dentro la parola FAQ
Como posso perceber se um multibanco foi adulterado com um skimmer?

Antes de inserir o cartão, inspecione cuidadosamente o caixa. Verifique a ranhura de inserção do cartão e o teclado numérico. Tente mover ligeiramente estas partes: se parecerem instáveis, postiças ou de cor diferente do resto do ATM, podem ter sido adulteradas. Procure também por pequenos furos ou elementos suspeitos nas proximidades, que possam esconder uma microcâmara usada para gravar o seu PIN. Na dúvida, não use esse caixa e comunique a situação ao banco.

O que devo fazer imediatamente se achar que o meu cartão foi clonado?

A primeira e mais importante ação é bloquear o cartão. Pode fazê-lo imediatamente através da aplicação do seu banco ou ligando para o número verde dedicado, ativo 24 horas por dia. Em seguida, contacte o seu banco para desconhecer as operações fraudulentas e iniciar o pedido de reembolso. É também fundamental apresentar queixa na Polícia Judiciária ou na GNR, anexando uma cópia da mesma ao pedido de reembolso a enviar ao banco.

De que forma os criminosos roubam o PIN juntamente com os dados do cartão?

Os criminosos usam principalmente dois métodos para roubar o PIN. O primeiro consiste em instalar uma microcâmara oculta, muitas vezes numa falsa barra de plástico sobre o teclado ou num porta-brochuras lateral, que filma a digitação das teclas. O segundo método envolve a aplicação de um teclado falso (keypad overlay) sobre o original, que regista os números digitados. Por este motivo, é um bom hábito tapar sempre o teclado com a outra mão enquanto se digita o código secreto.

O banco é obrigado a reembolsar o dinheiro subtraído através de skimming?

Sim, em geral, as normativas europeias e portuguesas preveem que o banco reembolse o cliente vítima de clonagem, a menos que consiga provar negligência grave por parte do titular do cartão (como a não salvaguarda do PIN). Cabe à instituição de crédito provar que a operação é atribuível à vontade do cliente. Para facilitar o reembolso, é essencial bloquear o cartão e apresentar queixa o mais rapidamente possível.

Os cartões contactless e os pagamentos por smartphone são mais seguros contra o skimming?

Sim, contra o skimming tradicional que ocorre nos ATMs, a tecnologia contactless oferece maior segurança. Como o cartão não é fisicamente inserido no leitor adulterado, os dados da banda magnética não podem ser copiados pelo skimmer. Os pagamentos via smartphone e smartwatch, que usam a tecnologia NFC, também são considerados mais seguros pelo mesmo motivo e muitas vezes requerem uma autorização biométrica adicional. No entanto, é bom lembrar que existem outros tipos de fraudes informáticas, pelo que a vigilância continua a ser importante.

Francesco Zinghinì

Engenheiro Eletrônico especialista em sistemas Fintech. Fundador do MutuiperlaCasa.com e desenvolvedor de sistemas CRM para gestão de crédito. No TuttoSemplice, aplica sua experiência técnica para analisar mercados financeiros, hipotecas e seguros, ajudando os usuários a encontrar as soluções mais vantajosas com transparência matemática.

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